Mostrando postagens com marcador agrotoxicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador agrotoxicos. Mostrar todas as postagens

03 setembro 2014

O veneno está na mesa 2 é lançado em Torres com apresentação de Leonardo Melgarejo


Ongs se uniram para realizar o evento. (foto:Sandra Ribeiro/Agapan)

Auditório lotado e degustação de alimentos orgânicos marcaram o aniversário de três anos do Cineclube Torres com o lançamento do filme O veneno está na mesa 2, na noite de 1 de setembro de 2014, no Centro Municipal de Cultura. Após a sessão, o documentário que mostra os efeitos dos agrotóxicos  sobre o ambiente, a sociedade e a saúde humana,  foi comentado em uma apresentação do agrônomo e mestre em Economia Rural Leonardo Melgarejo.

Auditório lotado em  Torres. (foto: Sandra Ribeiro/Agapan)
O coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Agrotóxicos e Transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) alertou que o  consumidor não sabe que os estudos que existem sobre as quantidades  aceitáveis de veneno avaliam somente qual a quantidade provoca intoxicação aguda. ¨Esses estudos garantem que a pessoa que consumir aquela quantidade não vai ter um choque, mas não garantem que uma pequena quantidade não vá afetar uma rota metabólica não vá provocar alguma alteração hormonal que vai se manifestar mais adiante¨.
Leonardo Melgarejo na palestra após o filme. 

Conjunto de economias associadas baseadas na agroecologia são economicamente mais vantajosas para o Brasil

Sobre o agronegócio, Melgarejo entende que a argumentação de que gera divisas para a economia não leva em conta os rastros negativos deixados por ciclos monocultores do passado, como borracha, café, cacau, charque, entre outros.

Não há nenhum lugar no planeta onde se tenha uma espécie apenas. A pujança está onde existem parcerias e articulaçãoes: muitos insetos, plantas, animais. A transformação de uma região de floresta numa área de exploração da monocultura implica na eliminação de muitas espécies, o que quer dizer a eliminação de muitas possibilidades de utilização dos recursos daquele ambiente. Uma monocultura, seja do que for, demanda sempre muito esforço, com aplicação de veneno, adubo químico, transferência de dinheiro de outros ambientes para lá.

 Melgarejo sendo entrevistado pela jornalista Miriam
 (Centro Ecológico).
Para Melgarejo, o melhor para o Brasil seria um conjunto de economias associadas à produção de leite, animais, frutas e hortaliças ecológicas da agricultura familiar. 

Evento faz parte da campanha Orgânicos para todos

O lançamento do filme O veneno está na mesa 2 em Torres foi uma promoção da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural ( Agapan), Centro Ecológico, Cineclube Torres, Cooperativa EcoTorres e Onda Verde. 

O evento integra a campanha Orgânicos para todos, promovida pela Sociedade Sueca de Proteção à Natureza (SSPN). No Litoral Norte e na Serra do Rio Grande do Sul esta campanha mundial é organizada pela ONG Centro Ecológico.

Fotos: Sandra Ribeiro/Agapan
Agapan

02 agosto 2014

Agroecologia e o fornecimento de alimentos - Maria Emilia Pacheco - Entrevista - Canal Futura

As Nações Unidas declaram 2014 como "Ano Internacional da Agricultura Familiar". No Brasil, cerca de 70% dos alimentos que chegam as nossas mesas provém desta produção. Trata-se de uma produção que preserva a biodiversidade e que tem um olhar cuidadoso com a saúde. Por outro lado, o  Brasil é desde 2008 o país que mais consome agrotóxicos no mundo.

Para falar deste lado antagônico, o canal Futura entrevistou  Maria Emília Pacheco, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar - Consea, que defende a agroecologia de como sistema capaz de alimentar as 7 bilhões de pessoas de maneira saudável e sem a contaminação por agrotóxicos.




fonte: Canal Futura

27 junho 2014

Conselho de Segurança Alimentar do RS repudia decisão favorável à comercialização de agrotóxicos


O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul (Consea-RS) encaminhou aos deputados estaduais moção de repúdio à recente decisão da 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça que fere a Lei Estadual 7.747/82, que dispõe sobre controle de agrotóxicos e outros biocidas em nível estadual.

A medida do Tribunal de Justiça libera para comercialização no estado os produtos Gramoxone 200, Gramocil e Mertin 400, que têm como princípio ativo o elemento Paraquat e Trifenil hidróxido de estanho. O Consea critica  a decisão judicial por impedir a Fepam de indeferir cadastro de agrotóxicos que não tenham registro no país de origem, como determinada a legislação. Recorda o conselho que o paraquat é classificado pelo órgão ambiental como altamente tóxico, causador de graves danos à saúde e ao meio ambiente, e não possui antídoto.

Na moção, o Consea considera a decisão judicial “um retrocesso na política ambiental do Rio Grande do Sul, considerando ser este o estado pioneiro na edição de Lei que rege sobre utilização de agrotóxicos e coloca como prioridade o aspecto econômico com aumento de produção em detrimento da saúde da população”.

Fonte: 
Redação Sul 21

02 junho 2014

Nota de repúdio da Agapan, Ingá e Mogdema à decisão do TJRS que libera a comercialização de quatro agrotóxicos no RS

A legislação gaúcha proíbe a venda e o uso no Estado do Rio Grande do Sul de compostos químicos vetados ou sem registro em seus países de origem. Em cumprimento à Lei 7.747/82, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam) proibiu , em 2012, o uso de agrotóxicos à base de Paraquat e Endossulfan. Ressalte-­se que estes compostos foram responsáveis por 167 intoxicações e 35 óbitos no Rio Grande do Sul, de acordo com o Centro de Informação Toxicológica do RS. Disto, o agricultor e a sociedade têm pouco conhecimento, infelizmente. No entanto, alegando serem permitidos em outros Estados da União, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ­RS) liberou­ o uso desses produtos.  Os Estados não podem ser mais permissivos do que a União, mas podem ser mais restritivos, no caso, proibindo estes agrotóxicos.

A posição da presidência e dos técnicos da Fepam, zelando pelo cumprimento da lei em nosso Estado, foi corajosa, protegendo a saúde dos agricultores e da população sul-riograndense, em oposição aos interesses das corporações transnacionais, fabricantes e vendedoras dos venenos agrícolas.

A verdadeira razão para a liberação do uso do Paraquat é controlar ervas daninhas mutantes resistentes ao Glifosato. No entanto, a Ciência já registra 45 biótipos de ervas daninhas resistentes ao Paraquat e, neste caso, a decisão judicial promove o agravamento do problema.

A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá)  e  o  Movimento  Gaúcho  em Defesa do Meio Ambiente (MoGDeMa) repudiam a liberação, pela Justiça, à revelia da legislação, destes venenos químicos letais, notoriamente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

As entidades signatárias desta nota confiam que o Tribunal de Justiça do RS, de posse destas informações, reveja a decisão tomada.

Da mesma forma, as entidades se colocam a disposição deste Tribunal para contribuir com mais informações sobre o tema.

Porto Alegre, 2 de junho de 2014.

Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan)
Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais  (InGá) 

Movimento  Gaúcho  em Defesa do Meio Ambiente (MoGDeMa)

18 setembro 2013

2,4D - herbicida componente do Agente Laranja

NÃO ao herbicida 2,4D
A Agapan - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural; o Ingá - Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais; o Mogdema - Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente, entre outros movimentos, preocupados que o Brasil se torne o primeiro país a liberar comercialmente um evento para culturas transgênicas ligadas ao uso de um herbicida componente do agente laranja, utilizado na Guerra do Vietnã, clama aos membros da CTNBio, em especial os relatores, alguns deles pesquisadores de universidades e outras instituições públicas, inclusive do Rio Grande do Sul a se posicionarem contra a liberação do herbicida 2,4D.

No próximo dia 19 de setembro de 2013, haverá reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, onde constam três processos de liberação comercial para sementes transgênicas de soja e milho, da empresa Dow AgroSciences, com adaptação ao herbicida 2,4-D, de alta toxicidade, junto com outros herbicidas, entre eles o glifosato e glifosinato de amônio, também tóxicos. A intenção dos transgênicos é resistir a estes agrotóxicos potentes, que matam as chamadas "ervas daninhas". Mas, segundo dados do próprio Ministério da Agricultura, no Brasil, em menos de 10 anos (2002-2011), ocorreu aumento de 70% destes produtos, enquanto a expansão da área agrícola foi menor (60%). Desde 2009 o Brasil é o país que mais usa agrotóxicos, apesar do advento dos transgênicos na agricultura, a partir da lei de Biossegurança (2005).



O herbicida 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético) foi desenvolvido a partir de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, sendo na década de 1960 um dos componentes do agente laranja (junto com o 2,4,5-T, na Guerra do Vietnã). É um produto que foi usado como arma química, causando a morte e malformações em milhares de pessoas. o Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classificou para a saúde o 2,4-D como Extremamente Tóxico (Classe I) e Perigoso para o meio ambiente (Classe III). Os maiores riscos para a saúde residem no potencial de perturbador endócrino, sendo potencialmente cancerígeno. Os perturbadores endócrinas podem causar danos sérios e irreversíveis à saúde humana durante o desenvolvimento fetal e infantil. Além da característica de teratogênico, com fortes evidências de também ser genotóxico.



Existem alternativas ao uso de herbicidas. A mais inteligente é buscarmos a necessária reconciliação com os processos ecológicos, com a biodiversidade, com o consequente banimento das monoculturas de exportação, inerentemente químicodependentes e que vem sendo responsáveis pela destruição dos biomas brasileiros.

A Sociedade brasileira exige um debate aberto sobre as consequências destes eventos transgênicos que estão promovendo o uso de agrotóxicos, agora ainda mais tóxicos, comprometendo a saúde da população e o meio ambiente.


08 setembro 2013

Nota Conjunta ABRASCO, FIOCRUZ e INCA: não aceitaremos pressões de setores interessados na venda de agrotóxicos

A nota conjunta da ABRASCO, FIOCRUZ e INCA vem a encontro do sentimento que temos. A AGAPAN (Associação Gaucha de Proteção ao Ambiente Natural), partilha da mesma opinião quanto ao usos de defensivos agricolas, que nada são que venenos mascarados de aura candida de defesa agrícola, quanto na verdade são ataques mortais a qualidade de vida dos entes humanos e de toda biosfera.

Como diz a nota, há uma intima relação entre o envenamento e o uso de transgênicos como soja, milho e canola, por exemplo. Todos gerando enormes lucros as transnacionais a custa da saúde do agricultor e todos brasileiros banhados por venenos fortíssimos.

 
Sala dos Conselhos - AGAPAN
Alfredo Gui Ferreira - Presidente

Nota Conjunta ABRASCO, FIOCRUZ e INCA: não aceitaremos pressões de setores interessados na venda de agrotóxicos:

Uma verdade cientificamente comprovada: os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente
Historicamente, o papel da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Instituto Nacional de CâncerJosé Alencar Gomes da Silva (Inca) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) é de produção de conhecimento científico pautado pela ética e pelo compromisso com a sociedade e em defesa da saúde, do ambiente e da vida. Essas instituições tiveram e têm contribuição fundamental na construção e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

Quando pesquisas desenvolvidas nas referidas instituições contrariam interesses de negócios poderosos, incluindo o mercado de agrotóxicos, que movimenta anualmente bilhões de reais, eventualmente elas sofrem ataques ofensivos que, transcendendo o legítimo debate público e científico, visam confundir a opinião pública utilizando subterfúgios e difamações para a defesa e manutenção do uso de substâncias perigosas à saúde e ao meio ambiente.

A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não se eximem de seus papéis perante a sociedade e cumprem a missão de zelar pela prevenção da saúde e proteção da população. Por esta razão têm se posicionado claramente no que diz respeito aos perigos que os agrotóxicos e outras substâncias oferecem à saúde e ao meio ambiente. Desde 2008, o Brasil lidera o ranking de uso de agrotóxicos, o que gera um contexto de alto risco e exige ações prementes de controle e de transição para modelos de produção agrícola mais justos, saudáveis e sustentáveis.
As pesquisas sociais, clínicas, epidemiológicas e experimentais desenvolvidas a partir de pressupostos da saúde coletiva, em entendimento à complexa determinação social do processo saúde-doença, envolvem questões éticas relativas às vulnerabilidades sociais e ambientais que necessariamente pertencem ao mundo real no qual as populações do campo e das cidades estão inseridas.

Neste sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco estão seguros do cumprimento de seu papel. Portanto, repudiam a acusação de que são guiados por um “viés ideológico” e sem qualidade científica. As referidas instituições defendem os interesses da saúde pública e dos ecossistemas, em consonância com os direitos humanos universais, e firmados pelos princípios constitucionais que regem o Brasil.
A Fiocruz, o Inca e a Abrasco atuam há décadas em parceria com diversas universidades e institutos de pesquisas, como a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em que atua o professor e pesquisador Wanderlei Pignati – citado em reportagem da revista “Galileu” mencionada abaixo –, e outros que desenvolvem pesquisas sobre os impactos dos agrotóxicos e de micronutrientes na saúde e no ambiente que são idôneas, independentes, críticas, com metodologias consistentes e livres de pressões de mercado. Tais pesquisas vêm revelando a gravidade, para a saúde de trabalhadores e da população em geral, do uso de agrotóxicos, e reforçam a necessidade de medidas mais efetivas de controle e prevenção, incluindo o banimento de substâncias perigosas já proibidas em outros países e o fim da pulverização aérea.
O “Dossiê Abrasco–Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde” registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no Brasil e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos na saúde pública e na segurança alimentar e nutricional da população.

Os agrotóxicos podem causar danos à saúde extremamente graves, como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores e cânceres, dentre outros. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados. Além disso, centenas de estudos demonstram que os agrotóxicos também podem desequilibrar os ecossistemas, diminuindo a população de espécies como pássaros, sapos, peixes e abelhas. Muitos desses animais também desempenham papel importante na produção agrícola, pois atuam como polinizadores, fertilizadores e predadores naturais de outros animais que atingem as lavouras. O “Dossiê Abrasco” cita dezenas dos milhares de estudos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais de renome que comprovam esses achados.

É direito da população brasileira ter acesso às informações dos impactos dos agrotóxicos. Faz-se necessário avançar na construção de políticas públicas que possam proteger e promover a saúde humana e dos ecossistemas impactados negativamente pelos agrotóxicos, assim como fortalecer a regulação do uso dessas substâncias no Brasil, por meio do SUS.

Nesse sentido, a Fiocruz, o Inca e a Abrasco repudiam as declarações do diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, e de Ângelo Trapé, da Unicamp, veiculadas na revista “Galileu” nº 266, edição de setembro de 2013, e também na entrevista divulgada no site da publicação, que atentam contra a qualidade científica das pesquisas desenvolvidas nessas instituições e, em especial, contra o “Dossiê Abrasco – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”.

As palavras do diretor-executivo da Andef, que tentam desqualificar e macular a credibilidade dessas instituições, são inéditas, dado o prestígio nacional e internacional e a relevância secular que temos na área da pesquisa e formulação de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação em saúde, bem como na formação de profissionais altamente qualificados.

A Andef é uma associação de empresas que produzem e lucram com a comercialização de agrotóxicos no Brasil. Em 2010, o mercado dessas substâncias movimentou cerca de US$ 7,3 bilhões no país, o que corresponde a 19% do mercado global de agrotóxicos. As seis empresas que controlam esse segmento no Brasil são transnacionais (Basf, Bayer, Dupont, Monsanto, Syngenta e Dow) e associadas à Andef. As informações sobre o mercado de agrotóxicos no Brasil, assim como a relação de lucro combinado das empresas na venda de sementes transgênicas e venenos agrícolas, estão disponíveis no referido Dossiê Abrasco “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde”.

A Fiocruz, o Inca e a Abrasco não aceitarão pressões de setores interessados na venda de agrotóxicos e convocam a sociedade brasileira a tomar conhecimento e se mobilizar frente à grave situação em que o país se encontra, de vulnerabilidade relacionada ao uso massivo de agrotóxicos.

Rio de Janeiro, 06 de setembro de 2013

05 julho 2013

Conselheira da Agapan palestra sobre Agrotóxicos e o equilíbrio de Gaia na próxima terça-feira, na Livraria Cultura


“Impacto dos agrotóxicos no equilíbrio de Gaia” é tema da palestra que a farmacêutica especialista em toxicologia e conselheira da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Ana Valls, fará na próxima terça-feira, dia 9, às 19h, no auditório da Livraria Cultura, em Porto Alegre. Com entrada franca, a palestra integra os debates promovidos pela Fundação Gaia – Legado Lutzenberger realiza nas segundas terças-feiras de cada mês.

O objetivo da palestra de Ana Valls é apresentar e discutir sobre os danos mais graves provocados pelos agrotóxicos e como evitá-los. Inicialmente, Ana apresentará um histórico dos agrotóxicos na sociedade humana com seus impactos no planeta Terra, chegando à situação atual. “Na época em que foi criada a nossa pioneira lei para controlar os agrotóxicos, em 1982, ainda havia como classificá-los em grupos, hoje com o avança da química isto está muito complicado” alerta Ana.

O principal enfoque da palestrante serão questões de saúde decorrentes do uso e aplicação dos agrotóxicos. Segundo ela, é muito importante saber o que cada um pode fazer para evitar o mal provocado por eles, o que será bastante ressaltado na palestra.

Ana Valls atua na área de análise dos agrotóxicos nos alimentos. Além de conselheira da Agapan, é fundadora da Associação Brasileira de Agroecologia. Atualmente sua atuação está voltada para questões de mobilização ambiental e saúde pública. Integra o Conselho Estadual de Saúde, representando a Agapan.

O Auditório da Livraria Cultura no Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre, fica na rua Túlio de Rose, 80. Os interessados podem obter certificado de participação nas palestras devem enviar e-mail para reservas@fgaia.org.br.


Assessoria de Imprensa da Agapan, 
com apoio da Fundação Gaia

14 maio 2013

AGAPAN contra a aprovação do PL 20/2012

Manifestação da AGAPAN, aos deputados da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, contra a aprovação do PL 20/2012:

Porto Alegre, 13 de maio de 2013.
Prezado Deputado (a):

Vimos, por meio deste, externar nosso repúdio ao PL 20/2012, de autoria do deputado Gilmar Sossella, que contraria os critérios de licenciamento ambiental utilizados pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Luis Henrique Roessler –FEPAM.

O Projeto põe em risco a saúde da população, bem como acarretará inúmeros impactos ambientais.

Consideramos que quem deveria defender a promoção da saúde, da qualidade de vida e da manutenção do ambiente ecologicamente equilibrado não poderia expor a população a mais riscos de contaminação. Solicitamos o seu VOTO contra o PL 20/2012, que permite a armazenagem de venenos próxima a residências e demais edificações urbanas. Vote pela saúde pública e pela prevenção de acidentes com agrotóxicos.

Vote contra o PL 20/2012!
Eliminemos estes venenos da agricultura e das áreas urbanas!

Certo (a) de contarmos com seu voto para preservar a vida e a saúde da população gaúcha.

Atenciosamente,
Sandra Jussara Ribeiro
Presidenta

06 abril 2013

Agrotóxicos: “Vou fazer a louvação, do que deve ser louvado...”


      
Vou fazer a louvação, do que deve ser louvado...”
                                                                     por Sebastião Pinheiro/ AGAPAN

Este, também, foi um tema de consciência desperta junto com a “Banda”, “Disparada” ou “Para não dizer que não falei das flores”. Quem foi universitário convivendo com Tupamaros, Montoneros, e outros, mas considerando-se um Guarda Vermelho, a cada instante que tropeçava em um absurdo e apenas sorria. Até mesmo quando soube que em 1959 o saxofone foi proibido na Cuba Rebelde, pois haveria uma razão...

Cinqüenta anos depois, uma jovem universitária, na Boate Kiss, ao perceber o fogo que a imolou priorizou postar mensagem aos amigos do Facebook. Agora tropeço no e-mail da ASPTA solicitando apoio à proibição no Brasil dos agrotóxicos proibidos em seus países de origem. Em 1976 esta mesma bandeira foi levantada no Rio Grande do Sul, que conseguiu sua segunda grande vitória contra os agrotóxicos com um “governador de araque” (Amaral de Souza) em plena ditadura. Os clorados estavam na água de Porto Alegre e por um decreto todos foram proibidos no RS, a primeira fora a proibição dos mercuriais (e depois em todo o Brasil); Antes de dois anos veio a Lei Estadual referendada por um governador constitucional, que dezessete estados copiaram, alguns por consciência política, mas a maioria por mero oportunismo midiático.

Aquela campanha levou a que a Alemanha mudasse sua legislação federal de Agrotóxicos, em seu Apsatz 214 em 1984. A campanha de hoje sabe onde são fabricados os agrotóxicos? - Na China e no Brasil. Será que conhecem os compromissos do governo Lula com a FIESP e a criação da Câmara de Produtos Fitossanitários pelo Ministro Rodrigues?

As empresas de agrotóxicos invocam uma “audiência pública” para revogar a lei gaúcha dos Agrotóxicos 7.747/82. Há trinta anos atrás elas foram ao STF e foram derrotadas, contudo, a ordem é outra. A lei, anterior à ordem da OMC foi pioneira e inovadora ao colocar a indústria confrontada com Estado, Governo e Sociedade, destruindo a imagem e hegemonia do agrotóxico sujeito e agricultura objeto. Embora jamais tenha sido aplicada, a lei estadual, assim como a Lei Nacional 7802/89 devem ser destruídas por subversivas à ordem da liberdade de comércio (OMC) e seus litígios subordinados aos tribunais internacionais de mercado, retornando ao status anterior de agricultor, ambiente e governo objetos.
                                  
Diante da Esfinge, guardiã do saber, se decifrava ou era devorado. Em 1930, os matemáticos Max Mason e Warren Weaver foram encaminhados pela Fundação Rockefeller à Universidade de Tübingen, na Alemanha para desenvolver a Equação Matemática Total da Natureza em Inversão Econômica.

Desde então, a “cifra” passa pelo “buraco negro” da Fundação Rockefeller antes chegar ao Departamento de Estado dos EUA ou à OMC-GATT.


O primeiro enigma é: Os argumentos agressivos, rancorosos em insurgentes dos movimentos sociais são tratados com desprezo, relevados como impróprios, contudo significa apenas deficiência de saber, nunca impropriedade. Tal responsabilidade e comportamento é manipulação e indução forjada pelo poder. Mas, eis que ressurge o tema dos agrotóxicos, em nada diferente da época da ditadura, agora trazido pelos órgãos do governo, seus militantes e ONGs orquestradas para ocultar as ações do ministro de Lula que tornou o Brasil o primeiro consumidor no mundo ao não aplicar a lei 7802/89 (além das falcatruas dos transgênicos, eucalipto e reforma agrária). A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos (sujeito), ignora que, desde Reagan (1984), há cursos de prevenção aos agrotóxicos obrigatórios para trabalhadores braçais mexicanos em idiomas nativos (nahualt, mixteco, zapoteco,maya, chontal) e espanhol na extensão das universidades yankees e o uso nos EUA desde Clinton (1994) diminui progressivamente, e por isso, hoje, eles estão no segundo lugar, e logo serão o terceiro consumidor de agrotóxicos. O mesmo ocorre na União Européia, pois todo o veneno, agora é fabricado na China/Índia e seu preço varia conforme a qualidade, com comércio garantido pela OMC, onde as grandes transnacionais tradicionais importam do pior e vendem como do melhor, aqui respaldadas no decreto presidencial de Agrotóxico Equivalente (Defensivo Genérico), e ganham mais, muito mais, pois isto aumenta as vendas de antídotos, medicamentos e serviços para o tratamento: Cada um dos mais de dois milhões de intoxicados tratados custa mais de 300 reais/dia ao SUS, um negócio redondo.

O segundo enigma é: - O tumor presidencial em (N. Kirchner, C. Fernandez, Lugo, Morales, Dilma, Ollanta, Lula e Chávez...) é cifra do metabolismo ou tablatura da autopoiese do novo Estado Mundial Totalitário?

O terceiro enigma é: Port Down (GB), Institute Pasteur (FR), Institute Tokyo (JP), Kaiser Wilhelm (Max Planck) Institute, Ivanosvsky (RU), Fort Detrick e Cold Spring Harbour (US) têm algo com a produção, uso, consumo, desconhecimento e desgoverno sobre os agrotóxicos?

O quarto enigma é: A Meca dos Agrotóxicos no Brasil não é mais Brasília, mas a FIESP, onde um staff imita a estrutura da GIFAP regida por generais estrategistas, ex-embaixadores e ambientalista de resultados.

Saibam todos que, “O povo só abdica de suas liberdades sob uma grande desilusão”; ou, “Para o triunfo do mal só é preciso que os do bem não façam nada” (Edmond Burke). Então, decifrar é preciso.

(Extrato do estudo.) 
Sebastião Pinheiro/ AGAPAN


04 abril 2013

Grande Expediente Especial na Assembleia Legislativa do RS, destacou os 30 anos da lei de controle dos agrotóxicos e biocidas.

Grande Expediente Especial da sessão dessa quarta-feira (3 de abril) na Assembleia Legislativa do RS, destacou os 30 anos da lei de controle dos agrotóxicos e biocidas.
Ex-presidente da Assembleia Antenor Ferrarie e o atual presidente da AGAPAN,
Francisco Milanez, na mesa diretora. Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
A comemoração dos 30 anos da Lei dos agrotóxicos e biocidas, teve como ponto alto o reiterado reconhecimento por parte dos representantes daquela Casa do Povo, da importância desse feito histórico, que teve no ex-presidente da Assembléia Legislativa na época, Antenor Ferrari e na AGAPAN, representada por seu presidente Francisco Milanez, a base para desse pioneirismo vitorioso em nível nacional.

O proponente do evento, deputado Adão Villaverde, rememorou os fatos históricos que antecederam a promulgação da Lei, que teve no qualificado corpo técnico/científico da AGAPAN, seu grande e decisivo mentor.

Livia Zimmermann levou reprodução de cartaz feito na época da aprovação da Lei.
Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
Reverenciou os ecologistas de vanguarda como José Lutzenberger, Flávio Lewgoy, Francisco Milanez, Hilda Zimmermann, Magda Renner, Giselda Castro, Celso Marques, Jacson Saldanha, entre outros, que tanto batalharam para que a referida Lei fosse aprovada.
Na platéia muitos ambientalistas e apoiadores da luta
contra os agrotóxicos. Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
Na platéia encontram-se representantes de entidades do ambientalismo gaúcho, bem como de outras entidades simpatizantes para com a causa, cujo protagonismo à época contribuiu e continua contribuindo para que a Lei, 30 anos depois, prossiga respeitada!

Ex-deputado Antenor Ferrari com integrantes da AGAPAN.
Foto: Divulgação/AGAPAN
O ex-deputado Antenor Ferrari recebeu uma placa alusiva a data.

18 fevereiro 2013

Escola de samba Vila Santa Isabel, vitoriosa no Rio de Janeiro, foi patrocinada por empresa de agrotóxicos

Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia


Empresa de agrotóxicos aproveita a maior festa popular do Brasil , 
o Carnaval, para divulgar  seus venenos. 

A Campanha por Um Brasil Livre de Agrotóxicos, 
no qual a Agapan é integrante,
 denuncia e repudia esta atitude.


Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 2013

Ao Grêmio Recreativo Escola de Samba Vila Isabel,

Recebemos com enorme alegria a notícia de que o samba da Vila Isabel do ano de 2013 terá como tema a agricultura e os agricultores, no enredo “A Vila canta o Brasil celeiro do mundo – água no feijão que chegou mais um…”.

Este tema é bastante caro a nós que lutamos por uma agricultura sem venenos e que possa produzir alimentos saudáveis para toda a população. Entendemos a agricultura feita pelas famílias camponesas e de pequenos agricultores como atividade fundamental para a sociedade, pois é ela quem coloca na mesa de nós, brasileiras e brasileiros, o alimento do qual dependemos para sobreviver.

Neste sentido, o enredo composto por Rosa Magalhães, Alex Varela e Martinho da Vila consegue traduzir de forma bastante poética e bonita o dia-a-dia de milhões de famílias camponesas e de pequenas de agricultoras e agricultores, que apesar de todos os problemas, ainda “agradecem a deus por ver o dia raiar e pegam a viola, parceira de fé, caminho da roça para semear o grão e saciar a fome com a plantação.”

A letra da música reflete de forma impecável a beleza da agricultura camponesa e familiar brasileira. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2006, ela é responsável por 70% do alimento que chega à mesa dos brasileiros, mesmo ocupando apenas 25% das áreas agricultáveis. Mesmo recebendo apenas 14% do crédito dado pelo governo à produção agrícola, a agricultura familiar emprega 9 vezes mais pessoas por área e ainda é responsável por um terço das exportações agropecuárias do país.

O outro modelo de produção agrícola, vigente hoje no Brasil, tem recebido o nome de agronegócio. Este modelo, que abocanha 86% do crédito, 75% das terras, mas produz apenas 30% dos alimentos que compõem a alimentação da população e emprega somente 1,5 trabalhadores a cada 100 hectares, tem causado enormes prejuízos ao Brasil.

Ao focar sua produção na soja, eucalipto e cana-de-açúcar, o agronegócio brasileiro tem contribuído para o aumento dos preços dos alimentos, especulação e, consequentemente, para a fome no mundo – haja vista que quase um bilhão de pessoas no mundo passa fome. Essa produção, voltada quase que exclusivamente para exportação, usa o solo, a água e trabalho dos brasileiros para exportar mercadorias agrícolas sem nenhum valor agregado para o exterior.

Entretanto, este ainda não é o pior problema. Graças ao agronegócio brasileiro, dito moderno, desde 2008 nos tornamos os maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Esta enorme quantidade de veneno jogada em nossas lavouras tem causado contaminações nos rios, na chuva, no solo e até no leite materno. Os danos à saúde vão desde dores de cabeça e enjoos até depressão, podendo levar ao suicídio, e diversos tipos de câncer, incluindo de cérebro, pulmão, próstata e linfoma, como pode ser comprovado pelos três dossiês publicados em 2012 pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO).

Diante deste quadro, causou-nos espanto e tristeza saber que este enredo está sendo financiado pela empresa alemã BASF. A estrutura de poder que permite que o agronegócio brasileiro continue envenenando o país está sustentada por dois pilares: a bancada ruralista no Congresso Nacional, composta por deputados e senadores donos de vastas fazendas, que legislam a seu favor, e as empresas produtoras de agrotóxicos, sementes transgênicas e outros insumos agrícolas. Dentre estas, umas das mais importantes é exatamente a BASF.

A história de destruição causada por esta empresa não é recente. Já em 1921, uma explosão em sua fábrica na Alemanha causou a morte de 561 pessoas. Durante a Segunda Guerra mundial, a BASF foi uma das fabricantes do gáz Zyklon B, utilizado nas câmaras de gás nazistas para matar milhões de prisioneiros do regime. Entre eles, nossa querida Olga Benário, que inclusive utilizou a Zona Norte do Rio como esconderijo da ditadura Vargas.

No Brasil, a empresa provocou, em 2001, um vazamento de 11 mil litros de Mollescal, um corrosivo destinado ao curtimento de couro. Depois do acidente, a BASF forneceu informações falsas ao serviço de emergência sobre o grau de toxidade da substância, colocando em risco os profissionais envolvidos no atendimento à população. Em 2000, a empresa adquiriu uma fábrica de agrotóxicos da Shell em Paulínia, sabendo que havia mais de 1000 trabalhadores intoxicados e 180 famílias que tiveram que deixar o local, pois o solo e a água estavam contaminados. A BASF continuou por dois anos a fabricação de Aldrin, substância reconhecidamente cancerígena.

Em 2010, a BASF foi a terceira maior vendedora de agrotóxicos no Brasil, lucrando 916 milhões de dólares com a doença dos brasileiros e brasileiras. E não são só os agricultores que sofrem com os venenos: segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, quase dois terços do alimentos que chegam à nossa mesa contêm resíduos de agrotóxicos, sendo que um terço foi classificado como irregular pela Agência.

Diante disso, gostaríamos respeitosamente de repudiar a atitude da Escola de samba Vila Isabel em aceitar dinheiro advindo do veneno, da doença e do câncer de famílias camponesas e de agricultoras e agricultores brasileiros. Uma Escola que já nos presenteou com belos sambas falando de um mundo melhor não deveria se submeter ao interesse vil desta multinacional.

Além disso, denunciamos que a Vila Isabel está sendo usada pelo agronegócio brasileiro para promover sua imagem, manchada pelo veneno, pelo trabalho escravo, pelo desmatamento, pela contaminação das águas do país e por tantos outros problemas. O agronegócio, que não pinga uma “gota de suor na enxada”, nem “partilha, nem protege e muito menos abençoa a terra”, quer se apropriar da imagem dos camponeses e da agricultura familiar, retratada no samba enredo de 2013, para continuar lucrando às custas do envenenamento do povo brasileiro.

O velho sonho de alimentar o mundo e do bem viver será concretizado somente quando camponesas e camponeses do mundo inteiro tiverem terra para produzir alimentos saudáveis, adequados à cultura local, sem uso de agrotóxicos nem de sementes transgênicas, e, sobretudo, sem precisar se subordinar às grandes multinacionais do agronegócio. A agricultura camponesa é a única que pode produzir alimentos saudáveis, para o Brasil e para o mundo, de forma sustentável, e é a única forma de atingir nosso tão almejado “bem viver”.

Certos de que a Escola é solidária a essas questões, reafirmamos nossa posição e nos colocamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Saudações,


Organizações que participam da Campanha e assinam esta carta:
Movimentos Sociais e Redes: Via Campesina, MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores, MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MMC – Movimento das Mulheres Camponesas, MPP – Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais, CIMI – Conselho Indigenista Missionário, PJR – Pastoral da Juventude Rural, CPT – Comissão Pastoral da Terra, RADV – Rede de Alerta Contra o Deserto Verde, RECID – Rede de Educação Cidadã, ANA – Articulação Nacional de Agroecologia, PJMP – Pastoral da Juventude do Meio Popular, FBSSAN – Fórum Brasileiro de Segurança e Soberania Alimentar, Rede de Educadores do Vale do São Francisco, FBES – Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Consulta Popular, Levante Popular da Juventude.
Universidades e Instituições de Pesquisa
Nacional: ABRASCO – Associação Brasileira de Saúde Coletiva, FIOCRUZ – Fundação Osvaldo Cruz, INCA – Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva.
Regional: UNIVASF – Universidade Federal do Vale do São Francisco, Núcleo Tramas – UFC (CE), Soltec/UFRJ – Núcleo de Solidariedade Técnica (RJ), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), EBDA – Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (BA).
Movimento Sindical
Nacional: CONTAG, CUT, CREA, SENGE, SEPE, SINTAGRO, SINTRAF, SINPAF, Conselho Federal de Nutricionistas (CFN).
Regional: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais – FETAMG (MG), Sindicato dos Comerciantes de Petrolina (PE), STR de Petrolina (PE), Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia – AEABA (BA), Sindicatos dos Engenheiros – Senge (RJ), Sindicato dos Petroleiros – Sindipetro (RJ).
Entidades, ONGs, Assessorias, Associações
Nacional: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC, Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE, Agricultura Familiar e Agroecologia – AS-PTA, Fundação Rosa Luxemburgo.
Regional: Políticas Alternativas para o Cone Sul – PACS (RJ), Visão Mundial, Associação Advogados de Trabalhadores Rurais – AATR (BA), Centro de Estudos e Ação Social – CEAS (BA), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais – SASOP (BA), Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul – CEPEDES (BA), Associação das Rendeiras de José e Maria, Grupo de Agroecologia de Umbuzeiro – GAU,Terra de Direitos, GIAS – MT, Instituto Kairós, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, FORMAD, Radio AgênciaNP, Semeadores Urbanos, CAA – Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas.
Movimento Estudantil
Nacional: FEAB, ABEEF, ENEN, ENEBIO, DENEM.
Regional: DA de Agronomia da UNEB, DA de Agronomia da UNIVASF, GEAARA, DCE – UNIVASF, DPQ? (RJ).
Legislativo
Mandato do Deputado Estadual Simão Pedro (SP), Mandato do Deputado Federal Padre João (MG), Mandato do Deputado Estadual Marcelo Freixo (RJ).

18 dezembro 2012

20 Dezembro: Outorga da Medalha Negrinho do Pastoreio à Anna Maria Primavesi




“Para mim é fascinante como a terra melhora, 
como a água nasce,
 como tudo está se desenvolvendo. 
A minha paixão é o solo, 
porque tudo depende do solo,
 inclusive os homens”.
Anna Maria Primavesi



Na próxima quinta-feira 20 de dezembro a agrônoma e agroecologista Anna Maria Primavesi será homenageada pelo movimento ambientalista e social, através da entrega da maior condecoração do Governo do Estado, a "Medalha Negrinho do Pastoreio" pela sua obra, atuação profissional em promover a agricultura natural sem agrotóxico e que valoriza a vida no solo. 

A pioneira em agroecologia:

Anna Maria Primavesi é uma das agrônomas mais importantes do Brasil. Nasceu na Áustria, casou com Arthur Primavesi e veio para o Brasil em 1949, vivendo muitos anos em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. 

A doutora Primavesi, hoje com 92 anos, publicou 12 livros e 94 textos e artigos científicos inéditos, que são leitura obrigatória para quem estuda manejo de solos e agricultura orgânica. Seu livro mais famoso é o “Manejo ecológico do solo”, lançado em 1979. 


Dia: 20 de dezembro
Horário: 14h30
Local: Palácio Piratini 

05 dezembro 2012

Audiência Pública sobre agrotóxicos evidencia as intenções de quem quer continuar envenenando a população gaúcha .



Deputado Ernani Polo (à esquerda)
presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo.


Membros da AGAPAN  estiveram presentes na Audiência Pública sobre a Lei Estadual 7747/82, conhecida como a Lei do Agrotóxicos, nessa segunda-feira, dia 3 de dezembro, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.  

Conforme exposto no início dos trabalhos pelo Dep. Ernani Polo, Presidente da Comissão de Agricultura/AL, a audiência havia sido solicitada pela direção da OCERGS, entidade que representa grande parte das Cooperativas do estado.


Com o desenrolar das apresentações ficou evidenciado, a todos e todas,  que os responsáveis pela produção e pela comercialização dos agrotóxicos, na qual obviamente se incluem as cooperativas vinculadas à OCERGS,  querem acabar com a Lei 7747/82 para poder regularizar a situação criminosa da entrada de venenos agrícolas proibidos no nosso território. Outra situação desvelada por algumas falas é que se danem os gaúchos e gaúchas pois somos apenas marionetes neste jogo pelo lucro a qualquer preço. Somos estatísticas, não somos gente. Agrotóxico foi comparado a “remédio” e  soja da monocultura foi comparada a um filho doente que precisa de “agrotóxico” para se curar. Seria talvez hilário se fosse um programa humorístico, mas era uma audiência pública na Casa do Povo.

Ana Valz da AGAPAN.

A representante da AGAPAN,  Ana Valls,  lamentou que” após trinta anos de vigência da Lei esta ainda não foi aplicada em sua totalidade. E mais lamentável ainda é o espaço legislativo do RS esquecer sua história e tentar reverter o processo de proteção da saúde dos gaúchos pois ao mesmo tempo que esta casa discute e tenta garantir mais recursos para o Sistema Único de Saúde, os deputados da Comissão de Agricultura  parece que estão trabalhando para aumentar o número de doentes no estado. A quem interessa isto?” Na sequência, Ana Valls leu o Manifesto da AGAPAN informando que o mesmo havia sido enviado para a Presidência da Assembléia Legislativa com cópia para todos os deputados estaduais. Por fim lembrou “a contaminação das mães, vítimas da aviação agrícola no Mato Grosso,  que tem hoje o leite materno contaminado. Elas e seus filhos são vítimas deste sistema que defende os agrotóxicos. E que fiquemos atentos para que a história destas mães não seja usada para promover leite em pó, como ocorreu na década de 1970/80”.


O Presidente da FEPAM, Sr. Carlos Fernando Niedersberg informou que está sendo encaminhado para o CONAMA proposta de  norma que proíbe a entrada, no Brasil,  de agrotóxicos proibidos nos países de origem, garantindo assim para os demais estados, o mesmo direito que conquistamos com a Lei 7747/82.
Foi lembrado, por alguns participantes, que o dia 3 de dezembro é o Dia Mundial contra os agrotóxicos e que portanto a Audiência reforçou ainda mais a necessidade de continuarmos a luta contra estes venenos agrícolas.

Finalizando as participações, Sebastião Pinheiro falou sobre a forma como as empresas agem,  que é importante estar atento pois os países de primeiro mundo não querem este lixo no seus territórios e para isto criam mecanismos para promover a venda dos seus agrotóxicos através dos países do terceiro mundo, desvinculando-os da origem verdadeira. Desta forma garantem seus lucros e tentam nos fazer engolir seus venenos.

Considerando as situações expostas durante a audiência podemos dizer que o movimento contra os agrotóxicos saiu mais uma vez vitorioso. Embora a coordenação da audiência não tenha agregado e registrado, ao final,  as  propostas levantadas pelos participantes, com exceção  dos representantes das empresas e dos vendedores de venenos, as demais posições foram pela manutenção da Lei, e sua aplicação; por mais pesquisas para a produção ecológica;   por mais esforços para garantir que os demais brasileiros tenham os mesmos direitos conquistados através da  Lei Estadual nº 7747/82, e que toda e qualquer tentativa  de modificação desta Lei seja prontamente desmantelada.

por Ana Valls
Conselheira da AGAPAN

Foto: Marcelo Bertani | Agência ALRS
Legenda: Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo.

Agrotóxicos: MANIFESTO CONTRA MODIFICAÇÃO DA LEI ESTADUAL 7747/82




Exmo Sr.
Dep. Alexandre Postal
MD Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
N/C

MANIFESTO CONTRA MODIFICAÇÃO DA LEI ESTADUAL 7747/82



A AGAPAN, organização não governamental ambientalista  do Rio Grande do Sul, preocupada com a tentativa de alguns deputados estaduais, em alterar a Lei 7747/1982, vem por meio desta manifestar sua contrariedade frente ao descaso dos mesmos pelo nosso direito à  saúde e a um ambiente ecologicamente equilibrado.  

A Lei de nº 7747/1982 foi uma conquista dos gaúchos e gaúchas que se uniram na defesa dos interesses reais da nossa sociedade – A preservação da vida com saúde!


Lembramos que na década de 1980, após várias denúncias de contaminação por agrotóxicos em culturas como tomate e morangos, e nas águas do Guaíba, a comunidade gaúcha organizou-se para conseguir uma Lei que lhe desse um mínimo de proteção frente aos venenos agrícolas utilizados de maneira ilegal, imoral e indecente no nosso estado.



Gostaríamos de  comemorar os 30 anos da Lei 7.747 recebendo notícias que os senhores deputados estão trabalhando para que esta Lei seja aplicada em sua totalidade e, desta forma, lutando também para garantir o nosso direito à saúde e a um ambiente equilibrado conforme define a Constituição Brasileira e a Constituição do Rio Grande do Sul. 

Temos observado, no entanto, que algumas ações que brotam de gabinetes dessa Assembléia Legislativa se colocam em defesa dos interesses dos fabricantes dos agrotóxicos em detrimento dos direitos fundamentais da nossa população. Serão os interesses dos fabricantes também que impedem a aplicação desta Lei? Não seria função dos deputados esclarecer as possíveis manobras que dificultam a aplicação desta Lei em vez de tentar modificá-la?

Portanto, externamos nossa contrariedade à qualquer tentativa de alteração na Lei Nº 7.747 de 22 de dezembro de 1982. Queremos que esta Lei seja aplicada e não modificada!

Assim, solicitamos  que o senhor atue pela integridade da Lei Nº 7.747/1982, e sua aplicação total, colocando também a “Vida SEMPRE em primeiro  lugar”!


Atenciosamente,

Francisco Milanez
Presidente da AGAPAN

Foto: Marcelo Bertani | Agência ALRS
Legenda: Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo.

fotos: