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26 agosto 2017

Apoiamos a manifestação da Apedema

“Nossa maior preocupação atual se refere à ocupação das vagas ambientalistas por entidades descomprometidas e alheias ao movimento ecológico...”

A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) manifesta seu apoio ao teor do Ofício 06/2017 da Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Apedema-RS), no qual é cobrado do atual presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam) de Porto Alegre, Sr. Maurício Fernandes, a observação da importante prática já instituída há vários anos de respeitar a indicação da Apedema para o acolhimento das entidades ambientalistas integrantes do Comam. 

“Vale lembrar que no âmbito estadual o tema foi objeto de uma profunda avaliação, resultando a análise na Resolução CONSEMA 102/2005 e no atual Regimento Interno (Resolução CONSEMA 305/2015), confirmando a validade e importância da participação da APEDEMA para indicar as entidades ambientalistas perante os Conselhos de Meio Ambiente.” (trecho do comunicado)

Diante da possibilidade e do risco de promover o aparelhamento do Comam com a inserção de falsas entidades ambientalistas, que não observam as diretrizes do movimento ecológico e pretendem aproximações com setores empresariais e políticos já privilegiados no Conselho, tornando ainda mais desigual a composição deste Comam e enfraquecendo a parcela que realmente vota em defesa do ambiente natural, o que deveria ser – e não tem sido – o objetivo maior do Conselho, reafirmamos nossa posição de contrariedade ao método de escolha de representação ambientalistas adotado recentemente pelo Sr. Maurício Fernandes.

Confira aqui o Ofício 06/2017 da Apedema.

Abaixo, a íntegra do novo comunicado da Apedema reforçando a solicitação.

24 julho 2013

Manifestaçâo do MOGDEMA sobre a saída da AGAPAN do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA)


No último dia 10 de Julho, a AGAPAN divulgou comunicado de seu afastamento do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA/RS), apontando algumas razões, expostas em nota pública.

Não se pode dizer que o fato nos surpreendeu, embora tenhamos lamentado, cientes da significativa trajetória desta ONG pioneira e toda a valiosa contribuição prestada, ao longo dos seus vinte anos de atuação no CONSEMA, e suas mais de quatro décadas a favor do avanço das políticas públicas na área ambiental no RS e no Brasil.

Ao dizer que não foi surpresa, remetemos este fato à histórica luta do movimento ambientalista gaúcho pela exigência de uma reforma de caráter democrático no Conselho Estadual do Meio Ambiente, começando pelo combate à falta de paridade na composição do próprio Conselho, onde o governo junto com as empresas têm uma absoluta maioria. Isso revela-se, justamente, contra a própria lei de sua criação (Resolução n. 1/1995), que no parágrafo 2° do artigo 3° do Regimento do Consema, onde define que "assegurar-se-á a paridade de representação entre os órgãos e entidades governamentais e as entidades representativas da comunidade organizada". Porém, isso, nem de longe, vem ocorrendo.

Entre os 31 representantes do Consema, pelo menos 10 são do governo, enquanto as entidades ambientalistas têm direito, por lei, a cinco vagas indicadas pela Apedema do RS. No processo de enfraquecimento da representação da sociedade, houve a subtração ilegal de uma das vagas das entidades ambientalistas, por parte do Governo Rigotto, fato que persiste até hoje, em nome de uma entidade que representa o setor pesado da megasilvicultura, travestida de ONG. Para sacramentar esta distorção, no apagar das luzes do governo Yeda (dezembro de 2010), o PL 33, bem articulado pelo então secretário Berfran Rosado (preso recentemente na operação Concutare), acabou incluindo a Fecomércio e o CREA (ligadas aos setores produtivos), junto com uma vaga para uma entidade ligada à mobilidade urbana, além de retrocederem na retirada da possibilidade de eleição de uma presidência do Conselho que não fosse o próprio Secretário Estadual de Meio Ambiente. Este não vínculo obrigatório existia para dar maior independência, democracia e representatividade a uma instância de Estado, e não de governo, fato que já é consagrado em outros conselhos, como o estadual de Saúde, onde a presidência não é ocupada pelo governo. Infelizmente, a mudança se deu para fortalecer o viés homologador das iniciativas ou decisões de governo.

Esta montanha de contradições na composição do Consema acaba, portanto, comprometendo sua legitimidade, emergindo daí várias decisões absurdas que vêm em claro prejuízo ao meio ambiente. Um dos casos mais emblemáticos desta distorção foi quando a maioria do plenário do CONSEMA, alinhada ao governo e ao setor econômico, aguardou sete horas no Plenário até que fosse derrubada uma liminar que impedia uma votação que não respeitava prazos de pedido de vistas por parte de ONGs, e acabou aprovando, as 22 h do dia 8 abril de 2008, uma proposta que, em termos práticos, traduziu-se em um falso Zoneamento Ambiental da Silvicultura (ZAS). Este desvirtuamento, na época, era para atender grandes empresas de celulose em implantação no Estado. O que mudou?

Da mesma forma, além da maioria dos presidentes do Conselho evitar a discussão das questões centrais das políticas ambientais do Estado, muitas das câmaras técnicas foram sendo capitaneadas por setores econômicos, principalmente ligados a Farsul e a Fiergs. Por outro lado, os governos foram enfraquecendo as representações dos técnicos da SEMA e do Estado mais comprometidos com aspectos da proteção ambiental no Conselho, para facilitar a flexibilização de resoluções ambientais.

Mais recentemente, destacam-se a tentativa de afrouxamento dos limites às emissões derivadas da térmicas a carvão mineral, a facilitação de habilitações para licenciamentos municipais, sem regras e controles, e a nulidade de cumprimento de resoluções, por três anos, quanto a limites de efluentes por parte das Estações de Tratamento de Esgotos, para atender obras do PAC, executadas pela Corsan. Estes e outros tantos fatos demonstram que o CONSEMA acabou, muito mais, se tornando um espaço de chancela governamental ou de atendimento prioritário aos interesses do grande capital degradador, em expansão no País e no Estado, em detrimento da natureza e da qualidade ambiental da maioria da população do Estado do Rio Grande do Sul.

Porto Alegre, 23 de julho de 2013
Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – Mogdema

11 julho 2013

Agapan se desliga do Consema



 

A composição ambiental minoritária e a constatação de que o Conselho Estadual de Meio Ambiente “não representa os supremos interesses da população na busca de uma verdadeira sustentabilidade ecológica” são alguns dos motivos que levaram a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) a se desligar do Consema, após quase 20 anos de participação ativa da entidade.
Em documento encaminhado à Apedema na quarta-feira (10/7), os representantes da Agapan, que integram Câmaras Técnicas de Controle e Qualidade Ambiental e de Biodiversidade e Política Floresta, Edi Xavier Fonseca e Sandra Ribeiro, e Flávio Lewgoy e Alfredo Gui Ferreira, expressam os motivos do afastamento.
 “Estamos cumprindo o nosso dever de comunicar ao coletivo ambientalista a decisão de abrirmos mão da representação para a qual fomos investidos pela Apedema”, diz a conselheira Edi, ao observar que “a composição minoritária que temos nos coloca em uma condição de incompatibilidade, gerada pelos conflitos de interesses inconciliáveis, que inviabilizam as finalidades institucionais do próprio Consema”.


Assessoria de Imprensa da Agapan/ Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
 Imagem:  Guilherme Eugenio http://guilhermeeugenio.com

23 junho 2013

Consema rejeita moção da AGAPAN

29 de maio de 2013: BOE retira manifestantes do Ocupa Árvores. (Foto: Ramiro Furquin/ Sul 21)

Consema rejeita moção da AGAPAN


AGAPAN apresentou através de sua conselheira Edi Fonseca seu pedido de "Moção de Repúdio" à ação truculenta da Brigada Militar contra o "Movimento Ocupa Árvores" para o   Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA  na última quinta-feira, dia 20 de junho, o que foi negado pelas entidades participantes. 

(Leia abaixo na íntegra.)


PROPOSTA DE MOÇÃO DE REPÚDIO

O Conselho Estadual de Meio Ambiente – CONSEMA/RS, através do presente documento, vem a público manifestar o seu repúdio à maneira truculenta através da qual a Brigada Militar do Estado, na madrugada do dia 29 de maio último, desalojou os jovens do “Movimento Ocupa Árvores”, acampados desde fevereiro no Parque do Gasômetro, nas proximidades da Câmara Municipal de Porto Alegre, submetendo-os a atos de humilhação, desrespeito, agressão física e psicológica, acompanhada de prisão arbitrária e apreensão de pertences.

Repudiamos a ação da Brigada Militar que chegou ao ponto de utilizar um contingente do o BOE - Batalhão de Operações Especiais na calada da noite, contra este pequeno grupo de jovens desarmados e indefesos, cujo objetivo cívico era impedir a derrubada de árvores na Av. Edvaldo Pereira Paiva, por parte do executivo municipal de Porto Alegre. A necessidade deste arboricídio foi justificada através da urgência na execução de um projeto de obras viárias para a Copa do Mundo de 2014, na escandalosa conjuntura de um acordo com a FIFA no qual o Brasil abre mão da sua soberania política e legal, o estado de exceção instituído através da Lei 12.663 de 5 de junho de 2012, a chamada Lei Geral da Copa.

Numa conjuntura histórica em que a sociedade brasileira se mobiliza em grandes manifestações públicas, expressando um consenso geral na defesa dos direitos mais legítimos da soberania popular e da cidadania, o Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul, vem a público repudiar a violência do poder estatal contra os jovens do “Movimento Ocupa Árvores”. Estes foram movidos exclusivamente pela defesa do patrimônio público da nossa coletividade, representado pela nossa arborização urbana.

Porto Alegre, 20 de junho de 2013.

AGAPAN 



31 maio 2013

04 de Junho - Terça-feira: Seminário O que há de errado no licenciamento ambiental?


Seminário:
 O que há de errado no
 licenciamento ambiental?


Painelistas:

Clebes Pinheiro - representante da Associação dos Funcionários da FEPAM (ASFEPAM)

Marcelo Preto Mosmann - advogado especialista em Direito Ambiental e ex-representante da UPV no COMAM e do InGá no CONAMA

Paulo Brack - biólogo, professor da UFRGS, representante do InGá no COMAM  e no CONSEMA

Mediadora: Maria da Conceição de Araújo Carrion (professora e ambientalista)

Quando: 04 de junho de 2013 - terça-feira
Local: sala 101 da Faculdade de Educação da UFRGS - Campus Centro
Horário: 18h30 às 21h30 min.

Apoio:
MOGDEMA
ASFEPAM
Apedema RS
AGAPAN
InGá
FACED