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22 junho 2014

11 Sugestões para reduzir sua exposição às radiações



Pesquisa divulgada em 2011 com supervisão da OMS. (Fonte: O Dia-RJ)

1. Evite operar seu telefone celular ou telefone sem fio próximo à sua cabeça ou ao seu corpo durante as ligações. Sugestão é usar com fones de ouvido, ou viva voz ou mensagens de texto.


2. Evite andar com o seu celular no bolso, ou no cinto, ou próximo ao corpo sempre que ele estiver ligado. Especialmente mantenha seu telefone móvel afastado de sua cabeça, de seu tórax e dos órgãos reprodutivos.


3.Desligue os dispositivos moveis quando não estejam sendo utilizados, ou coloque-os em “Modo Avião”. Desligue os equipamentos de Wi-Fi e Bluetooth. Não utilize um “tablet” ou um computador tipo “laptop” próximo a seu corpo.

4. Quando o sinal for baixo, seu celular emite mais radiação, então evite usá-lo em locais envolvidos por metais, como em elevadores, ou quando viajar em automóveis, ônibus, trens ou aviões.

5. Use um telefone com linha fixa sempre que possível e evite falar em seu celular mais que o estritamente necessário. Encaminhe suas ligações para sua linha fixa sempre que estiver em casa ou no trabalho, e desligue seu celular.


6. Desligue seus equipamentos de comunicações sem fio quando não estiver utilizando-os (p. ex., internet, etc), especialmente durante a noite. Sempre que possível utilize ligações via linhas fixas, p. ex., cabos coaxiais ou fibras óticas, para quaisquer tipos de comunicações (p. ex., internet, telefonia, etc).


7. Reduza a exposição das crianças às radiações das comunicações sem fio. Desencoraje-as a usarem dispositivos de comunicações sem fio e as estimule a usarem ligações fixas sempre que possível. Desligue os dispositivos Wi-Fi sendo utilizados por crianças. Estimule os demais pais para que nas escolas sejam utilizadas conexões fixas para internet (por exemplo,por cabos ou fibras óticas). Eduque as crianças para usar as tecnologias sem fio de forma segura.



8. Se você está grávida, ou planeja ter um filho, ou se for hiper-sensitivo a estas radiações, seja especialmente cauteloso em relação às exposições a estas radiações.

Gravidez cuide para ficar longe das radiações. (foto:sitechic)

9. Reduza o tempo em que você estiver em ambientes onde muitas pessoas estiverem utilizando telefones moveis próximas umas das outras, ou em ambientes onde houverem redes de comunicações móveis (p. ex., Wi-Fi, etc).

10. Se você tiver sintomas de hipersensibilidade aos campos eletromagnéticos, observe quando os sintomas aparecerem e anote os locais e horários. Relate isto aos responsáveis pela saúde pública.

11. Manifeste suas preocupações sobre estas radiações aos representantes da população em diferentes níveis (por exemplo, vereadores, políticos em geral, funcionários públicos municipais, estaduais e federais, etc) e solicite que adotem providencias eficazes para que as comunicações sem fio sejam utilizadas com mais segurança. Estimule-os a recomendar ampla campanha de esclarecimento à população sobre os riscos à saúde destas radiações e sobre as medidas efetivas visando a redução da exposição da população a estas radiações. Por exemplo, mediante uma campanha em que cada acesso móvel participe com um real (R$ 1,00) para um fundo visando pesquisas e divulgação das formas mais adequadas para a redução dos riscos à saúde.

RNI: Some Tips to Reduce Your Exposure to Wireless Radiation.doc

11 junho 2014

Audiência pública que debaterá na Câmara Municipal de Porto Alegre o PLE 57/13, que altera a Leia da Antenas


Participe, no dia 26 de junho (quinta-feira), às 19h, da audiência pública que debaterá na Câmara Municipal de Porto Alegre o PLE 57/13, que altera a Leia da Antenas. 

A POLUIÇÃO ELETROMAGNÉTICA NÃO IONIZANTE DA TELEFONIA CELULAR, E EQUIPAMENTOS AFINS, FAZ MAL À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AMBIENTAL.

Saiba mais:

As radiações emitidas pelas antenas de celular (aparelho e torre), a instalação de aparelhos sem fio e equipamentos afins, tem ocasionado um aumento dramático de doenças crônicas como as desordens de concentração, do aprendizado e comportamento; flutuações extremas de pressão sangüínea; disritmia cardíaca; enfartes e derrames em população cada vez mais jovem; doenças cerebrais degenerativas; exaustão crônica e susceptibilidade a infecções; leucemia e tumores cerebrais.

A radiação eletromagnética estressa o sistema imunológico e pode paralisar os sistemas regulatórios do corpo.- Mulheres grávidas, crianças, adolescentes, idosos e pessoas doentes sofrem mais riscos!

Em 2011 a Organização Mundial da Saúde classificou este tipo de radiação como Classe 2B, ou seja, “possivelmente carcinogênica”. Embora ainda muito tímida, esta classificação evidencia que existem muitas informações concretas sobre os malefícios destas radiações à saúde humana, animal e ambiental. No ano 2000, o Senado dos EUA já discutia o aumento do número de casos de câncer no cérebro em 300% no mundo, considerando 25 anos de uso desta tecnologia. 

Apesar do maior número de informações sobre os malefícios desta tecnologia sem fio o que vemos em Porto Alegre é um desrespeito sistemático à Lei 8896/2002, multas enormes que as empresas não querem pagar, propaganda com uso de crianças nos meios de comunicação, e a tentativa de aprovar um PLE que permite a colocação de ERBs inclusive em creches, asilos, escolas. 

Contra todo o apelo da mídia, o poder econômico das teles e o seu desrespeito a saúde EXIGIMOS uma fiscalização atuante para a garantia dos limites de emissão aprovados para o município de Porto Alegre pela Lei 8896/2002 e a não aprovação do PLE 57/13. 

A Câmara de Vereadores realizará Audiência Pública conforme determina o art. 103 da LOM para debater este tema antes de votar o PLE 57/13 pois a Agapan buscou este direito através da justiça para que todos possam ter voz neste debate!

ESTEJA ATENTO(A)!

AUDIÊNCIA PÚBLICA DIA 26 DE JUNHO, ÀS 19H, NA CÂMARA DE VEREADORES.

NÃO AO PLE 57/13.

05 junho 2014

Câmara Municipal de Porto Alegre marca Audiência Pública sobre ERBs (Estações de Radio Base)


Câmara Municipal de Porto Alegre marca para dia 26 de junho a  Audiência Pública sobre ERBs (Estações de Antenas de Celulares), após pressão da Agapan Associação pelo direito de informação da comunidade.

A diretoria avalia como será a nossa participação nesta audiência.
Reservem a data! Participe.

Dia 26 de junho 
Hora: 19 horas
Local: Câmara Municipal de Porto Alegre
Av Loureiro da Silva, 255 - Centro Histórico
Porto Alegre

01 novembro 2013

05/Novembro: Beto Moesch receberá título de Cidadão Emérito de Porto Alegre


A Agapan, com muita satisfação, parabeniza o nosso associado e conselheiro de longa data Beto Moesch pelo merecido título de Cidadão Emérito de Porto Alegre que receberá na Câmara de Vereadores, no dia 05 de novembro.

O trabalho de Beto Moesch, tanto na Agapan como em sua vida pública, o diferenciou por sua qualificação e postura ética na corajosa luta que empreendeu em prol das causas ambientais.

Ao colega Beto e a seus familiares nosso reconhecido abraço!

11 outubro 2013

14/10: Projeto para Orla do Guaíba será tema de debate em Audiência Pública na Câmara Municipal de Porto Alegre

Pôr-do-sol no Guaíba. (foto: Eduino Mattos)


Após inúmeras solicitações do Instituto dos Arquitetos do RS (IAB-RS)  a comunidade porto-alegrense poderá conhecer e debater o Projeto para a Orla do Guaíba realizado pelo escritório do arquiteto Jaime Lerner através de Audiência Pública na próxima segunda-feira, dia 14 de outubro na Câmara Municipal de Porto Alegre.

"A intenção da audiência é debater a proposta para um trecho de 5,9 quilômetros da orla, entre a Usina do Gasômetro e a foz do Arroio Cavalhada, próxima ao Barra Shopping Sul. A primeira parte, de 1,5 quilômetro, começa na Usina e vai até a Rótula das Cuias, onde a Avenida Edvaldo Pereira Paiva se encontra com a Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto. A segunda continua até o Cristal."

Venha fazer parte das decisões que influenciam e transformam a vida na cidade.
Exerça o seu poder de cidadania. 

Dia 14/10/2013 
Hora:  19 horas, 
Local: 
Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre
Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro  Porto Alegre


Com informações:
Site Câmara municipal de porto alegre da jornalista Claudete Barcellos 
Agapan

28 agosto 2013

Agapan comemora lutas em defesa da Orla pública


Juliana Costa, Gert Shinke, Edi Fonseca e Celso Marques. 




Com o objetivo comum de preservar a Orla do Guaíba e protestar contra a privatização dos espaços públicos, a comemoração de 25 anos do “Não ao projeto Praia do Guaíba”, protagonizada pela Associação Gaúcha de Proteção do Ambiente Natural (Agapan) em agosto de 1988, na denominada tomada da chaminé da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, reuniu ambientalistas e integrantes do movimento Ocupa Árvores, que neste ano de 2013 acamparam e fizeram vigília durante 43 dias para evitar o corte de árvores em função da duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira Rio, para a Copa do Mundo.


Participaram do debate Gert Schinke, um dos ecologistas que escalou os 107 metros de altura (mais de 300 degraus) da chaminé da Usina do Gasômetro, Celso Marques, na época presidente da Agapan, além de Juliana Costa, integrante do Ocupa Árvores, uma das 27 pessoas que resistiram à derrubada e vai contar a história do grupo, e falar sobre o que aprendeu com essa manifestação, que culminou com a truculenta prisão desses jovens na madrugada de 29 de maio e a derrubada de 100 árvores na praça Júlio Mesquita, bem em frente ao Gasômetro.




Público presente.

O 25º aniversário da subida da chaminé e do Abraço ao Guaíba, realizado em 6 de novembro daquele ano, foram comemorados na fria e chuvosa noite de segunda-feira (26/8), na Câmara de Vereadores da capital gaúcha. Antes do debate foi exibido o documentário "Tomada da Chaminé do Gasômetro: Não ao Projeto Praia do Guaíba”, um registro das muitas ações em defesa da Orla do Guaíba, considerada o principal patrimônio público, natural e cultural, da capital gaúcha.


Vídeo da Tomada da Chaminé do Gasômetro.

 COLAPSO DESENCADEADO

“A memória para o movimento ecológico é muito importante, pois muitos acontecimentos não têm registro”, avaliou Schinke, ao recordar de todo o planejamento “profi” que houve na época. “Fomos preparados para ficar no topo da chaminé por três dias e, para nossa segurança, levamos correntes e cadeados. Hipnotizamos a cidade”, comemora, ao lamentar “a pressão da especulação imobiliária com maior intensidade a cada dia”. Para ele, o agravamento das questões econômicas e ecológicas, se era X, agora é 2X. “A situação só se agrava e está em curso o colapso ecológico”. A “refundação ecológica”, garantindo a autonomia das ONGs como a Agapan, que é 100% voluntária e apartidária, foi defendida por Schinke, assim como o fim do capitalismo, “outro grande desafio”.


PROJETOS INTELIGENTES

O conselheiro e ex-presidente da Agapan, Celso Marques, diz se emocionar sempre que lembra da tomada da chaminé, mas também lamenta o descaso da imprensa. “A omissão, o silêncio e a cumplicidade criminosa da imprensa se perpetua, apesar de todo o risco de privatização da Orla”. Para ele, o aspecto mais importante da ocupação da chaminé foi evitar a privatização da Orla e a demolição do Gasômetro, o símbolo da cidade. “Foi um feito inacreditável, e que envolveu 56 entidades de classe, ambientais e sociais”, afirmou, ao destacar que “a problemática continua”.


“A imprensa nunca colocou com honestidade o enfoque mais técnico de nossas críticas ao projeto da Copa”, analisa Marques, ao salientar que não se oporia a cortar mil árvores para fazer um projeto inteligente. “O problema é que esse projeto da Copa é burro e representa um retrocesso, por isso das nossas insistências em discutir um projeto viável do ponto de vista ambiental e de mobilidade”, avalia.

FRUSTRAÇÃO E PROMESSA



Ocupa árvores esteve por 38 dias acampado na orla do Guaíba.

O grupo heterogêneo que se formou a partir das redes sociais, com o objetivo de evitar o corte das árvores no entorno da Usina do Gasômetro e criticando a inexistência de projetos alternativos em função da Copa de 2014, foi além da ideia de grupo fechado, como foi a Agapan em 1988, analisou Juliana Costa. “O acampamento foi oposto ao planejamento da Agapan, pois nossa formação, de ambientalistas e jovens estudantes, foi espontânea e começou com duas barracas”, recorda. Para ela, há militantes não ambientais sensíveis às questões ambientais.

A retirada do grupo em ação da Brigada Militar na madrugada chuvosa do dia 29 de maio foi frustrante, na avaliação de Juliana, “não pela ação, mas pela forma violenta, após quase dois meses acampados no local”. Ainda se sentido a dor da ação e a frustração do corte das árvores, Juliana destaca, como pior, a “indignidade de termos que catar roupas, tênis e documentos na chuva, em frente a delegacia no centro da cidade”, onde os manifestantes do Ocupa Árvores permaneceram presos até terminar os cortes das árvores. “Essa é nossa triste história, mas a luta continua”, afirma.


Para Juliana, mais do que importante, o ambiental é fundamental para o político, o social e o econômico. “Integrar esses campos pode ser uma caminha pra sensibilizar as pessoas”, finalizou.

Informações
Assessoria de Imprensa da Agapan/RS
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues


Imagens: César Cardia/ Adriane Bertoglio Rodrigues/ AGAPAN

25 agosto 2013

Evento: 26/08 Exibição do Documentário sobre a Tomada da Chaminé do Gasômetro



 Venha assistir amanhã o Documentário sobre a "Tomada da Chaminé do Gasômetro - Não ao Projeto Pria do Guaíba",um projeto que prometia privatizar a orla de Porto Alegre.

Serviço:
Dia 26/08 às 18h30 horas
Local: Auditório Ana Terra
           Câmara Municipal de Porto Alegre
              Av. Loureiro da Silva, 255 - Centro  Porto Alegre - RS

 Entrada franca.

20 agosto 2013

Evento 26/08: 25 anos da Tomada da Chaminé do Gasômetro



No dia 17 de agosto de 1988, quatro ecologistas da Agapan subiram na chaminé da Usina do Gasômetro e estenderam uma faixa de 45 metros, declarando “ Não ao Projeto Praia do Guaíba- AGAPAN”.

Hoje, a comemoração de 25 anos objetiva chamar a atenção da opinião pública para conjuntos de fatos que evidenciam que a orla ainda não está com sua integridade garantida para as futuras gerações.

Em 2013, com as obras da Copa 2014, o movimento ambientalista assistiu a retirada agressiva de 27 pessoas do Ocupa Árvores e a derradeira derrubada das 100 árvores. Apesar de todas as manifestações nas ruas pelas árvores, ocorreu o alargamento das avenidas da orla do Guaíba.

O cartão-postal de Porto Alegre ainda sofre estas ameaças e não está totalmente seguro para ser uma área de parques, lazer, cultura, esporte e preservação ambiental.

Participe da homenagem que será realizada na Câmara de Vereadores de Porto Alegre no dia 26 de agosto, às 18h30.
Será exibido o documentário "Tomada da Chaminé do Gasômetro: Não ao Projeto Praia do Guaíba”.

Serviço:
Comemoração 25 anos da tomada da chaminé da Usina do Gasômetro pela Agapan
Dia: 26 de agosto de 2013, às 18h30
Local: Câmara de Vereadores de Porto Alegre - Plenário Ana Terra.

Convite no Facebook:

https://www.facebook.com/events/190737667767714/

22 abril 2013

Mesmo com corte suspenso, prossegue acampamento em defesa das árvores

Palestras no acampamento - Foto: Adriane B. Rodrigues

Mesmo com corte suspenso, prossegue acampamento em defesa das árvores

Árvores, pessoas, corações. A vida pulsa na Orla do Guaíba. Seja de dia ou à noite, desde a última quarta-feira (17 de abril), um grupo de 15 pessoas está acampado entre a Usina do Gasômetro e a Câmara de Vereadores. No acampamento de vigília contra o corte de árvores da área do Gasômetro, eles se revezam, pois trabalham e estudam, e persistem na defesa das árvores, conversando com as pessoas que passam por lá e atraindo adeptos e apoiadores. O grupo recebe doações de água, comida e vinho, além de lonas, cordas e lenha, para manter a fogueira acesa.

“Aqui cada um contribui com o que pode, somos todos protagonistas”, diz Juliana Vieira, mãe, estudante e trabalhadora. “Venham tomar chimarrão, propor um bate-papo, fazer uma aula de Yoga”, chama.

Entre várias entidades parceiras e simpatizantes da causa, Juliana convidou a Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural) para, no sábado que passou (20 de abril) falar sobre a história da ONG, que completa 42 anos no próximo dia 27, e os marcos da luta em defesa da Orla, como a subida na chaminé, em agosto de 1988 (Projeto Praia do Guaíba), que culminou com o abraço ao Guaíba, que reuniu em torno de 12 mil pessoas entre o Gasômetro e o Beira Rio. “Essa área é patrimônio público da cidade e está preservada graças à mobilização, por isso precisamos lutar contra a prefeitura, a construção civil e a especulação imobiliária”, conclamou Celso Marques, conselheiro e ex-presidente da Agapan.


Foto: Cesar Cardia
PÚBLICO X PRIVADO

É de 1989 o início das discussões sobre um projeto para a Orla do Guaíba. “Defendíamos um plano que contemplasse interesses de todo cidadão, até porque tem morador da Zona Norte que não conhece a Zona Sul de Porto Alegre”, exclama Francisco Milanez, presidente da Agapan, ao lamentar que o técnico é educado para achar que sabe tudo sobre determinada área. “Eles só pensam a área deles, não veem que pode ser diferente do que simplesmente cortar uma árvore”.

Para Milanez, a lógica da construção da cidade é injusta, e critica o baixo orçamento (0,02%) destinado à primeira Secretaria Municipal de Meio Ambiente do país. “Isso mostra muito da importância que é dada ao setor. É nesse mundo que estamos imersos”, diz. “Nosso desafio é assumir que todos temos lugar na cidade, lutando por uma vida melhor para todos”, afirmou.
O grupo também trocou ideias sobre o Pontal do Estaleiro. Sylvio Nogueira Junior, do Movimento em Defesa da Orla, lembrou a primeira consulta pública realizada no Brasil para discutir um projeto imobiliário para determinada área. “Foi aqui em Porto Alegre, num processo de participação decisivo para nossa cidade”, destacou.

“As lutas não são isoladas e esse movimento em defesa das árvores e da Orla pública se combina com a mobilização contra o aumento das passagens. É por isso que a mobilização é fundamental, pois envolve a discussão de que sociedade que queremos”, diz Sylvio, do alto de seus 75 anos.

Fim da tarde no acampamento - Foto: Adriane B. Rodrigues
Foto: cesar Cardia
SUSPENSÃO DO CORTE

No último dia 19/04, o desembargador Carlos Eduardo Zietlow Duro, da 22ª Câmara Cível do TJRS, suspendeu a liminar que permitia o corte de árvores localizadas no traçado da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, também conhecida como Av. Beira Rio. O Ministério Público, autor da Ação Civil Pública, postulou a antecipação de tutela, sustentando que o processo de licenciamento ambiental da duplicação da Av. Edvaldo Pereira Paiva ignorou a presença do Corredor Parque do Gasômetro, previsto no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA).  O MP entende que este fato produz danos irreparáveis à qualidade de vida da população de Porto Alegre, que ficará privada de um local tradicional de dedicação à cultura, ao esporte e ao lazer, qual seja a Usina do Gasômetro.

Ativistas recortando corações - Foto: Cesar Cardia
De acordo com o Agravo de Instrumento n° 70054203187, “Embora se reconheça a relevância do projeto em andamento e os reflexos da duplicação da via pública, trazendo grande benefício à população, conveniente seja afastada a supressão de árvores no local neste momento processual, conforme pretendido pelo Ministério Público, evitando-se a irreversibilidade da medida, tendo em vista que a ausência de concessão da medida acabaria por possibilitar o rápido corte de árvores, fazendo com que, ao final, quando do julgamento do recurso pela Câmara, haverá o fato consumado, culminando na ineficácia do recurso.”


Assessoria de Imprensa da Agapan
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

Fotos: Adriane Rodrigues e Cesar Cardia/ AGAPAN

19 março 2013

MANIFESTO DA AGAPAN NA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE PROJETO COPA 2014 E O CORTE DESENFREADO DE ÁRVORES EM PORTO ALEGRE

Quarto jovens no dia 6 de fevereiro subiram nas árvores para impedir obra da Copa 2014 que planeja derrubar 115 árvores no cartão-postal da cidade. (foto: Cintia Barenho/CEA) 

A seiva da Tipuana é vermelha como sangue. (foto: Cintia Barenho/CEA) 

1. O mínimo que desejamos para a nossa cidade é o melhor. Por esta razão, a AGAPAN não aceita o projeto da Prefeitura de Porto Alegre nos termos em que está proposto. QUEREMOS UMA MUDANÇA SUBSTANCIAL NO PRÓPRIO PROJETO, mas a PMPA até agora só admite compensações.
2. A PMPA decidiu derrubar 115 árvores para ampliação da Av. Edvaldo Pereira Paiva, no entorno da Usina do Gasômetro. Já foram suprimidas mais de uma dezena de magníficas árvores. Este número só não foi maior pela consciência de preservação da arborização urbana iniciada em 1975, com a subida do militante da AGAPAN, Carlos Dayrell, em árvores da AV. João Pessoa, gesto reeditado por jovens que também subiram nas árvores daquela avenida, impedindo que as mesmas fossem cortadas. Esta atitude expressa o quanto o sentimento de preservação ambiental da população de Porto Alegre, iniciado com a fundação da AGAPAN em 1971, consolidou-se ao logo destes 42 anos. Lastimamos, porém, que a visão do poder público municipal não tenha acompanhado o sentimento dos porto-alegrenses, que desejam suas árvores preservadas e não o alargamento de vias que atendam apenas aos carros e não aos anseios de seus habitantes.
3. Queremos o melhor para Porto Alegre. Por esta razão, é imperioso que a PMPA cumpra a legislação e apresente "o Estudo de alternativas locacionais e tecnológicas, para ser comparado, inclusive, com a alternativa zero". Enquanto não provar que o projeto proposto é a melhor alternativa para a cidade, a Prefeitura irá impor sua posição irracional e autoritária, não discutindo com a coletividade e acenando apenas com compensações.
4. Desde 1988 estamos sob nova Constituição, que obriga e valoriza a participação popular. Foi essa participação popular que, aprimorando o Plano Diretor vigente, criou o Parque do Gasômetro, sancionado pelo próprio prefeito José Fortunati. Parque este que inclui as Praças Brigadeiro Sampaio e Júlio Mesquita, a Usina do Gasômetro e sugere uma avenida subterrânea, para não cortar e comprometer o parque das pessoas. Ora, a Prefeitura tem que cumprir sua obrigação legal assumida, e não propor o alargamento dessa avenida! O Parque do Gasômetro, além de referência cultural e símbolo da cidade, é o ponto predileto dos porto-alegrenses matearem e assistirem o pôr do sol diariamente.
6. Portanto, a AGAPAN propõe que a PMPA tenha a grandeza de reconsiderar o projeto, contemplando alternativas e abandonando a intransigência técnica de considerá-lo uma opção única e inegociável, dando como contrapartida apenas compensações.
7. A AGAPAN, nos seus 42 anos de atuação pioneira, deu uma contribuição decisiva para a democratização do Brasil, a ecologização do imaginário porto-alegrense, gaúcho e brasileiro; para a criação da legislação ambiental e de instituições públicas encarregadas de implementarem uma política e uma administração ambiental. A própria Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre, a nossa SMAM, primeira secretaria municipal do meio ambiente a ser criada no Brasil, veio a existir graças à atuação da AGAPAN.
Os 70 km de Orla do Guaíba, menina dos olhos da especulação imobiliária e o mais valioso patrimônio público da coletividade porto-alegrense, não foram privatizados graças à vigilância e atuação política da sociedade civil organizada. Nenhuma sustentabilidade econômica e ecológica pode ser construída à revelia do que de melhor a ética e a racionalidade política produziram na cultura da humanidade. Não podemos aceitar, hoje, a vigência tão atual do diagnóstico feito há quase cem anos por Assis Brasil, um dos maiores gaúchos de todos os tempos, quando disse: “UM DESERTO DE HOMENS E IDEIAS”.
AGAPAN

09 fevereiro 2013

13/02 e 14/02 Manifestações e Audiência contra Corte de Árvores para Obras da Copa 2014 em Porto Alegre


 Dia 13 de fevereiro: 18h30: Mobilização em defesa dos Espaços para Pedestres e Áreas Verdes

A mobilização busca dar visibilidade à retirada dos espaços públicos livres na cidade de Porto Alegre.
Parte da Praça Júlio Mesquita e do Parque Marinha do Brasil estão sendo removidas para dar mais espaço aos automóveis. Na avenida Ipiranga, entre as avenidas Beira Rio e Borges de Medeiros. A remoção de 1.000 m2 da praça Júlio Mesquita (praça do Aeromóvel) para convertê-los em vagas para 100 automóveis.
Estão tirando áreas verdes, espaço de lazer das pessoas e transformando isso em um depósito de automóveis.
Não podemos ficar inertes. Precisamos nos mobilizar, resistir à ocupação da cidade, que é nossa.


Dia 13/02 - Quarta-feira às 18h30
Local:
Praça Julio Mesquita (Usina do Gasômetro), Porto Alegre. 
Venha de verde. 


Quantas Copas por uma Copa?

No dia 14 de fevereiro as 9h30 haverá uma reunião da população de POA, vereadores, AGAPAN com a SMAM - Secretaria do Meio Ambiente de POA. 

Assunto: Vamos pedir o cancelamento dos cortes de árvores para a SMAM!! E saber dos motivos que embasam a necessidade o alargamento da avenida João Goulart e retirada de 118 árvores.

É importante a presença de muitas pessoas!!

Dia 14/02 - Quinta-feira
Comissão de Saúde e Meio Ambiente - COSMAM
As 9h30 Sala 301
Camara Municipal de Porto Alegre
Av Loureiro da Silva, 255 - Ao lado do Parque Harmonia