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08 outubro 2013

Agapan acompanha apresentação de proposta para Museu das Águas

Realizada no dia 2 deste mês na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS), em Porto Alegre, reunião apresenta detalhes para a construção do Museu da Águas (Musa).

Luiz Antonio Grassi, componente da Comissão Pró-Musa, apresentou o histórico e as justificativas para a construção do Museu. Veja aqui a matéria publicada no site do IAB. Bem como os arquitetos Marcelo Allet e Giovana Becker.

Segundo a dirigente da Agapan, Vanessa Melgare, que participa da equipe de criação do Museu das Águas representando a Associação e esteve presente na reunião do dia 2, o projeto ainda precisa evoluir no sentido de contemplar ainda mais a parte ecológica e de educação ambiental. Conforme a ambientalista, “o Museu das Águas deverá atuar como um mediador do encontro entre a ecologia e a cidadania, sendo um promotor da reflexão de nossos modelos de vida na cidade e no campo”.

Em 05 de julho de 2010 a proposta do Museu das Águas sendo apresentada
ao oceanógrafo e ambientalista Jean-Michel Cousteau no Salão Nobre
da Reitoria da UFRGS. Foto: Cesar Cardia

Um dos principais pontos a ser definido pelo projeto trata sobre o local onde o Museu será construído. Para a Agapan, a localização do Musa não deve ser a orla do Guaíba, pois o local é um ambiente de contemplação das águas do rio, da vegetação, da fauna, das ilhas, e do pôr-do-sol. O Museu das Águas, conforme Vanessa, “será um gerador ecológico de reflexões sobre o Planeta que queremos agora e para depois."

Segundo a conselheira da Agapan Zorávia Bettiol, coordenadora do grupo, "ainda dependemos da definição da prefeitura para o terreno. Sem esta definição não iremos conseguir lançar o regulamento para o concurso público do projeto arquitetônico, a ser elaborado pelo IAB-RS. Precisamos que a Prefeitura cumpra com sua promessa e grave o local para o Museu", afirma a conselheira.

11 agosto 2012

Encontro com filósofo Thomas Kesselring

Thomas Kesselring na Agapan - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
Dia 9 de agosto na AGAPAN:
A educação é tudo. Foi com essa afirmação que o filósofo suíço Thomas Kesselring respondeu a diversos questionamentos – que envolveram desde manipulação transgênica a educação ambiental – durante encontro na sede da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), em Porto Alegre.
Thomas Kesselring na Agapan - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
Thomas Kesselring criticou o que considera um “endeusamento” das tecnologias no ensino. “Criança precisa se mexer, ser estimulada, isso é tão importante quanto aprender a ler e escrever – e não tem nada a ver com aparelhos eletrônicos”.
Thomas Kesselring na Agapan - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
Segundo Kesselring, as tecnologias são importantes, mas é necessário saber utilizá-las. "Para aproveitar as ferramentas, as crianças têm que dominar símbolos, linguística, isso é essencial para dominar as inovações", afirma. Ele defendeu, ainda, a inclusão de disciplinas como filosofia, artes e música desde cedo no currículo escolar, para que crianças desenvolvam a criatividade e o pensamento crítico. "É preciso alfabetizar também emocionalmente", completou.
Thomas Kesselring na Agapan - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
O filósofo ressaltou o papel da educação, sobretudo, na formação do cidadão. "Tudo começa com o ensino. Os conceitos de ética, de moral, podem parecer complexos, mas se resumem, muitas vezes, a respeito mútuo. Se as pessoas não têm conhecimento, esses conceitos ficam mais complicados, e a ideia de contar dinheiro parece mais simples", criticou.
Thomas Kesselring na Agapan - Foto: Sandra Ribeiro/AGAPAN
Fonte: Portal Terra
Tecnologia não deve ser ‘endeusada’ no ensino, defende filósofo

13 novembro 2011

Presidente da Agapan lança manual de sobrevivência na Feira do Livro em Porto Alegre



É nesta segunda-feira, dia 14 de novembro, o lançamento do livro "Ecoalfabetização: manual de sobrevivência em um planeta em extinção”. De autoria de Francisco Milanez, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), o livro reúne 57 artigos e é dirigido a jovens. Seu lançamento, na Praça dos autógrafos da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, às 19h30, integra as comemorações de 40 anos da Agapan, a mais antiga entidade ambiental do Brasil e da América Latina. Antes, às 17h30, na sala dos Jacarandás do Memorial do RS, haverá debate sobre Alfabetização Ecológica, com a presença do escritor Carlos Urbim,  da professora e ex-presidente da Agapan, Edi Fonseca e Francisco Milanez.

Durante os quase 40 anos de militância, Milanez acumulou experiência, demonstrada em seus artigos, sobre as diversas questões ambientais, como agrotóxicos, consumo, teoria de Gaia, desenvolvimento sustentável, reciclagem, situação dos animais nos zoológicos, energia nuclear, clima, arborização, alimentação, cultura indígena. “É um livro para jovens”, diz, ao defender que, “fazendo as escolhas certas, ainda dá pra se viver muito bem nesse planeta. Para isto temos que saber quais são os desafios. Por isso um manual de sobrevivência”.

Francisco Milanez milita no movimento ambientalista desde a fundação da Agapan. É biólogo, arquiteto, terapeuta e, pela quarta vez, preside a Agapan, fundada em 27 de abril de 1971. Editado pela EdiPucRS, este é seu primeiro livro e será vendido a R$ 14,00.

17h30 - Debate: Alfabetização Ecológica
Local: Memorial do RS/ Sala dos Jacarandás
Praça da Matriz

19h30 - Sessão de Autógrafos:
Local: Praça dos autógrafos da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre,
Praça da Matriz- Porto Alegre-RS


Informações:
Assessoria de Imprensa da Agapan
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

30 agosto 2011

Por uma Educação para o Desenvolvimento Sustentável

Foto Dulce Helfer

Atualmente vivemos muitos desafios simultâneos. Temos grandes crises na economia, na saúde, na segurança, no ambiente, nos valores, na educação. Cada uma delas seria o suficiente para que gastássemos muita energia, juntas uma alimenta a outra e fica bem mais complicado. O fato é que estamos passando para uma nova era onde não mais poderemos fingir que resolvemos as questões isoladamente como sempre fizemos no passado, sem nunca realmente solucionarmos nada e sempre postergarmos.

Este é o desafio que nos traz o desenvolvimento sustentável, já que fica evidente a crise ambiental que põe em risco a vida no planeta e nos obriga a um novo tipo de desenvolvimento que não só pare a destruição como também reconstrua muito do que já foi destruído.

Para “inventarmos” um desenvolvimento assim temos que corrigir os erros que nos levaram ao estado atual de risco. O maior deles é a desconexão do conhecimento fruto da fragmentação dos conhecimentos e de nossa incapacidade de utilizá-los de forma unificada. Sempre simplificamos olhando apenas alguns dos aspectos de uma questão e com isto perdemos a visão do todo e a capacidade de administrá-lo também.

Entre os milhares de desafios que se apresentam através do desafio central de por em prática este novo tipo de desenvolvimento que permita mantermos ou melhorarmos a qualidade de vida na terra estão: a busca de novas formas de produção da energia, novas formas de produção de bens, novos materiais sustentáveis e menos poluentes, novas formas de inclusão social, novos valores, novos transportes, novas formas de produzir alimentos saudáveis. Nenhum destes gigantes desafios se compara ao de articular todos os demais desafios em soluções uníssonas e viáveis.

Para que consigamos pessoas que desenvolvam esta nova visão integrada necessitamos rever a forma de produzi-las, a educação. É urgente que se inicie um grande movimento de construção desta nova educação a ecopedagogia, a educação para o desenvolvimento sustentável. O desafio é ainda maior porque temos que preparar as pessoas para algo que não fomos preparados e portanto, o caminho tem de ser construído ao mesmo tempo em que caminhamos. Se por um lado é um imenso desafio por outro é uma gigantesca possibilidade de aprendermos muito mais sobre como viver em harmonia com nosso meio e, com todas as mudanças que se farão necessárias quem sabe reencontramos a fonte de nossa própria harmonia.

Fica para os professores, como sempre, a tarefa mais dura e mais linda a de ensinar aprendendo esta nova lição.

Francisco Milanez professor, biólogo, arquiteto, escritor e ambientalista é presidente da AGAPAN (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural) primeira entidade da luta ecológica brasileira, completando 40 anos em abril de 2011 .