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23 setembro 2016

Venenos agrícolas e mineração ameaçam qualidade da água

Temas foram pauta do Agapan Debate que tratou sobre a importância de preservar o Guaíba.


Em debate promovido pela Agapan, no dia 12 de setembro, em Porto Alegre, o engenheiro agrônomo Sebastião Pinheiro (Agapan) e o engenheiro civil Antonio Benetti, professor do IPH da Ufrgs, proferiram palestras sobre questões relacionadas à poluição das águas. As palestras abriram o evento Agapan Debate, que abordou, como tema central, "a importância de cuidarmos do Guaíba". A mediação foi realizada pelo conselheiro da Agapan professor Darci Campani (Ufrgs). O Agapan Debate contou com o apoio da Assessoria de Gestão Ambiental e do GT de Saúde Urbana da Ufrgs.

Ambos os palestrantes apresentaram contextualizações históricas de casos pontuais que contribuíram para a degradação de corpos hídricos e seus respectivos impactos sociais em diversas localidades em todo o planeta, refletindo diretamente na saúde das respectivas populações.
Outro ponto em comum nas palestras foi a conclusão de que os venenos agrícolas são responsáveis por grande parte da poluição das águas. 

O professor Benetti lembrou que, na década de 1950, o DDT era borrifado, inclusive, na praia, junto aos banhistas, por ser considerado uma solução ao combate de mosquitos e da malária. Em outros exemplos, Benetti mostra fotografias de pessoas com defeitos de má-formação física por consequência da contaminação por mercúrio na baía de Minamata, no Japão em 1953, e exemplos de lesões e câncer de pele detectadas em Bangladesh nos anos 1970 por contaminação com arsênio.
Em relação à manutenção da qualidade da água do Guaíba, ressaltou a importância de mais investimentos em saneamento básico nas cidades que compõem a Bacia Hidrográfica do Guaíba. Apontou, também, as limitações decorrentes das interconexões entre redes de esgotos cloacal e pluvial, que se contaminam simultaneamente, e alertou para o problema das “fontes difusas de poluição”. Benetti salientou, ainda, que o problema da poluição não é exclusivo do Guaíba, visto que o referido estuário recebe águas de outras bacias hidrogáficas altamente poluídas que nele desaguam. O fato, segundo o pesquisador, é recorrente em várias partes do mundo. Nesse apontamento, o professor deixa clara a pista de que o problema da poluição dos recursos hídricos é planetário, e que o sistema de proteção desses recursos vitais precisa ser imeditamente repensado.

Sebastião Pinheiro rotulou de "violências" o modo como as companhias e governos, em sintonia, tratam populações de diferentes regiões do mundo. Ele apresentou vários casos de violência, muitos deles, em épocas diferentes, tendo o apoio de setores da própria sociedade, com cidadãos inconscientemente condicionados pela ideologia de seus próprios algozes, ávidos por lucros a qualquer custo.
Para ilustrar a parceria entre governos e interesses financeiros privados, ele aponta as licenças emitidas para a ampliação do uso de venenos nas produções de alimentos. Pinheiro também apresentou dados de estudos que comprovam que o aumento do uso do veneno glifosato, utilizado na agricultura, foi detectado em leite materno de mulheres europeias. 
Segundo o pesquisador, o resíduo de fosfato que chega ao Guaíba sustenta a proliferação de algas que exalam, no verão, o cheiro característico já conhecido pela população das cidades que se abastecem com a água do estuário. Com a criação do que denomina “zona morta” no Guaíba, passa a existir a falta de controle com a formação de nitratos que provocam problemas no ciclo do nitrogênio da água. 
Na sua apresentação, bastante extensa, ele traça uma linha que une pontos importantes para a compreensão quanto à complexidade do sistema social responsável pela poluição do Guaíba e de estuários de diversas partes do planeta.

Confira, aqui, o vídeo com a gravação das palestras.

Diretor do Dmae considera que episódio envolvendo a poluição do Guaíba está encerrado. Será?

Para o diretor geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Antônio Elisandro de Oliveira, que assistiu às palestras e foi convidado para compor a mesa junto aos palestrantes no momento de abertura dos debates, o episódio envolvendo a poluição pela empresa Cettraliq está encerrado. 
Causou espanto aos participantes do evento - palestrantes, organizadores e plateia - a afirmação de que os órgãos ambientais responsáveis pelo licenciamento da empresa já haviam sido alertados sobre o problema e não tomaram providências para evitar que a fonte poluidora continuasse contaminando a água que abastece a população de Porto Alegre e cidades próximas. "Nós dissemos aos órgãos ambientais, desde o início, que esta empresa já deveria ter sido interditada", relatou Oliveira. Segundo o diretor geral do Dmae, "esta empresa está há oito ou dez anos poluindo o nosso manancial".

A poluição do Guaíba não é novidade, já faz parte da vida dos porto-alegrenses há décadas. Muitos moradores da capital gaúcha nunca tiveram o prazer de conhecer o rio-lago com águas limpas. Famoso pelo seu espetacular pôr-do-sol, as águas do estuário são mal administradas por sequências intermináveis de administrações municipais e do Estado gaúcho.  

Areia perigosa

A ameaça apresentada pela ofensiva econômica das mineradoras sobre o Guaíba é outro ponto que foi abordado no evento e que merece muita atenção por parte da população e das entidades preocupadas com a manutenção da qualidade da água do estuário. Segundo especialistas, o revolvimento da areia do fundo do Guaíba pode causar a contaminação da água superficial que é captada para o consumo das comunidades. Nesse ponto, o estreitamento de interesses econômicos privados e os reflexos sobre as decisões de agentes políticos em cargos de decisões no Executivo precisam ser monitorados exaustivamente.

O silêncio de quem deveria se manifestar

No mês de julho, a Agapan encaminhou cartas à administração pública municipal e ao governo do Estado gaúcho, cobrando ações para enfrentar os problemas que estavam sendo relatados por moradores de Porto Alegre. Só o Dmae se manifestou. 
No mesmo mês, a entidade publicou carta aberta cobrando o envolvimento da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Silvana Covatti, da secretária Ana Pellini (Sema), do presidente da Câmara de Vereadores, Cássio Trogildo, do Ministério Público Estadual e, novamente, da administração municipal de Porto Alegre na questão. Só o Dmae se manifestou.

A Agapan entende que a questão da poluição do Guaíba não pode ser encarada como um caso pontual. Há um modelo de desenvolvimento insustentável que há décadas permeia as decisões dos gestores públicos, em todas as esferas governamentais, que têm os olhos fechados para as questões ecológicas, essenciais para a manutenção da vida.
Enquanto o valor ecológico for suplantado pelo valor econômico, várias outras empresas continuarão poluindo, e as soluções paliativas nunca serão suficientes para resolverem a origem maior dos problemas de poluição ambiental, que colocam em constante risco a saúde pública e a qualidade de vida das populações. 

Imprensa Agapan

20 julho 2016

Pedimos ações urgentes para despoluir o Guaíba

Imagem: Arte sobre Google Mapas



A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) enviou, nesta quarta-feira (20), ao Ministério Público Estadual e a autoridades representantes de diversos órgãos públicos do RS uma carta cobrando ações em relação à poluição e à origem das alterações no cheiro e no sabor da água em Porto Alegre

Confira abaixo.


Diretor Geral do Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre
Sr. Antônio Elisandro de Oliveira

Secretária Estadual do Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul
Sra. Ana Pellini

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do RS
Sra. Silvana Covatti - Deputada Estadual

Presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre
Sr. Cassio Trogildo - Vereador

Promotor do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul
Sr. Alexandre Sikinowski Saltz - Promotoria de Justiça e Defesa do Meio Ambiente



Diante das notícias informando que os resultados de análises laboratoriais não identificaram as causas do mau cheiro e do gosto ruim da água captada e distribuída em alguns pontos da cidade de Porto Alegre;

• Considerando que é de conhecimento público e de caráter irrefutável o lamentável estado de poluição do Guaíba;
• Considerando o reconhecimento público por parte de autoridades do Município de Porto Alegre e do Estado do RS de que não existe apenas uma fonte poluidora e que são muitos os pontos de contaminação da água do Guaíba;
• Considerando a notícia de que o Dmae “já deu início ao processo de licenciamento ambiental junto à Fepam” (Correio do Povo. 19.07.2016) para instalar um novo ponto de captação de água no rio Jacuí e que o custo da obra será de R$ 150 milhões.

Requeremos aos órgãos supracitados os encaminhamentos necessários, a partir de seus respectivos âmbitos de competência e obrigações estatutárias, no sentido de:

1 - Intensificar a fiscalização para reconhecer todos os pontos contaminantes e substâncias poluidoras do Guaíba;
2 - Realizar análise para identificar a presença de Dioxinas e Furanos em todos os pontos de contaminação, incluindo - especificamente - o local de descarte de efluentes tóxicos da fábrica CMPC - Celulose Riograndense, localizada no município de Guaíba, que descarta seus rejeitos químicos industriais na água, via um duto direcionado para Porto alegre;
3 - Suspender, em caráter emergencial, toda e qualquer atividade potencialmente poluidora que intensifique a poluição da água consumida pela população de Porto Alegre e demais cidades impactadas pela poluição de suas águas;
4 - Multar todas as empresas poluidoras para que os recursos advindos desses procedimentos formem um fundo, que financiará os processos e obras necessárias para devolver a balneabilidade das águas, e sirvam como instrumento pedagógico;
5 - Estabelecer um fundo que possa contribuir para minimizar danos e fortalecer processo de fiscalização;
6 - Destinar os R$ 150 milhões disponibilizados para a troca de ponto de captação de água a projetos de educação ambiental e em ligações de esgotos domésticos à rede municipal em bairros que necessitam de tais investimentos. 
7 - Investigar, através de Inquérito Civil Público, a responsabilidade criminal dos poluidores e possíveis omissões de agentes públicos por crime ambiental e contra a saúde pública.

Por fim, declaramos não considerar digno de uma sociedade civilizada ter que abandonar um ponto de captação de água, trocando-o por outro mais distante e oneroso, pela simples razão de não conseguir manter o avanço da poluição sobre o nosso mais importante recurso hídrico. Trocar ponto de captação é ser conivente com os poluidores. Sendo essa a única resposta que o poder público considera capaz de dar à nossa comunidade, exigimos que, no mínimo, os custos sejam pagos por quem polui e não pelos contribuintes, visto que a nossa população já paga todos os meses pelo direito de consumir água limpa e de boa qualidade.

Na expectativa - enquanto entidade ambientalista que defende, há mais de 45 anos, “a vida sempre em primeiro lugar” e enquanto cidadãos de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul - de ter nossas solicitações apreciadas e atendidas para que não tenhamos, muito em breve, nosso Guaíba irreversivelmente poluído e sem condições de abastecer a população, subscrevemo-nos.


Porto Alegre, 20 de julho de 2016.


Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural


Fonte: Imprensa Agapan


Repercussão na imprensa:




Notícia relacionada:

15 julho 2016

Água | Agapan cobra soluções para a poluição do Guaíba

Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
"Qual a magnitude de acidentes, em termos de saúde pública, estão esperando acontecer para que seus governos venham a tomar alguma providência sensata nesta questão, visto que os rios Sinos, Gravataí e Caí, industrialmente impactados, também somam nessa triste conta de poluição ambiental?"

O vice-presidente da Agapan, Roberto Rebes Abreu, e o secretário-geral da entidade, Heverton Lacerda, entregaram nesta sexta-feira (15) ao prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, uma carta cobrando providências em relação à qualidade da água do Guaíba.
O secretário do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), Elisandro de Oliveira, participou da reunião e ficou encarregado de dar um retorno à Agapan e à comunidade sobre os questionamentos e solicitações encaminhadas.
A carta também é endereçada ao governador José Ivo Sartori e será protocolada no Palácio Piratini na segunda-feira, 18.

Confira, abaixo, a íntegra do documento:


Carta aberta ao Governador e ao Prefeito


Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Rio Grande do Sul
Sr. José Ivo Sartori

Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal de Porto Alegre
Sr. José Alberto Reus Fortunati


15 outubro 2015

Coletivo em defesa da orla do Guaíba realiza atividades

Via EcoAgência

Foto: Maria Melgarejo
Nessa segunda-feira (12), o coletivo A Cidade que Queremos – A Defesa da Orla, que reúne entidades e movimentos críticos às obras previstas pela Prefeitura de Porto Alegre para a revitalização da orla do Guaíba, realizou a primeira atividade conjunta. Representantes de grupos e entidades como Cais Mauá de Todos, Ocupa Cais Mauá, Rede Minha Porto Alegre, Defesa Pública da Alegria, Mobicidade, Agapan e Mogdema distribuíram panfletos informativos aos pedestres ao longo da Avenida Beira-Rio e conversaram sobre o projeto. O evento também contou com a presença de integrantes da Associação de Reciclagem Ecológica da Vila dos Papeleiros (Arevipa).

02 junho 2015

Segunda-feira, dia 8, tem Agapan Debate sobre água e ar


Fundamentais para a nossa sobrevivência, água e ar são temas do próximo Agapan Debate, que acontece no dia 8 de junho, segunda-feira, no auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Ufrgs (Fabico). Com entrada gratuita, o debate iniciará às 19h e terá a mediação do consultor ambiental e conselheiro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) Beto Moesch. As palestras são Conhecendo a qualidade do ar da nossa cidade e Qualidade e proteção das águas no RS: desafios para gestão.

Durante o debate, os impactos da ação humana sobre esses importantes recursos naturais serão analisados pelos professores Claudia Ramos Rhoden e Jackson Müller.

Claudia Ramos Rhoden é farmacêutica, mestre em Farmacologia pela Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) doutora em Ciência Biológicas: Fisiologia (UFRGS) e pós-doutora pela Harvard University. Atualmente, Claudia é professora do Departamento de Farmacociências da UFCSPA e responsável pelo Laboratório de Poluição Atmosférica da da UFCSPA.

Jackson Müller é biólogo, professor da Unisinos nos cursos de Ciências Biológicas, Gestão Ambiental e Engenharia Ambiental e da Pós-Graduação em Direito Ambiental da Universidade de Caxias do Sul. Foi diretor e secretário de Meio Ambiente em Estância Velha e Novo Hamburgo, e chefe de planejamento e diretor técnico da Fepam. Tem livros e artigos publicados. É doutorando em Diversidade e Manejo da Vida Silvestre pela Unisinos, com ênfase em serviços ecossistêmicos.

Beto Moesch que vai mediar o debate, é advogado, consultor e professor de Direito Ambiental. Coordenou a elaboração das leis ambientais do RS, como o Código Estadual do Meio Ambiente. Foi secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre e, por três mandatos consecutivos, foi vereador em nossa cidade. 

Informações

Assessoria de Imprensa da Agapan
Jornalistas Adriane Bertoglio Rodrigues - 51-9813-1785 
Heverton Lacerda - 51-9862-7228

14 abril 2015

Água ou areia?

A resposta para esta questão é bastante elementar, principalmente se a pergunta estiver relacionada à importância que cada uma das opções tem para a vida. “A vida sempre em primeiro lugar” é o lema da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Ele agrega, de forma concisa, o sentimento dos integrantes da entidade ambientalista que há 44 anos luta para defender a preservação do ambiente natural, da qualidade de vida, do ar puro, das águas limpas, das possibilidades de continuidade da vida no planeta. 

Água é vida. Portanto, preservar a água é possibilitar a vida. A nossa dependência em relação à água é vital. Não há alternativas consideráveis para substituí-la atualmente. 

A área da construção civil de Porto Alegre reclama da falta de areia. É um sério problema que precisa ser solucionado. O nó da questão é que a extração de areia impacta os nossos recursos hídricos, que abastecem a população de Porto Alegre e cidades da região com um bem essencial, que não pode faltar: a água. Se, de alguma maneira, a atividade de extração de areia ameaçar a qualidade da água e a integridade do Guaíba e do Jacuí, não há dúvida sobre qual desses dois elementos deve ser priorizados: a água, fundamental à vida. 

Para que tenhamos água limpa, natural e de boa qualidade ao nosso alcance é necessário preservarmos os nossos mananciais, rios, lagos, nascentes. Desta forma, estaremos fazendo a nossa parte de seres inteligentes, como os demais que não degradam suas próprias alternativas de sobrevivência. 

Neste sentido, é louvável a coerente atitude do Ministério Público do RS (MP), que, través da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, recomendou à secretária estadual Ana Pellini que não sejam emitidas licenças para extração de areia e pesquisas no Guaíba até que o zoneamento ambiental do mesmo seja aprovado. A recomendação do MP ocorreu após a secretária manifestar que iria liberar a atividade de extração para uma empresa, a qual não quis identificar, conforme publicado na edição impressa do Correio do Povo no dia 18 de março e encaminhada pela Agapan à Promotoria ambiental. 


Heverton Lacerda - jornalista e secretário-geral da Agapan 

(Publicado no jornal Correio do Povo do dia 14.04.2015)

08 outubro 2013

Agapan acompanha apresentação de proposta para Museu das Águas

Realizada no dia 2 deste mês na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS), em Porto Alegre, reunião apresenta detalhes para a construção do Museu da Águas (Musa).

Luiz Antonio Grassi, componente da Comissão Pró-Musa, apresentou o histórico e as justificativas para a construção do Museu. Veja aqui a matéria publicada no site do IAB. Bem como os arquitetos Marcelo Allet e Giovana Becker.

Segundo a dirigente da Agapan, Vanessa Melgare, que participa da equipe de criação do Museu das Águas representando a Associação e esteve presente na reunião do dia 2, o projeto ainda precisa evoluir no sentido de contemplar ainda mais a parte ecológica e de educação ambiental. Conforme a ambientalista, “o Museu das Águas deverá atuar como um mediador do encontro entre a ecologia e a cidadania, sendo um promotor da reflexão de nossos modelos de vida na cidade e no campo”.

Em 05 de julho de 2010 a proposta do Museu das Águas sendo apresentada
ao oceanógrafo e ambientalista Jean-Michel Cousteau no Salão Nobre
da Reitoria da UFRGS. Foto: Cesar Cardia

Um dos principais pontos a ser definido pelo projeto trata sobre o local onde o Museu será construído. Para a Agapan, a localização do Musa não deve ser a orla do Guaíba, pois o local é um ambiente de contemplação das águas do rio, da vegetação, da fauna, das ilhas, e do pôr-do-sol. O Museu das Águas, conforme Vanessa, “será um gerador ecológico de reflexões sobre o Planeta que queremos agora e para depois."

Segundo a conselheira da Agapan Zorávia Bettiol, coordenadora do grupo, "ainda dependemos da definição da prefeitura para o terreno. Sem esta definição não iremos conseguir lançar o regulamento para o concurso público do projeto arquitetônico, a ser elaborado pelo IAB-RS. Precisamos que a Prefeitura cumpra com sua promessa e grave o local para o Museu", afirma a conselheira.

01 outubro 2012

Museu das Águas é o tema da próxima Terça Ecológica

O uso adequado das águas é vital para a continuidade da vida na terra. Na próxima terça-feira, dia 2 de outubro, às 19h, no auditório 2 da Fabico (rua Ramiro Barcelos, 2705), o Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul e Centro Acadêmico de Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia da UFRGS promovem um debate sobre a importância de um consumo consciente da água com a apresentação do projeto do Museu das Águas de Porto Alegre. A palestra será ministrada pela coordenadora do grupo de trabalho que elabora o projeto, a artista plástica Zorávia Bettiol. O evento é aberto ao público.

Link: Ecoagência Solidária de Notícias Ambientais