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13 junho 2018

Arborização de Porto Alegre é tema do Agapan Debate do dia 18


Porto Alegre, durante muitos anos, foi considerada uma das capitais mais arborizadas do Brasil. Atualmente, passa por um momento preocupante em relação à manutenção de suas árvores e, consequentemente, da qualidade do ar que respiramos, entre outros sérios problemas ambientais e de saúde pública. Por esse motivo, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) traz o tema novamente para o debate com a finalidade de estimular a reflexão acerca dos benefícios das árvores para o clima e para a qualidade da vida nas cidades.

Reiteramos a denúncia de que são cortadas, em média, dez árvores por dia em Porto Alegre. Nos últimos 10 anos, foram mais de 30 mil árvores suprimidas e 9.231 troncos arrancados. Somente em 2016, foram suprimidas 4.384 árvores.  Os números de 2017 ainda não foram disponibilizados pelo poder público em função de mudanças realizadas pela gestão municipal. A responsabilidade sobre as podas passou da Secretaria Municipal do Meio Ambiente para a Secretaria Municipal de Urbanismo. Precisamos mudar isso!

Outra constatação preocupante são as podas inadequadas que mutilam e levam nossas árvores a adoecerem e, aos poucos, desaparecerem. A primeira grande luta da Agapan, em 1973, foi justamente para acabar com as podas indiscriminadas, que impediam nossas árvores de florescerem. A partir da sensibilidade do poder público da época, que ouviu e qualificou seu corpo técnico com a ajuda de José Lutzenberger, a beleza natural de nossa arborização foi transformando a fisionomia da cidade. Porto Alegre, durante muitos anos, passou a ser referência em nível nacional, como uma das capitais mais arborizadas e com flores nas diversas estações do ano, refletindo na qualidade de vida de seus habitantes! A luta da Agapan não foi em vão!

Impressão de tela PLCL 002/2018
Infelizmente, com a complacência de várias gestões municipais incapazes de perceber o vital serviço ambiental fornecido pelas árvores, esse cenário está regredindo e Porto Alegre corre sério risco de perder sua beleza arbórea. Na Câmara de Vereadores, ainda tramita (com previsão se ser votado logo) o PLCL nº 002/2018, de autoria do vereador Moisés Barboza, que libera a supressão e o transplante de vegetais em casos de omissão do órgão público responsável. Se aprovado, será um grande retrocesso para Porto Alegre. 


Estamos atentos e continuaremos lutando, com apoio de parte da sociedade consciente, para que a nossa cidade volte a ser conhecida por sua bela arborização.


Agapan Debate contará com especialistas sobre a arborização urbana de Porto Alegre

O Agapan Debate da próxima segunda-feira (18/06) abordará o tema “Arborização Urbana de Porto Alegre”. Promovido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), o evento é gratuito e acontece a partir das 19h no Auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs. Serão palestrantes o ex-secretário de Meio Ambiente da Capital Beto Moesch, consultor ambiental, e o biólogo Flávio Barcelos Oliveira, gerente de Arborização Pública e Urbana da Prefeitura de Porto Alegre até 2017.

Sob mediação da ex-presidente da Agapan Edi Xavier Fonseca, acontecem as palestras "Arborização urbana: um patrimônio ainda não devidamente tutelado", por Beto Moesch, advogado, consultor e professor de Direito Ambiental, presidente da Fundação Ecossis, conselheiro da Agapan. Moesch coordenou a elaboração das leis ambientais do RS, com destaque para o Código Estadual do Meio Ambiente. Foi responsável técnico da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do RS, coordenou a Comissão de Meio Ambiente da OAB/RS, foi vereador de Porto Alegre por três mandatos consecutivos, presidindo a Comissão de Saúde e Meio Ambiente. Ex-secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre (Smam), foi dirigente da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente - Anamma e membro do Conama.

Flávio Barcelos Oliveira vai falar sobre “Porto Alegre das Árvores - Planejamento, Legislação e Competência”. Biológo pela PUCRS, trabalhou 42 anos na Prefeitura de Porto Alegre, onde foi gerente de Arborização Pública e Urbana (na Smam, 1977 a 2017), foi diretor de Administração de Parques, Praças e Jardins, coautor do Plano Diretor de Arborização Urbana de Porto Alegre e do Atlas Ambiental de Porto Alegre (Porto Alegre cidades das árvores). Presidiu a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) de 2001 a 2003.

A mediação do evento será realizada por Edi Fonseca, ex-presidente da Agapan por dez anos, onde é membro do Conselho Superior. A professora da Rede Pública Estadual e do Município de Viamão é especialista em Geografia. Edi também coordenou a Coleta Seletiva da PMPA, foi analista Ambiental do Programa Pró-Guaíba na área de Educação Ambiental. Foi assessora do Projeto Guaíba Vive.

SERVIÇO:
Agapan Debate
Gratuito
Segunda-feira, dia 18 de junho
19h
Auditório da Arquitetura da Ufrgs

Contatos com a imprensa:
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
51-99813-1785

03 novembro 2017

Tribunal de Justiça mantém liminar que suspendeu o PL do arboricídio

O recurso interposto pelo líder do governo Marchezan na Câmara de Vereadores, Moisés Barboza (PSDB), para reverter a liminar que suspendeu o Projeto de Lei Complementar do Legislativo (PLCL)  008/17 foi negado pelo Tribunal de Justiça nesta terça-feira (31).
As entidades que ingressaram com a ação (Associação Gaúcha de Proteção do Ambiente Natural - Agapan, Associação Socioambientalista - Igré, Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais – Ingá, e União Pela Vida - UPV) questionam a tramitação em regime de urgência pela Câmara de Vereadores, a falta de audiência pública solicitada pelas entidades, a falta de acompanhamento do Conselho Municipal do Meio Ambiente (que não teve reuniões no ano de 2017) e também destacam que a Procuradoria-Geral da Câmara de Vereadores já havia se manifestado contrariamente ao PLCL 008/17, diante de inconstitucionalidades de algumas das propostas.
Os advogados das entidades ainda não foram intimados da decisão, mas não manifestaram surpresa. "A decisão apenas garante mais esclarecimentos sobre o projeto, respeitando o direito à informação e participação”, afirma um dos advogados. Segundo os ambientalistas, ainda há questões no projeto que não foram à público, como a alteração das compensações ambientais, que deve ser melhor debatida com a sociedade.
Além de alterar a destinação dos recursos de compensações ambientais, o projeto altera as regras de supressão, transplante e poda de espécimes vegetais em Porto Alegre e, ao estabelecer prazos, retira do poder público a responsabilidade sobre o manejo de árvores e vegetações importantes para o ecossistema. Nesse ponto, cabe ressaltar que o órgão ambiental da Prefeitura se encontra enfraquecido por falta de interesse das últimas administrações municipais.



Leia também:

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Porto Alegre abate dez árvores por dia


24 outubro 2017

Entidades conseguem, através da Justiça, suspender projeto de arboricídio

Ambientalistas também questionam falta de atividade e intervenção da Prefeitura na escolha de entidades para o Conselho Municipal do Meio Ambiente.

O juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou nesta segunda-feira (23), na ação cautelar n. 9046856-11.2017.8.21.0001, a suspensão do polêmico projeto de lei (PLCL 008/17) de autoria do vereador Moisés Barboza que altera a lei de proteção da vegetação em Porto Alegre.
Na quinta-feira (19), o juiz já havia determinado, na Ação Civil Pública n. 9039978-70.2017.8.21.0001, que o Município explique o motivo de o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) estar inativo desde janeiro, assim como a iniciativa do governo de alterar a forma de escolha das entidades ambientalistas. 
As duas ações foram propostas em conjunto pela Associação Gaúcha de Proteção do Ambiente Natural (Agapan), Associação Socioambientalista (Igré), Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá) e União Pela Vida (UPV).

12 abril 2016

Agapan debate arborização e mudanças climáticas em Porto Alegre


Brack e Flávia
Com o tema "Arborização Urbana e Mudanças Climáticas: o caso de Porto Alegre", o Agapan Debate reuniu no dia 16 de abril de 2016 no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS mais de duzentos participantes para assistirem às palestras da pesquisadora do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Geografia/Análise Ambiental da UFRGS Flávia Moraes e o professor do Departamento de Ecologia da Ufrgs, Paulo Brack, coordenador do Ingá – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais e da Apedema - Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do RS.
A moderação do debate, que teve a participação do público presente, foi realizada por Eduardo Ruppenthal, ambientalista do Mogdema - Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente, biólogo e mestre em Desenvolvimento Rural (PGDR/Ufrgs).



Imprensa Agapan

15 março 2016

Que tal cobrir Porto Alegre de verde?

Manifesto lido pelo presidente da Agapan, Leonardo Melgarejo, na Tribuna Popular da Câmara de Vereadores de Porto Alegre no dia 14 de março de 2016.

Rua Gonçalo de Carvalho/Porto Alegre - Internet



Agapan agradece à Câmara de Vereadores a oportunidade de manifestar sua interpretação a respeito da crise que se desenhou em Porto Alegre com vendaval inédito em sua magnitude, mas previsível em função das mudanças climáticas em andamento.
Estes eventos se repetirão e devemos nos preparar para isso. É sabido que no futuro próximo precisaremos de legislação e mecanismos institucionais adequados às pressões do clima em mutação.
A síntese de nossa exposição pretende examinar a realidade revelada pelo vendaval, e apontar situação que julgamos possível ser construída, para a qual nos propomos a colaborar.
Em síntese, desejamos uma politica clara e participativa, que resulte em uma cidade com árvores em todos os bairros, para beneficio de todos seus habitantes e visitantes.
A discussão da situação atual exige considerarmos um fato básico: a crise e os danos do presente respondem sim a um evento climático extremo, inédito e até então inesperado.
Mas eles foram agravados por uma condição de vulnerabilidade estrutural, ampliada por fragilidades construídas a partir de anos de práticas de manejo inadequadas, condições estas claramente associadas ao sucateamento da Smam.
Nos referimos aqui ao plantio de árvores de grande porte sob redes elétricas, seguidas de podas amputadoras de ramos, realizadas fora de época, em cortes horizontais, sem qualquer apoio aos processos de cicatrização.

24 setembro 2014

25/09: II Seminário de Áreas Protegidas: Conservação, Biodiversidade e Proteção Jurídica


Alfredo Gui Ferreira presidente da Agapan apresentará palestra sobre "Aspectos da biodiversidade de arbóreas" durante o  "II Seminário de Áreas Protegidas: Conservação, Biodiversidade e Proteção Jurídica" promovido pela Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, amanhã dia 25 de setembro.

O seminário tem como objetivo promover o debate sobre Unidades de Conservação (UC), considerando desde aspectos inerentes à conservação destes espaços, como também a biodiversidade que abrigam, a gestão e a proteção jurídica. “O tema cumpre com os objetivos do Plano de Manejo das Unidades de Conservação, um documento técnico de gestão que desenvolve vários programas de manejo”, explica a bióloga Patrícia Witt, gestora da Reserva do Lami e coordenadora do seminário. 

A atividade, aberta a todos os públicos, é voltada para acadêmicos, pesquisadores, profissionais de áreas de atuação envolvidas com o tema e será realizada nos turnos da manhã e da tarde, com início às 8h30 e término previsto para 18h, no anfiteatro do segundo prédio do Foro Central de Porto Alegre (rua Manoelito de Ornelas, nº 50). 

O seminário conta com apoio do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Programa de Pós-Graduação de Direito da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), da Unidade de Assessoramento Ambiental do Ministério Público do Rio Grande do Sul, da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e da Procuradoria Geral do Estado do Paraná.

As vagas são gratuitas e limitadas. Inscrições devem ser feitas através do e-mail reservalami@smam.prefpoa.com.br, informando nome completo, RG,  telefones para contato, formação acadêmica e/ou profissional. Ao final da atividade, inserida na programação da 24ª Semana da Primavera da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), que se inicia em 19 de setembro, serão fornecidos certificados de participação. 


Credenciamento :

9h Abertura - Secretário Municipal do Meio Ambiente Cláudio Dilda, 
Bióloga Patrícia Witt - Gestora do Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, Técnica responsável pelo II Seminário de Áreas Protegidas
Presidente do Fórum Central do RG - Dr. Nilton Tavares; 
Gestora do Sistema de Gestão Ambiental do Poder Judiciário(comarca de Porto Alegre) 
Dra Eliziana da Silveira Perez-Juíza de Direito

9h35min “A importância das Unidades de Conservação da Natureza para a Conservação in situ da Biodiversidade  O caso da ReBio Lami José Luztenberger“- Bióloga Patrícia Witt- Gestora da ReBio Lami José Lutzenberger

10h15min “Responsabilidade Civil por Danos em Unidades de Conservação” - Annelise Monteiro Steigleder - Promotora de Justiça Promotoria Especializada de Meio Ambiente do RS

10h55min “Compensação Vegetal em Porto Alegre, conflitos e soluções“ - Mauro Gomes de Moura - Supervisor do Meio Ambiente da SMAM

12h às 13h30min Intervalo almoço

13h30min “Uso de SIG na avaliação da dinâmica da paisagem no entorno de unidades de conservação” - Heinrich Hasenack - Geógrafo, prof. do Departamento de Ecologia da UFRGS

14h10min “O papel das unidades de conservação na prevenção a risco de desastres ambientais” - Délton Winter de Carvalho - Professor do PPG em Direito da UNISINOS

14h50min “Estudo para a proposição de corredores ecológicos no município de Porto Alegre”
- Luiz Fernando de Souza, biólogo da unidade de assessoramento ambiental do MP/RS

15h30min “Aspectos na biodiversidade de arbóreas”- Alfredo Gui Ferreira, biólogo e professor aposentado da UFRGS, presidente da AGAPAN

16h10min Debate
17h Sorteio de materiais e entrega dos certificados
18h Encerramento


22 março 2014

24/março: Audiência pública sobre o Parque Gasômetro

 
Painel: " Parem de assaltar o Guaíba" da artista plástica Zoravia Bettiol. (foto: César Cardia)


Venha debater, seja cidadão! 
Vamos perder o Parque Gasômetro? 
Traz o teu cartaz!
 
A Câmara Municipal de Porto Alegre realizará audiência pública na segunda-feira (24/3), a partir das 19 horas, para debater o projeto de lei do Executivo que propõe a instituição do Corredor Parque do Gasômetro na Capital. 
O espaço público, cuja criação está no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental, deverá compreender o Museu do Trabalho e seu entorno, a Praça Brigadeiro Sampaio e a área delimitada pela Avenida Presidente João Goulart, Avenida Loureiro da Silva, Rua Vasco Alves, Rua Washington Luiz e Rua General Salustiano, incluindo a totalidade da Praça Júlio Mesquita. 
Texto: Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)
 

Local: 
Câmara Municipal de Porto Alegre
Plenário Otávio Rocha
Avenida Loureiro da Silva, 255 - Porto Alegre-RS 

25 fevereiro 2014

Entidades ambientalistas pedem audiência pública sobre projeto do HCPA

O atual Hospital de Clínicas. (foto: HCPA) 

A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), o Ingá Estudos Ambientais e o Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente (Mogdema) encaminharam ao Ministério Público Estadual, no dia 20 de fevereiro, um pedido de audiência pública para esclarecimento sobre os impactos ambientais e sugerem um estudo de readequação ao projeto que prevê a construção de grande estacionamento e prédios anexos ao Hospital de Clinicas de Porto Alegre (HCPA), promovendo o corte de 250 árvores nativas.

As entidades ambientalistas ressaltam que o espaço pretendido para a construção constitui a quarta maior área verde em superfície do centro da cidade, com área semelhante aos parques da Redenção, Harmonia e Parcão. O bosque resulta do plantio comunitário de 1200 mudas realizado por alunos de Biologia da UFRGS em 1977. “Formou-se ali um bosque urbano de grande importância para o conforto e menor índice de ruídos para pacientes e suas famílias, e que representa grande valor ambiental e cultural para a população de Porto Alegre” ressalta o documento.

Renzo Bassaneti, um dos estudantes de biologia, comenta "que passava pelo gramado do HCPA todos os dias para ir até as aulas de biologia na avenida Ipiranga com a rua Ramiro Barcelos. Imaginando como a área melhoraria com a presença de árvores – mais sombra, menos ruído para os pacientes do hospital, com mais pássaros e mais um pulmão para a cidade - resolvemos tentar agir. Contatamos a direção do HCPA através do nosso diretório Academico (DAIB), e recebemos o sinal verde após alguns dias. Solicitamos 1700 mudas à Secretaria Estadual da Agricultura da sua extensão em Santa Maria. Face à má qualidade do solo, a direção do HCPA nos disponibilizou duas caçambas de húmus para colocação nas covas. As 1200 mudas foram plantadas no terreno do HCPA e as 500 restantes foram plantadas no novo Campus do Vale.”

Os ambientalistas relatam também a importância da readequação de projetos. No  início da década de 1990, quando da gestão do então Secretário Municipal de Meio Ambiente, Caio Lustosa, foi possível  readequar um projeto que previa o corte de mais de 100 árvores para tubulação da prefeitura e em função da mobilização de entidades, como Cooperativa Colméia e Agapan, foram suprimidas apenas 12 árvores, prova de que é possível encontrar melhores soluções. 

leia também:

As árvores do Hospital de Clínicas por Renzo Bassanetti



Vanessa Melgaré
Assessora de comunicação
Agapan



23 junho 2013

Consema rejeita moção da AGAPAN

29 de maio de 2013: BOE retira manifestantes do Ocupa Árvores. (Foto: Ramiro Furquin/ Sul 21)

Consema rejeita moção da AGAPAN


AGAPAN apresentou através de sua conselheira Edi Fonseca seu pedido de "Moção de Repúdio" à ação truculenta da Brigada Militar contra o "Movimento Ocupa Árvores" para o   Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA  na última quinta-feira, dia 20 de junho, o que foi negado pelas entidades participantes. 

(Leia abaixo na íntegra.)


PROPOSTA DE MOÇÃO DE REPÚDIO

O Conselho Estadual de Meio Ambiente – CONSEMA/RS, através do presente documento, vem a público manifestar o seu repúdio à maneira truculenta através da qual a Brigada Militar do Estado, na madrugada do dia 29 de maio último, desalojou os jovens do “Movimento Ocupa Árvores”, acampados desde fevereiro no Parque do Gasômetro, nas proximidades da Câmara Municipal de Porto Alegre, submetendo-os a atos de humilhação, desrespeito, agressão física e psicológica, acompanhada de prisão arbitrária e apreensão de pertences.

Repudiamos a ação da Brigada Militar que chegou ao ponto de utilizar um contingente do o BOE - Batalhão de Operações Especiais na calada da noite, contra este pequeno grupo de jovens desarmados e indefesos, cujo objetivo cívico era impedir a derrubada de árvores na Av. Edvaldo Pereira Paiva, por parte do executivo municipal de Porto Alegre. A necessidade deste arboricídio foi justificada através da urgência na execução de um projeto de obras viárias para a Copa do Mundo de 2014, na escandalosa conjuntura de um acordo com a FIFA no qual o Brasil abre mão da sua soberania política e legal, o estado de exceção instituído através da Lei 12.663 de 5 de junho de 2012, a chamada Lei Geral da Copa.

Numa conjuntura histórica em que a sociedade brasileira se mobiliza em grandes manifestações públicas, expressando um consenso geral na defesa dos direitos mais legítimos da soberania popular e da cidadania, o Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul, vem a público repudiar a violência do poder estatal contra os jovens do “Movimento Ocupa Árvores”. Estes foram movidos exclusivamente pela defesa do patrimônio público da nossa coletividade, representado pela nossa arborização urbana.

Porto Alegre, 20 de junho de 2013.

AGAPAN 



17 abril 2013

Manifesto da AGAPAN aos cidadãos de Porto Alegre

A AGAPAN, Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, pioneira na luta ambiental, revive seus momentos de glória na defesa dos direitos coletivos para que todos tenhamos uma cidade mais humana e solidária para se viver.
6 de fevereiro de 2013 - jovens impedem a derrubada de árvores em Porto Alegre
Nos últimos tempos, foram muitas as manifestações e movimentos que agitaram as ruas e os bastidores da política municipal, que apreensiva, insiste em passar por cima dos direitos das pessoas de serem ouvidas e de terem garantido seu acesso a espaços públicos, como a hoje tão disputada Orla do Guaíba.
Já vimos esse filme de desrespeito às leis e às pessoas e hoje as reivindicações despertam em todos nós sentimentos cívicos de solidariedade, esperança e de autoconfiança.

Dayrell - fevereiro de 1975
Como ambientalistas e defensores da vida, sentimos renovadas nossas esperanças ao acompanharmos a renovação do gesto exemplar do então estudante e membro da AGAPAN Carlos Alberto Dayrell, em 25 de fevereiro de 1975, que subiu em uma árvore tipuana, na avenida João Pessoa, impedindo seu corte para dar lugar à construção do Viaduto Imperatriz Leopoldina, defronte à Faculdade de Direito da Ufrgs. Outro momento inesquecível na história de Porto Alegre foi em agosto de 1988, quando militantes da AGAPAN subiram até o topo da chaminé da Usina do Gasômetro e colocaram uma faixa de 40 metros de comprimento com os dizeres “NÃO AO PROJETO PRAIA DO GUAÍBA – AGAPAN”. O objetivo da manifestação foi conclamar a população a comparecer na Câmara de Vereadores e impedir a votação do Projeto, cuja aprovação transformaria a Orla do Guaíba, privatizando o mais valioso patrimônio público de Porto Alegre, entregando-o à sanha da especulação imobiliária. Mas, como dizia José Lutzenberger, “nossas derrotas são permanentes e nossas vitórias, temporárias”. Isso significa que os 72 km de Orla do Guaíba continuam ameaçados e até hoje não foi privatizada pela permanente mobilização da sociedade civil.
 
Agosto de 1988 - a subida na Chaminé da Usina do Gasômetro
A luta continua.
A AGAPAN considera que a dimensão política do movimento ecológico vai além de ideologias partidárias. As vitórias que obtivemos em quatro décadas não teriam acontecido sem a participação inteligente, criativa e generosa dos estudantes e de todos os militantes que fazem parte da AGAPAN. Neste momento de glória, em que o movimento estudantil e os cidadãos ressurgem com força e vigor, saudamos e nos colocamos como personagens e protagonistas de mais essa luta. Ao comemorar 42 anos, a AGAPAN continua lutando para preservar a Orla do Guaíba como patrimônio publico e sempre à disposição do bem-estar coletivo da sociedade.

Saudações ecológicas da AGAPAN!

Porto Alegre, abril de 2013.

09 fevereiro 2013

13/02 e 14/02 Manifestações e Audiência contra Corte de Árvores para Obras da Copa 2014 em Porto Alegre


 Dia 13 de fevereiro: 18h30: Mobilização em defesa dos Espaços para Pedestres e Áreas Verdes

A mobilização busca dar visibilidade à retirada dos espaços públicos livres na cidade de Porto Alegre.
Parte da Praça Júlio Mesquita e do Parque Marinha do Brasil estão sendo removidas para dar mais espaço aos automóveis. Na avenida Ipiranga, entre as avenidas Beira Rio e Borges de Medeiros. A remoção de 1.000 m2 da praça Júlio Mesquita (praça do Aeromóvel) para convertê-los em vagas para 100 automóveis.
Estão tirando áreas verdes, espaço de lazer das pessoas e transformando isso em um depósito de automóveis.
Não podemos ficar inertes. Precisamos nos mobilizar, resistir à ocupação da cidade, que é nossa.


Dia 13/02 - Quarta-feira às 18h30
Local:
Praça Julio Mesquita (Usina do Gasômetro), Porto Alegre. 
Venha de verde. 


Quantas Copas por uma Copa?

No dia 14 de fevereiro as 9h30 haverá uma reunião da população de POA, vereadores, AGAPAN com a SMAM - Secretaria do Meio Ambiente de POA. 

Assunto: Vamos pedir o cancelamento dos cortes de árvores para a SMAM!! E saber dos motivos que embasam a necessidade o alargamento da avenida João Goulart e retirada de 118 árvores.

É importante a presença de muitas pessoas!!

Dia 14/02 - Quinta-feira
Comissão de Saúde e Meio Ambiente - COSMAM
As 9h30 Sala 301
Camara Municipal de Porto Alegre
Av Loureiro da Silva, 255 - Ao lado do Parque Harmonia

06 fevereiro 2013

Jovens sobem em árvores para evitar derrubada de 115 árvores na avenida da Orla do Guaíba








Hoje ao meio dia jovens subiram em árvore na avenida da Usina do Gasômetro para evitar a derrubada de 115 árvores para Obra da Copa de 2014.  Fato que relembrou o ato realizado em fevereiro de 1975 por Carlos Dayrell, da Agapan e mais dois jovens, quando subiram na Tipuana da avenida João Pessoa evitando os cortes.

Suspensão dos cortes:


Os cortes de árvores foram suspensos até a realização da Audiência Pública no dia 14 de fevereiro às 9h30 na Câmara de Vereadores de POA. A AGAPAN estará presente na Comissão de Meio Ambiente, para cobrar os motivos da SMAM em autorizar este corte de 115 árvores num local turístico e de lazer público. 

População organiza a Vigília das Árvores:
http://vadebici.wordpress.com/2013/02/06/vigilia-pelas-arvores-da-av-beira-rio/


ATO Contra a Derrubada de Árvores: dia 07/ fevereiro - quinta-feira 
18 horas em frente ao Aeromóvel.
Venha de verde.

Convite:
http://www.facebook.com/events/422976281117303/




fotos: Cintia Barenho, Cemitério das Arvores, Site vai de bici

05 fevereiro 2013

A Trincheira da Anita, um modelo falido

Rua Anita Garibaldi  (AGAPAN/ Nessa)



Assistimos a um surto de obras em Porto Alegre, entre elas a denominada Trincheira da Anita, que projeta a escavação da rua Anita Garibaldi, plantando um viaduto em seu cruzamento com a avenida Carlos Gomes, com o alçamento de paredões de concreto em ambos os lados da via e,  dali, extirpando 240 árvores de médio e grande porte. Obra com dotação orçamentária original de 10 milhões de reais, já revistos e suplementados para 16 milhões. Verbas da Copa.

Os moradores da rua manifestam-se contrários, no que têm o resoluto apoio da Agapan. Nos dias de hoje, todos já vimos quem tende a ganhar e a perder com obras de gigaeventos, como os jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e agora essa Copa do Mundo. Temos também uma vaga noção de como ganham. É ainda difícil ao cidadão comum o acesso aos complexos detalhes técnicos e aos costumes que regem o fluxo das enormes somas disponibilizadas.

Essa obra, em particular, tem como justificativa melhorar o trânsito de veículos nas ruas de Porto Alegre, mais e mais congestionadas pelo crescimento diário do número de automóveis. 
Por enquanto, apenas o poder público tem convicção de sua necessidade e utilidade, já que a sociedade, tendo à frente os moradores, foi sistematicamente ignorada na tentativa de sua discussão, só obtendo atenção após a ocupação da rua, acampando na frente das máquinas.
Aliás, estima-se hoje que 70% dos automóveis em circulação diária na cidade levam apenas o motorista. Uma tonelada, no mínimo, para transportar 70 kg. Convenhamos, em termos energéticos, coisa do século XIX.

Com os avanços tecnológicos de nossos dias, como a nossa sociedade não enxerga essa escancarada realidade? Ou melhor, por que não enxergamos essa escancarada realidade? Como nos conformamos com as condições viárias de Porto Alegre, que todos conhecemos? Como podemos acreditar que a solução disso tudo está em mais e mais obras, que, construídas com inestimáveis custos ambientais e sociais e enormes aportes financeiros, inauguram-se já desatualizadas? Posta a nova via em funcionamento, a resposta é sempre a mesma: ficou ruim, mas sem ela seria pior. Verdade ou não, optamos por aceitar a piora com otimismo.

Enquanto isso, capitais como Amsterdam gozam de outro problema, a falta de espaço para estacionar... bicicletas, para cuja solução vêm testando algumas tecnologias. Enquanto isso, nós, imbecilizados no interior de uma brilhante carcaça, com som e ar condicionado, levamos 10 minutos, ou mais, para andar 100 metros. Não importa, ela brilha, ela nos protege e nos diferencia. Ela nos dá, sobretudo, identidade! Imbecilizados, eu disse.

Não estamos sozinhos em Porto Alegre. O Planeta Terra funciona assim.  Zilhões de tonéis de petróleo refinados para gerar gasolina, fazendo de cada um de nós o feliz contemplado com parte da responsabilidade no lançamento de toneladas de Carbono na atmosfera. Aquecimento global, alguém lembra?

Árvores marcadas para morrer . (AGAPAN/Nessa)
Nós, da Agapan, apoiamos a luta dos moradores da Rua Anita Garibaldi por entendermos que esse modelo destruidor de vegetação e vida e gerador de concreto, com seus valores falidos e recursos desperdiçados, está errado.

Trabalhamos por uma sociedade atuante e informada, que se mobilize e também escolha representantes e administradores realmente comprometidos com a manutenção de um meio ambiente equilibrado e saudável, que se posicionem claramente contra esse atual modelo de hiperconsumo, que incentivem investimentos na pesquisa de novas tecnologias para dotação de um transporte público que constitua, realmente, alternativa ao automóvel individual. 
Representantes que exijam nada menos que isso, não só das empresas permissionárias, mas também das demais instâncias de governo, que incentivem o uso de transportes alternativos, que proponham uma mudança cultural, dizendo que, daqui por diante, nossa cidade vai preservar cada centímetro de sua vegetação, e que, em suma, vai rejeitar esse modelo perverso e já insuportável.

Por Eduardo Finardi Rodrigues, conselheiro da Agapan/RS

10 janeiro 2013

Dia 10 Janeiro 18 horas: Mobilização na rua Anita Garibaldi


Dia 10/ Janeiro as 18 horas
Estamos reunidos e mobilizados contra o Tunel
Rua Anita Garibaldi esquina Carlos Gomes

Venha de verde ou preto, traz o teu cartaz!
Quero uma Cidade menos Quente com Mais árvores!!

Assine o abaixo-assinado:
http://www.peticao24.com/repudio_a_derrubada_de_arvores_em_porto_alegre
 


Ônibus: 
Carris: Carlos Gomes, Rio Branco, T2, T7, Auxiliadora (passa na Plínio Brasil Milano).  Linha 5201 PUC (do Triangulo da Assis Brasil), entre outros.


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