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23 agosto 2011

A grande vitória do NÃO à edifícios comerciais na Orla do Guaíba, em 2009

Clique na imagem para ampliar.
Campanha em vídeo produzido pela Casa de Cinema.

Motivos para votar no "Não"


Neste dia 23 de agosto comemora-se a vitória do NÃO na consulta pública sobre as alterações no regime urbanístico da Ponta do Melo, promovidas pela maioria da Câmara Municipal de Porto Alegre.

Com a alteração do regime urbanístico naquele local seria possível a construção de espigões residenciais na área do antigo Estaleiro Só.

Foi mais uma grande vitória da consciência ecológica e da cidadania de Porto Alegre.

FRENTE do NÃO:
•AGAPAN – ASSOCIAÇÃO GAUCHA DE PROTEÇÃO AO AMBIENTE NATURAL
•AMA – ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES E AMIGOS DA AUXILIADORA DE PORTO ALEGRE
•AMBI – ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BAIRRO IPANEMA
•ASCOMJIP – ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA JARDIM ISABEL
•AMOVITA – ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DA VILA SÃO JUDAS TADEU
•ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO CENTRO DE PORTO ALEGRE
•CCD – CENTRO COMUNITÁRIO DE DESENVOLVIMENTO DA TRISTEZA, PEDRA REDONDA, VILA CONCEIÇÃO E ASSUNÇÃO
•NÚCLEO AMIGOS DA TERRA/BRASIL
•ONG SOLIDARIEDADE
•SIMPA – Sindicato Municipários de Porto Alegre
•SINDIBANCÁRIOS – Sindicato dos Bancários
•SINDICATO DOS SOCIÓLOGOS DO RIO GRANDE DO SUL
•MOVIMENTO EM DEFESA DA ORLA DO RIO GUAÍBA (Integrantes: •AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural •Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho •AMABI – Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Independência •AMBI – Associação dos Moradores do Bairro Ipanema •ASCOMJIP – Associação Comunitária Jardim Isabel •AMOVITA – Associação dos Moradores da Vila São Judas Tadeu •Associação de Moradores do Centro •Movimento Viva Gasômetro •Associação Moinhos Vive •CMVA – Conselho Gestor dos Moradores da Vila Assunção •Associação dos Moradores da Cidade Baixa •AMOBELA – Associação dos Moradores da Bela Vista •Conselho Popular do Partenon •Conselho de Usuários do Parque Farroupilha •CCD – Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vila Conceição e Assunção •CEUCAB/RS – Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros do RS •AMSC – Associação dos Moradores do Sétimo Céu •AMATRÊS – Associação dos Moradores do Bairro Três Figueiras •AMA – Associação dos moradores da Auxiliadora •AMACHAP – Associação dos Moradores do Bairro Chácara das Pedras) •NAT/Brasil – Núcleo Amigos da Terra •ONG Solidariedade)

Apoios:
•Casa de Cinema de Porto Alegre •NEJ/RS – Núcleo de Ecojornalistas do RS •Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico •IAB/RS – Instituto de Arquitetos do Brasil/Departamento do RS •Grafar – Grafistas Associados do Rio Grande do Sul •Associação Profetas da Ecologia •Devoção Senhora das Águas •Pastoral da Ecologia •Associação Comunitária do Campo da Tuca •AMFA – Associação de Moradores Fim da Linha do Alameda – Bairro São José •Comissão de Moradores da Rua da Represa – Bairro São José •Associação Clube de Mães Batista Xavier – Bairro Partenon •Associação de Moradores Quinta do Portal – Bairro Lomba do Pinheiro •Associação de Moradores da Vila São Pedro – Bairro Partenon •Associação de Moradores Estrela Cristalina – Bairro Partenon •Associação de Moradores Paulino Azurenha – Bairro Partenon •Pequena Casa da Criança – Vila Maria da Conceição •MEP – Movimento Ecológico Popular

Fonte: Gonçalo de Carvalho

10 junho 2011

Crime de destruição da Sede da Agapan tramita na Delegacia Estadual de Meio Ambiente


Manifestações de apoio, como a prevista para este sábado, 11, em Porto Alegre, fortalecem projetos da Entidade.

O crime de invasão e destruição da Sede da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), que aconteceu na última segunda-feira, dia 6, provocou questionamentos e muitas manifestações de apoio. A concessão, por parte da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio (Smic), de um alvará de funcionamento de uma pizzaria, numa área pública, cedida para uso da Agapan por tempo indeterminado, gerou a instalação de uma sindicância na Prefeitura, foi revogado o alvará da Peruzzato & Kindermann, e aberto inquérito policial criminal junto à Delegacia Estadual de Meio Ambiente. A delegada Elisângela Reghelin assumiu o caso e desde quarta-feira, 8, está ouvindo o depoimento dos envolvidos.

"Já ouvi o secretário Valter Nagelstein (Smic), o arquiteto da Agapan, José Guilherme Fuentefria, que foi o primeiro a chegar no local após o aviso da destruição, e intimei os empresários acusados para depor sobre esse crime", disse a delegada. Elisângela também destaca que o alvará da Smic se refere ao funcionamento da atividade e não à destruição de uma construção. "O banco de dados da Prefeitura é administrado pela Secretaria da Fazenda e, por mais que a própria Prefeitura tenha concedido Termo de Permissão de Uso para a Agapan, não constava restrição ao imóvel", explica, ao antecipar que a Secretaria de Obras (Smov) é que liberar ordens de demolição, "jamais da forma como aconteceu", diz Elisângela.

SOLIDARIEDADE

Para os associados da Agapan, é evidente a falha técnica e administrativa na concessão de alvarás pela Prefeitura. "Entendemos que o ato não foi contra a Agapan. Fomos vítima de estelionato, de má fé, por parte desses empresários, que geraram esse crime contra nosso patrimônio", defende Eduardo Finardi, presidente da ONG. Ele explica que todos os associados exercem militância de forma voluntária e que a entidade não tem recursos financeiros para a construção de uma nova sede. "As lideranças da Prefeitura têm demonstrado solidariedade, gestionando a reparação do dano", destaca Finardi, ao antecipar que a Agapan pretende agilizar o projeto de construção da nova sede, a partir de um anteprojeto, já desenvolvido pela entidade, a partir de técnicas de sustentabilidade. "Como estamos sem sede, precisamos acelerar esse processo, inclusive realizando campanha de doações", observa.

Neste sábado, dia 11, a partir das 10h, vários representantes de entidades e simpatizantes da causa ambiental vão se encontrar na Feira Ecológica da José Bonifácio, bairro Bom Fim, para uma caminhada de apoio à Agapan, até a sede da entidade, na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, número 420, esquina com a Praia de Belas. A manifestação pública e simbólica sairá da frente da Igreja Santa Terezinha e culminará com o plantio de uma árvore nativa na área da sede da Agapan, destruída um dia após o Dia Mundial do Meio Ambiente. O apoio à Agapan é realizado pelo PSol, PV, Apedema, Ingá, Movimento em Defesa da Orla do Guaíba, Amigos da Gonçalo, Núcleo de Ecojornalistas, Fórum em Defesa do Código Florestal, entre outras entidades e indivíduos que lutam pela preservação do ambiente. O ato acontece também em repúdio à aprovação do Código Florestal.

Já na quarta-feira, dia 15, está prevista reunião, no Gabinete da Presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, com a presença de representantes da Prefeitura, CEEE, Receita Federal e Agapan. O objetivo é conhecer o processo de concessão de alvarás pela Prefeitura e priorizar melhorias.

O Termo de Permissão de Uso por tempo indeterminado foi concedido para a Agapan em 13 de julho de 2004, assinado pela então presidente da Agapan, Edi Fonseca, e pelo procurar Geral do Município, Rogério Favreto, e publicado no Diário Oficial de Porto Alegre na edição de número 2302, de 15 de julho de 2004.

 

Informações

Assessoria de Imprensa da Agapan/RS

Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

09 dezembro 2010

Participe do Círculo de Cultura do Clima na Redenção, dia 12/ Dezembro 17 hs domingo


Círculo de Cultura do Clima

No próximo domingo vamos realizar um encontro do Circulo de Cultura do Clima,
no Parque da Redenção às 17 horas no Monumento ao Expedicionário.

Você está convidado a participar!
Traga sua família e amigos.

Organização: AGAPAN, Redes Cria de Gaia, Educadores Ambientais de Porto Alegre.


Apoio:
Greenpeace
Movimento em Defesa da Orla

14 outubro 2010

Movimento em Defesa da Orla contesta discussão local sobre a Orla do Guaíba

Carta à Cidadania será distribuída durante evento promovido pela Prefeitura.

O Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba alerta a população de que é do Estado a competência de gerenciar este manancial hídrico, “especialmente com relação à sua orla”, destaca, em Carta Aberta à Cidadania. O documento será distribuído na manhã desta quinta-feira, dia 14 de outubro, durante Seminário Internacional Porto Alegre de Frente para o Guaíba, promovido pela Prefeitura, no Centro de Eventos da PUC, que encerra hoje. A Carta cita a Resolução Conama n. 303/2003, que regulamenta o Código Florestal Brasileiro, reiterado pelo Código Estadual do Meio Ambiente do RS, e “ressalta um problema cujo risco de ocorrência é razoável, dado o histórico de atropelos no desenvolvimento urbano da nossa capital, e que pode comprometer, desde o início, todos os esforços envidados para uma discussão séria do tema”.

“Assim sendo, nenhuma iniciativa de planejamento urbano que diga respeito à Orla do Rio Guaíba, gerando impactos relevantes a este bem ambiental, deve ser feita exclusivamente pelo Município de Porto Alegre, devendo, em verdade, ser articulada pelo Estado do Rio Grande do Sul, com a participação do Município”, cita o documento.

Os integrantes denunciam ainda um exemplo recente do que consideram o (des)planejamento urbano. “A Portaria n. 59, de 23 de abril de 2009, que Constitui Comitê Gestor Específico para Análise das Áreas de Interesse Cultural no Município de Porto Alegre, autoriza a este grupo modificar regimes urbanísticos de Áreas de Interesse Cultural”. Para o Movimento, “a Prefeitura age de forma temerária ao editar ato normativo de hierarquia inferior autorizando supressão de bens ambientais culturais”. Em Carta, o Movimento defende a ampla participação popular na discussão de temas como o sistema viário e a Orla do Guaíba.

“Propomos mudanças dessas práticas, a começar pela criação do Conselho da Cidade (uma obrigação legal prevista no Estatuto da Cidade) e a incorporação efetiva dos movimentos sociais que participaram do Fórum de Entidades neste conselho, e que integrem o Plano Diretor da cidade”.

Assessoria de Imprensa
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

20 agosto 2010

Domingo, Movimento em Defesa da Orla do Guaíba comemora um ano do NÃO

População lembra e comemora o NÃO à construção de residências na área do Pontal do Estaleiro.

A vitória do NÃO à ocupação residencial da Orla do Guaíba, em Consulta Pública realizada há um ano (dia 23 de agosto) em Porto Alegre, será comemorada no próximo domingo, dia 22, no Parque da Redenção, entre 10 e 14h. “Mesmo sem a obrigatoriedade do voto e sem propagandas de esclarecimento, mais de 18 mil pessoas, de um total de 22 mil eleitores que foram às urnas naquele domingo de agosto, disseram NÃO à proposta de construir prédios residencias na área às margens do Guaíba”, lembra Cesar Cardia, cartunista e coordenador do Grupo de Comunicação do Movimento em Defesa da Orla do Guaíba.

A concentração para a comemoração será às 10h, entre o Colégio Militar e o Monumento ao Expedicionário. “Venha de camiseta do Movimento ou do Não, ou vista uma roupa preta ou verde”, conclama Cardia, ao destacar a importância da participação no Movimento. Caso chova, será adiada para outra data.


Em 2009, 80,7% dos eleitores que participaram da Consulta Popular votaram NÃO ao projeto imobiliário Pontal do Estaleiro, que previa construir espigões na Orla do Guaíba. “Pela primeira vez, era dado à população o direito de decidir o futuro de uma área da cidade: pela construção ou não de residências no Pontal do Melo”, destaca o urbanista Nestor Nadruz, conselheiro da Agapan, ao analisar como “importante a vitória da cidadania e da participação popular na cidade, dando um belo exemplo que estimula ações semelhantes inclusive fora de nosso país”.

Inúmeras entidades, especialmente ambientalistas e associações de moradores, uniram-se e resistiram a uma mudança da legislação municipal que beneficiaria apenas a especulação imobiliária. Pressionado pela opinião pública, o Executivo Municipal foi obrigado a alterar a lei prevendo um referendo, depois alterado na Câmara para Consulta Pública, sem obrigatoriedade de voto e sem espaço de propaganda que esclareceria a população sobre o que estariam decidindo.

“Com a colaboração de muitos, as entidades da cidadania fizeram panfletos, cópia xerox, cartazes, banners, mandavam e-mails, pediam divulgação na internet e conseguiram aquilo que o poder econômico não queria: 80,7% dos cidadão que sairam de casa para votar disseram Não aos Espigões na Orla!”, lembra Sandra Ribeiro, da Associação dos Moradores do Bairro Ipanema.

DATA ESTÁ NA HISTÓRIA DE PORTO ALEGRE

23 de agosto de 1808, a cidade de Porto Alegre é oficialmente criada, desmembrando-se de Viamão. Por um decreto do Príncipe Regente D. João, o povoado de Porto Alegre, fundado em 1772, foi elevado à vila. Um momento importantíssimo na história de nossa cidade, que cresceria muito nos tempos que viriam. Trecho do decreto: “Alvará de 23 de Agosto de 1808. Erige em Villa a povoação de Porto Alegre e crea nella o logar de Juiz de Fóra. Eu o Principe Regente faço saber aos que o presente Alvará com força de lei virem, que havendo-me sido presente o augmento de povoação e riqueza, em que estava o logar de Porto Alegre no Continente do Rio Grande de S. Pedro, por effeito da prosperidade da sua agricultura e commercio; e quanto convinha ao meu real serviço, e ao bem commum dos meus fieis V assallos habitantes delle, que a justiça não fosse administrada por Juizes leigos, que por falta de conhecimentos das minhas leis, e por mais sujeitos às paixões de affeição, ou odio, não cumprem as obrigações inherentes aos seus cargos com a necessaria exactidão e imparcialidade”.

Informações

Movimento em Defesa da Orla do Guaíba

Imprensa

Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

Agapan

26 janeiro 2010

Convite: dia 28 de Janeiro: na Usina do Gasômetro - 15 horas




Movimento em Defesa da Orla do Guaíba realizará um Manifesto no Fórum Social Mundial, as 15 horas do dia 28 de janeiro, (quinta-feira) na Usina do Gasômetro.


Vamos defender que a Orla do Guaíba seja PARA SEMPRE PÚBLICA.

Mais respeito ao que é público, pois é de todos!!! E vale muito!!!

Esperamos você lá!

25 dezembro 2009

Vereadores de Porto Alegre descumprem leis que eles mesmos votam

O povo sentado assistindo a Votação e as nossas faixas do Movimento em Defesa da Orla.
Muitas pessoas vieram ver a Votação em plena véspera de Natal.
Mesa diretora da Câmara de Vereadores. Sebastião Mello e Paulo Odone.
Justino Chaplin fez a sua aparição com cartaz iluminado de luzes natalinas.
Empresários, Turtikian (Caixa Estadual - governo) , e vários vereadores: Adeli Sell, Engenheiro Comasseto, Ervino Besson, Haroldo de Souza
"Reunião ? " entre empresários e vereadores antes da votação.
Turtikian (Caixa Estadual), Nagelstein, secretário municipal de planejamento Bins Ely, Ervino Besson.


Vereadores de Porto Alegre descumprem leis que eles mesmos votam



Vejam o caso da Votação do "Projeto Cais do Porto", onde foram aprovados índices construtivos acima da 100 metros. No Plano Diretor 2009 votado a recém, a altura máxima permitida é de 52 metros.

O segundo erro visível dos vereadores: esqueceram da Consulta Pública realizada em agosto deste ano onde 18 mil pessoas votaram "Não!" às construções na Orla do Guaíba.








Foto: 21/12/2009 Votação do Cais do Porto
Eduino De Mattos / MOVIMENTO EM DEFESA DA ORLA DO RIO GUAIBA.


Comentários no Blog:
Somente serão publicados comentários assinados.

01 dezembro 2009

Reunião do Planejamento Urbanístico para Orla do Guaíba

Convite!


Reunião do Planejamento Urbanístico para Orla do Guaíba


Na primeira reunião na semana passada tivemos uma aula de cidadania e urbanismo.

Muitas contribuições e ideias para o desenho da alternativa cidadã para a Orla do Guaíba.

Nessa próxima reunião, contamos com a sua presença.

Dia 03 de Dezembro - ( Quinta-feira ) às 19 horas

Local: IAB RS na sala Multiuso

Rua General Canabarro, 363 esq. rua Riachuelo – Centro - Porto Alegre -RS

Já não é necessário ser naturalista para ver que nossas cidades são monstruosas.

Todos começamos a sentir que o que chamamos de “progresso” é, na verdade, uma corrida grotesca que nos torna cada dia mais neuróticos e desequilibrados. Necessitamos de compensações. O jardim pode ser uma destas compensações. Tivéssemos mais jardins públicos e privados, seria mais amena e menos embrutecedora a vida nas cidades.”


José Lutzenberger (ambientalista, agrônomo, fundador da AGAPAN e Fundação Gaia)

Entidades:

AGAPAN

Movimento em Defesa da Orla

ABES

AMA Auxiliadora

Amigos da Gonçalo de Carvalho

Associação Moradores do Centro

Fundação Gaia

IAB RS

ONG Solidariedade

SENGE




27 novembro 2009

Plano Diretor: chegou a hora decisiva para o meio ambiente!

Compareça à Câmara Municipal às 9 horas da próxima segunda-feira para defender a natureza!
Sua presença é fundamental!

Todos os porto-alegrenses desejam uma cidade mais ecológica e aprazível. Seja pela crise climática que impõe mudanças inadiáveis nos conceitos urbanísticos até então vigentes, seja pelo benefício visual e ambiental que a vegetação proporciona, seja pelo respeito a todas as formas de vida.

Na próxima segunda-feira, às 9 horas, durante a votação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA) de Porto Alegre, a população está conclamada a mobilizar-se em defesa de um instrumento fundamental para a sustentabilidade da Capital, que corre o risco de não ser aprovado caso a pressão imobiliária suplante a aspiração por um município mais humano.

Trata-se do projeto de lei do Executivo proposto no PDDUA que define a Área Livre Permeável (ALP). Ele consiste em uma porção do lote do terreno a ser vegetada, que deverá abranger, na maioria da cidade, 17% do espaço a ser edificado. Dentre alguns dos benefícios da ALP, está amenizar a temperatura, diminuir a poluição sonora e veicular, abrigar da fauna, cultivar espécies nativas, evitar alagamentos e valorizar o paisagismo.

Caso não seja possível atender ao percentual determinado, pode haver compensação com terraços e coberturas vegetadas (telhados verdes), pisos semipermeáveis (concregrama) e plantio de árvores fora do terreno. Ou seja, a proposta foi elaborada para equilibrar a construção civil e os princípios ambientais.


Emenda quer debilitar matéria

No entanto, a emenda 394, defendida pelo setor mercadológico, pretende precarizar esse expediente, descaracterizando seu conceito, ao revogar a tabela de percentuais estabelecida pela prefeitura e fixar em 10% a taxa de ALP, isentando-a em diversas situações, como, por exemplo, em propriedades menores de 1000 m², que são quase 90% dos imóveis da cidade.

Por isso, precisamos unir esforços para defender o projeto de lei da prefeitura e rejeitar a emenda 394!

(Veja no anexo estudo sobre o tema.)

Orla do Guaíba e Áreas de Interesse Cultural

O comparecimento de todos na próxima segunda-feira também é importante porque serão apreciadas as emendas que definem as Áreas de Interesse Cultural; a delimitação de faixa mínima de preservação de 60 metros na orla do Guaíba; e a fixação em 300 m2 de lote mínimo de terreno na Cidade Jardim (bairro Assunção e arredores).

Depois da presença na Câmara, compareçam na Casa dos Bancários para que possamos fazer uma reflexão sobre o que está ocorrendo. Leiam o convite do NatBrasil, abaixo.

Para refletir e debater sobre os 10 anos da Batalha de Seattle.

Onde estávamos no momento histórico do movimento antiglobalização?

Por onde andamos e como nos preparamos para incidir nos processos globais como a COP 15 do Clima em Copenhague?

E aqui, no Fórum Social Mundial ou no debate sobre os rumos do país num ano eleitoral?

É dia 30, segunda-feira, às 19hs no auditório do Sindibancários
(Rua General Câmara, 424/3º andar)

A entrada livre, te esperamos lá!

Amigos da Terra Brasil

27 agosto 2009

Porque NÃO!



por Carlos Gerbase* em 24 de agosto de 2009

Venceu o NÃO, de goleada: 18.212 x 4.362. O que isso significa? Legalmente, que está proibida a construção de residências na área do Pontal. O que é proibir muito pouco, dizem alguns. Concordo. Também dizem que a consulta deveria ser muito mais ampla. Concordo. Também dizem que a pergunta deveria ser algo assim: "Você, como cidadão de Porto Alegre, admite a construção de qualquer coisa que prejudique a orla do Guaíba, paisagística ou ecologicamente, em nome do progresso?"

Concordo que seria uma pergunta muito mais bacana. Mas não concordo que seja uma pergunta viável. Teríamos que, primeiro, determinar o que é uma construção "paisagística e ecologicamente prejudicial à orla". Também teríamos que determinar o que significa a palavra "progresso". Em outras palavras: teríamos que colocar o Plano Diretor da nossa cidade para ser amplamente debatido e depois referendado numa Consulta Popular. Talvez seja uma boa idéia! Alô, prefeito Fogaça, fica a sugestão. Aí, sim, teríamos uma discussão ecológica com repercussão mundial.

Por enquanto estávamos "apenas" discutindo as possíveis residências no Pontal. Pode parecer pouco, mas era muito. A vitória do NÃO era fundamental neste momento. Aprendi, faz tempo, que a política – durante um processo eleitoral – é a conquista de consciências, e que isso acontece no campo do imaginário, e não na fria racionalidade dos argumentos. Também aprendi que, sem emoção, o imaginário não existe. Isso explica a derrota e a goleada sofrida pelo SIM, que prometia "mais empregos" e "mais progresso".

Uma única bela imagem do pôr do sol derruba uma grande fila de argumentos racionais. Que bom! Foram exatamente a racionalidade, a modernidade, a crença no poder das máquinas e dos edifícios imensos que levaram a humanidade para esse beco sem saída que é o nosso planeta hoje. Cada vez mais, a racionalidade e a ciência precisam ser devidamente temperadas com a emoção e os sentimentos. Ou viveremos como máquinas em cidades construídas para máquinas.

A vitória do NÃO extrapola, e muito, o campo legal. É uma vitória que será citada milhares de vezes daqui pra frente. É uma vitória da noção de "ecologia" contra a noção de "progresso". Desconfio dos que enchem a boca para falar de progresso. Esse progresso que está aí não me serve. É um progresso para poucos. É um progresso bom para quem ganha dinheiro com especulação imobiliária, com latifúndios nos campos, com fábricas de alimentos envenenados, e depois vai curtir o final de semana num sítio bacana, cheio de verde, longe da cidade poluída que ajudou a construir. É um progresso péssimo para a maioria da população, que já aprendeu algumas coisas sobre promessas de empregos e de lugares bonitos construídos pela iniciativa privada.

A Zero Hora de hoje (página 10, coluna de Rosane Oliveira) diz que "foi irrelevante a participação dos porto-alegrenses na consulta popular". É uma frase muito estranha. A colunista política - que cotidianamente lida com pesquisas de opinião sobre a intenção de voto, e as utiliza para mapear o que está acontecendo na política da cidade – desconsidera uma amostragem de mais de 22 mil porto-alegrenses? Estranho.

Fui pesquisar qual é a amostragem de uma pesquisa do Ibope para uma eleição municipal. O Instituto Methodus, em 3 de outubro de 2008, entrevistou 1.050 eleitores e determinou que, com 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%, o candidato José Fogaça estava na frente no primeiro turno e, num segundo turno, também venceria folgadamente. Quem é o prefeito da cidade?

Mesmo que a Consulta Popular não tenha estratificado a "amostra" (de acordo com classe social, região do eleitor, etc.), a amostra é vinte vezes maior! E tem mais: não se trata de responder a um pesquisador, muito antes da eleição, que depois anota a resposta num formulário, que depois entrega o formulário para alguém, que depois faz as contas e manda para o jornal. Foram votos em urnas eletrônicas!

Se essa "amostra" não vale para determinar a vontade da população, cara Rosane, por favor, não considere mais o resultado de nenhuma pesquisa eleitoral em sua coluna. Elas são todas "escassas" e "irrelevantes". Menosprezar ou diminuir o resultado dessa votação é, no mínimo, pouco democrático. Aliás, se a democracia quiser ser mais ecológica e funcionar melhor, para o bem de todos, terá que ser cada vez mais participativa e menos representativa. Só por esse fato a Consulta Popular já se justifica.

Carlos Gerbase, jornalista, professor,músico, rockeiro dos Replicantes, cineasta da Casa de Cinema de Porto Alegre.

21 agosto 2009

Secretário da SMAM declara: " A zona sul já está sofrendo uma mutilação.Votarei Não!"

O Secretário da SMAM, professor Garcia concedeu entrevista para o programa "Cidadania Ambiental" da Rádio Ipanema Comunitária, terça-feira, declarando vários pontos que o motivam a votar pelo Não à construção de edifícios na Orla.

Pergunta: O que o senhor vê aqui para Ipanema? Vê Ipanema "Cidade Jardim" ou uma Copacabana?

“Primeiro Porto Alegre, nunca em sua história, em mais de 200 anos, autorizou edifícios com moradia na orla. Se nós autorizarmos moradias naquele local, Vila Assunção, Conceição, Avenida Guaíba todas estes lugares vão ter edifícios com moradias. E aí vamos virar uma "nova Copacabana", "nova Camboriú". Não é esse tipo de cidade que eu gostaria. Eu vou lutar para que isso não ocorra. O Plano Diretor não permite obras com mais de três andares, por isso não sairam as obras de uma construtora aqui em Ipanema. “


“A zona sul já está sofrendo uma mutilação. Os terrenos estão reduzindo. Tu fazes uma casinha ao lado da outra. Ipanema tem característica forte de bairro. O que nos caracteriza é que a vegetação é intensa, tem uma área com grande circulação de ventos. Tu enxergas a orla de qualquer lugar, mas com edifícios nós não teríamos.”

“Hotéis não tem mercado para toda orla, edifícios têm mercado para toda orla.
Edifícios são o grande filé, e o meio empresarial fica de olho. Temos estudos que apontam a tendência em que nos próximos dez anos vamos ter o acréscimo de 50 mil habitantes para a zona sul. Eu não sou saudosita, não, mas eu quero uma Cidade Jardim aqui em Ipanema e que ela continue assim. “

Pergunta: Dia 23 o senhor vai votar não?

Estou incentivando o “Não”. E vou aproveitar este espaço para votar “não”. Não se desmobilizem, cada voto é importante. Seu voto é decisivo para esse processo.

Escute a entrevista aqui.


Fonte: Radio Ipanema Comunitária 87,9 FM
http://www.ipanemacomunitaria.com.br

16 agosto 2009

Dia 23 de Agosto: Locais de Votação da Consulta Popular



Caso tenha dificuldades em encontrar o local onde poderá votar, disque 156 (ligação grátis) que será informado. O serviço está disponível 24h/dia

Arquivo completo em PDF clique aqui:

Escola Estadual Almirante Barroso – Rua Capitão Coelho, 95, Ilha da Pintada
  1. Escola Estadual Alvarenga Peixoto – Avenida Presidente Vargas, Ilha Grande dos Marinheiros
    Escola Estadual Danilo Antonio Zaffari – Rua General Marcos Kruchin, 291, Farrapos
    Escola Estadual Lions Club P.A. Farrapos – Rua Dona Teodora, 1.156, Farrapos
    Escola Estadual José Garibaldi – Rua Dr. Caio Brandão de Mello, s/nº, Humaitá
    Escola Normal 1º de Maio – Avenida Presidente Franklin Roosevelt, 149, São Geraldo
    - Colégio Marista São Pedro – Rua Alvaro Chaves, 601, Floresta
    - Instituto Vicente Pallotti – Rua Tupi, 212, Passo D’Areia
    - Colégio La Salle São João – Rua Honório Silveira Dias, 645, São João
    - Escola Mãe de Deus – Rua Souza Reis, 132, São João
    - Escola Estadual Bahia – Rua Angelito Asmuz Aiquel, 125, Bela Vista
    - Escola José Cesar Mesquita – Avenida do Forte, 77, Vila Ipiranga
    - Escola Dom Luis Guanella – Avenida Benno Mentz, 1.560, Vila Ipiranga
    - Centro Comunitário Regional Noroeste (Antigo Cecoflor) – Rua Irene Capponi Santiago, 290, Cristo Redentor
    - Escola Estadual Ana Neri – Rua Joaquim Silveira, 730, São Sebastião
    - Escola Municipal Décio Martins Costa – Rua Cristóvao Jacques, 488, Sarandi
    - Escola Municipal Liberato Salzano – Rua Xavier de Carvalho, 274, Sarandi
    - Escola Estadual Itamarati – Avenida Francisco Rodolfo Simch, 617, Sarandi
    - Escola Municipal Presidente João Belchior Marques Goulart – Rua João Luiz Pufal,100, Sarandi
    - Vida Centro Humanístico – Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2.132, Rubem Berta
    - Escola Municipal Presidente Vargas – Rua Ana Aurora do Amaral Lisboa, 60, Passo das Pedras
    - Escola Estadual Japão – Rua Enrico Caruso, 444, Jardim Itu Sabará
    - Escola Estadual Profª Gema Angelina Belia – Avenida Antonio de Carvalho, 495, Agronomia
    - Escola Estadual Rubem Berta – Rua Saturnino de Brito, 1.400 , Vila Jardim
    - Escola Estadual Fernando Gomes – Rua Frederico Guilherme Gaelzer, 168, Jardim do Salso
    - Escola Estadual Antão de Farias – Rua Bom Jesus, 505, Bom Jesus
    - Escola Estadual Monsenhor Leopoldo Hoff – Rua Moema, 255, Chácara das Pedras
    - Escola Estadual Professor Alcides Cunha – Rua Hélio Pimpão, 52, Protásio Alves
    - Escola Estadual Padre Balduíno Rambo – Rua Humberto de Campos, 130, Partenon
    - Escola Estadual Madre Maria Selima – Rua Tenente Ary Tarragô, 130, Aparício Borges
    - Conselho Tutelar Microrregião 4 – Rua Manoel Vitorino, 10, Partenon
    - Escola Estadual Jerônimo de Albuquerque – Rua Juarez da Távora, 550, Vila João Pessoa
    - Escola Estadual Dr. Martins Costa Junior – Rua Dona Firmina, 1.377, São José
    - Escola Municipal Padre Ângelo Costa – Rua Primeiro de Março, 300, São José
    - Escola Estadual Prof. Edgar Luiz Schneider – Av. Elias Cirne Lima, 100, Partenon
    - Colégio Marista Champagnat – Avenida Bento Gonçalves, 4.314, Partenon
    - Escola Elpidio Paes – Rua Inhanduí, 432, Cristal
    - Escola Estadual Prof. Afonso Guerreiro Lima – Rua Banco Inglês, 300, Santa Tereza
    - Escola Estadual Santa Rita de Cássia – Rua Silveiro, 1.640, Menino Deus
    - Escola Estadual Dom Pedro I – Rua Pedro Boticário, 654, Partenon
    - Escola Fundamental Monsenhor Leopoldo Neis – Est. dos Battilanas, 140, Cascata
    - Colégio Municipal Emílio Meyer – Avenida Niterói, 472, Medianeira
    - Escola Estadual Brigadeiro Silva Pais – Rua Professor Clemente Pinto, 555, Medianeira
    - Escola Municipal José Loureiro da Silva – Av. Capivari, 1.999, Cristal
    - Escola Estadual Jardim Vila Nova – Rua Fernando Pessoa, s/nº, Vila Nova
    - Escola Estadual Paulina Moresco – Rua Thome Antonio de Souza, s/nº, Aberta dos Morros
    - Escola Estadual Ceará – Avenida Arnaldo Bohrer, 98, Teresópolis
    - Escola Estadual Padre Reus – Av. Otto Niemeyer, 650, Tristeza
    - Escola Adventista de Porto Alegre – Avenida Otto Niemeyer, 2.124, Tristeza / Rua Dr. Pereira Neto, 475, Tristeza -
    - Escola Estadual Nações Unidas – Rua Manoel do Carmo, 100, Nonoai
    - Escola Estadual Clotilde Cachapuz Medeiros – Rua Arachanes, 242, Espírito Santo
    - Centro Comunitário Parque Madepinho – Rua Arroio Grande, 50, Cavalhada
    - Colégio Estadual Cônego Paulo de Nadal – Avenida Cavalhada, 4.357, Cavalhada
    - Escola Estadual Alberto Torres – Av. Rodrigues da Fonseca, 1.666, Vila Nova
    - Escola Estadual Dr. Pacheco Prates – Praça Nossa Senhora de Belém, s/nº, Belém Velho
    - Escola Estadual Oscar Coelho de Souza – Estrada do Varejão, 372, Lami
    - Escola Estadual Monte Líbano – Rua Lemuria, 10, Ipanema
    - Escola Estadual Professore Langendonck – Rua Jacunda, 365, Guarujá
    - Escola Estadual Custódio de Mello – Rua D – Vila dos Sargentos, 220, Serraria
    - Escola Estadual Dr. José Loureiro da Silva – Est. Retiro da Ponta Grossa, 3.541, Ponta Grossa
    - Escola Municipal Prof. Anísio Teixeira – Rua Francisco Mattos Terres, 40, Hípica
    - Escola Estadual Evarista Flores da Cunha – Praça Inácio Antônio da Silva, s/nº, Belém Novo
    - Escola Municipal Prof. Larry José Ribeiro Alves – Av. Economista Nilo Wulff, s/nº, Restinga
    - Escola Municipal Lidovino Fanton – Rua Manoel Faria da Rosa Primo, 940, Restinga
    - Escola Municipal Vereador Carlos Pessoa de Brum – Rua da Abolição, s/nº, Restinga Velha
    - Escola Municipal Dolores Alcaraz Caldas – Rua Carlos Niederauer Hofmeister, 85, Restinga
    - Salão Paroquial Igreja Nossa Sra. da Pompeia – Rua Barros Cassal, 220, Floresta
    - Paço Municipal da Prefeitura de Porto Alegre – Praça Montevideo, 10, Centro
    - Escola Estadual Estado do Rio Grande do Sul – Rua Washington Luis, 980, Centro
    - Colégio Estadual Inácio Montanha – Av. João Pessoa, 2.125, Farroupilha
    - Escola Estadual Duque de Caxias – Rua Gen. Caldwell, 1.175, Menino Deus
    - Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha – Avenida Osvaldo Aranha, 527, Bom Fim
    - Colégio Estadual Florinda Tubino Sampaio – Av. Montenegro, 269, Petrópolis
    - IPA – Rua Rua Coronel Joaquim Pedro Salgado, 80, Rio Branco
    - Smam – Av. Carlos Gomes, 2.120, Auxiliadora
    - Colégio Estadual Piratini – Rua Eudoro Berlink, 632, Auxiliadora
    - Escola Estadual Desiderio Torquato Finamor – Avenida Bento Gonçalves, 7.500, São José
    - Escola Estadual Maria Cristina Chika – Est. João de O. Remião, 6.505, Parada 16, Lomba do Pinheiro
    - Escola Municipal Heitor Villa Lobos – Rua Santos Dias da Silva, s/nº, Lomba do Pinheiro
    - Escola Municipal Afonso Guerreiro Lima – Rua Guaíba, 203, parada 11, Lomba do Pinheiro
    - Escola Municipal São Pedro – Beco da Taquara, s/nº, Lomba do Pinheiro
    - Escola Estadual Santa Rosa – Avenida Bernardino de Oliveira Paim, 665, Rubem Berta
    - Instituto de Educação São Francisco – Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 4.879, Rubem Berta
    - Escola Estadual Ministro Poty Medeiros – Rua Vicente Celestino , 120, Rubem Berta
    - Escola Estadual Professora Luiza Teixeira Lauffer – Rua Nossa Senhora de Fátima, 201, Rubem Berta
    - Escola Municipal Chico Mendes – Rua Gentil Amancio Clemente, s/nº, Protásio Alves
    - Escola Estadual David Canabarro – Rua Lydia Moschetti, 200, Protásio Alves
    - Escola Estadual Mariz e Barros – Av. Ely Correa Prado, 915, Protásio Alves
    - Escola Estadual Benjamin Constant – Rua Souza Reis, 132 – São João
I

08 agosto 2009

Vídeo do Não ao Pontal do Estaleiro!!




Vídeo produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre com depoimentos contra o projeto Pontal do Estaleiro, na Orla do Rio Guaíba.

Gravado no dia 1º de agosto de 2009, ao lado da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre.
Direção de Carlos Gerbase.



Dia 23 de agosto de 2009, diga NÃO para a agressão imobiliária ao nosso Guaíba!

Dia 23 de agosto, VOTE NÃO ao Pontal na "consulta pública"!



25 julho 2009

Em um mês, população de Porto Alegre decide futuro da Orla do Guaíba



Em um mês, população de Porto Alegre decide futuro da Orla do Guaíba

Inicia a contagem regressiva para a Consulta Popular que vai definir os rumos da Orla do Guaíba, considerada patrimônio natural e cultural da capital gaúcha. Isso sem considerar o potencial turístico da área de 83 quilômetros, que pode ser preservado com a criação de ciclovias, parques, restaurantes e museus. O fato é que no dia 23 de agosto, a população terá a oportunidade de definir o futuro das margens do Guaíba. Seja rio, seja lago, a Frente do Não vai defender a não construção de prédios nas margens. "Residenciais ou comerciais, o aumento do fluxo de automóveis e a descarga de dejetos vai impactar todo o fluxo da cidade", dizem os representantes da Frente do Não.

O Projeto Pontal do Estaleiro, na Ponta do Melo, pivô dessa discussão, prevê a construção de quatro edifícios residenciais e dois prédios para escritórios e consultórios. Além disso, integra o projeto um hotel com 200 apartamentos e centro de convenções, estacionamento com 1.449 vagas, uma marina, um píer para embarcações turísticas, uma esplanada pública de lazer e espaço para bares, restaurantes, lancherias e danceterias.

"Não para a privatização da Orla do Guaíba. Não para a construção de residências. Não esqueçam que o grande filé da especulação imobiliária é a construção de residências de luxo, que estão abocanhando as Áreas de Preservação Ambiental", denuncia Nestor Ibrahim Nadruz, arquiteto e urbanista, membro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e segundo coordenador do Fórum das Entidades da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, a quem "a edificação na orla abre um terrível precedente, ainda mais em uma área de interesse cultural. A integração entre o Guaíba e a população deve ser feita através de parques e áreas de lazer, não de espigões", defende Nadruz.

A Agapan é uma das entidades que forma a Frente do Não. Para os ambientalistas, a intenção de lucro pelos especuladores imobiliários está evidenciada na desistência de construção residencial na Ponta do Melo, pelos investidores, formalizada junto à Prefeitura. "A insistência da prefeitura em manter a consulta pública revela uma teimosia inexplicável e sem justificativa anunciada", observa Nadruz. Para o coordenador do Movimento Defenda a Orla, Cesar Cardia, o comportamento do executivo municipal e o posicionamento da maioria da Câmara dos Vereadores são questionáveis.

Desapropriação

No início de julho, a Prefeitura de Porto Alegre descartou a hipótese de desapropriar a área do antigo Estaleiro Só, onde está prevista a construção do empreendimento Pontal do Estaleiro. Nadruz propõe que o Executivo faça uma declaração de interesse público de desapropriação, de modo que, conforme o arquiteto, passe a ter cinco anos para angariar recursos e comprar a área. "O documento pode ser feito neste ano, haverá tempo para a prefeitura se preparar e aí acabamos com essa pendenga. Poderíamos fazer um parque depois", sugere.

Para o vice-presidente da Associação de Moradores do Centro, Paulo Guarnieri, a emenda atende aos interesses da sociedade. "Sonhamos que o poder público possa dar acesso universal àquela área, para que a Orla seja de uso comum. Isso é o que escutamos da população", acrescenta.

Além da Agapan, integra a Frente do Não o Núcleo Amigos da Terra - Brasil, Associação dos Moradores do Bairro Ipanema (Ambi) e outras nove entidades: Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba, Sindibancários, Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Associação dos Moradores da Vila São Judas Tadeu (Amovita), Associação Comunitária Jardim Isabel (Ascomjipe), Associação de Moradores do Centro de Porto Alegre, Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vila Conceição e Assunção, Sindicato dos Sociólogos do Rio Grande do Sul, Associação dos Moradores e Amigos da Auxiliadora de Porto Alegre (Ama) e Ong Solidariedade. Já a Frente do Sim é composta por duas entidades: Força Sindical e União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul (UEE).


Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para a EcoAgência de Notícias Ambientais

www.ecoagencia.com.br

Prefeitura divulga locais de votação da Consulta Pública


No dia 23 de agosto, a população de Porto Alegre poderá exercer o direito de participar da Consulta Pública sobre a área do antigo Estaleiro Só, na Orla do Guaíba. Ao expressar o voto, que é facultativo, o eleitor decidirá os rumos da Capital e participará ativamente de mais uma etapa da história da Cidade. Haverá 90 locais de votação na cidade.

O que está em votação - Em 1995, o Estaleiro Só, que funcionava na avenida Padre Cacique (bairro Cristal), encerrou suas atividades. Após diversos leilões, realizados na tentativa de solucionar questões trabalhistas, a área onde ficava a empresa foi arrematada por empreendedores. Em 2002, foi aprovada a Lei Complementar nº 470, que definiu os padrões de construção permitidos no local, autorizando a construção de empreendimentos apenas comerciais. Em 2007, empreendedores manifestaram o interesse de construir no local um projeto misto, incorporando também unidades residenciais. Análise do Executivo e do Legislativo decidiu que caberá à população, por meio do voto direto, a definição do uso da área. Assim, no dia 23 de agosto, todo eleitor da Capital cadastrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com situação regularizada até 24 de junho de 2009, poderá participar da votação.
A pergunta que será respondida:

Além da atividade comercial já autorizada pela Lei Complementar nº 470, de 02 de janeiro de 2002, deve também ser permitidas edificações destinadas à atividade residencial na área da Orla do Guaíba onde se localiza o antigo Estaleiro Só??

As respostas disponíveis:
1) (x ) NÃO
2) ( ) sim

Acesse a listagem de Endereços:

http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/cs/usu_doc/local_de_votacao_edital.pdf

Fonte: site PMPA

Foto: Fredy Vieira / Arquivo PMPA

03 julho 2009

Projeto Pontal do Estaleiro reflete atraso ecológico de Porto Alegre



Agapan questiona consulta pública, marcada para 23 de agosto, e inicia campanha pelo “não” à ocupação, seja comercial ou residencial.

A Orla do Guaíba é uma das mais valiosas e mais importantes áreas em termos paisagísticos e da ecologia urbana de Porto Alegre e, por isso, deve ser mantida, garantindo a melhoria da qualidade de vida da nossa cidade. Entretanto “a contínua tendência de ocupação dos espaços públicos urbanos nos coloca na contramão da história”, analisa o conselheiro Celso Marques, ao antecipar que “o projeto abre um precedente legal que ameaça o que ainda resta da Orla do Guaíba como patrimônio público”, e lamenta o descumprimento da Lei Orgânica do Município e do Estatuto da Cidade.

“O que estamos vendo é a tentativa de adaptar a lei aos interesses privados, quando esses é que devem se adaptar à legislação”, afirma Marques. Para ele, o cidadão porto-alegrense perde diante da ausência das funções normativas do Plano de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre (PDDUA), “que não mais contemplará esse espaço como de interesse público, para beneficiar os interesses privados da especulação imobiliária e da construção civil”.

A AGAPAN, pioneira do movimento ambientalista gaúcho e brasileiro, fundada há 38 anos, conclama os porto-alegrenses, a mais uma vez, serem os protagonistas da história ambiental e cultural da nossa cidade como fizeram há 21 anos, quando, num maravilhoso abraço ao Guaíba, disseram NÃO ao projeto Praia do Guaíba. “Se aprovado naquela época, hoje não teríamos a ORLA PÚBLICA, DE LAZER E CULTURA que se estende da Usina do Gazômetro até o Beira Rio”, lembra o ambientalista.

O NÃO ao projeto residencial do Pontal do Estaleiro é de fundamental importância para que outros projetos não privatizem a Orla. “O NÃO indicará, também, que os moradores da capital gaúcha tenham uma Orla naturalmente preservada, de acordo com a consciência ambiental e cultural que tanto identifica os cidadãos de Porto Alegre”, finaliza Celso Marques.


Charge: Angeli/ site uol

13 dezembro 2008

Movimento Defenda a Orla protocola carta ao prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, solicitando que ele respeite às leis da cidade

Leia a íntegra da carta.

Excelentíssimo Senhor

Prefeito José Fogaça
NESTA CAPITAL

Ref.: Em defesa da normalidade jurídica no planejamento de Porto Alegre


Nós, participantes do Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba, em
Porto Alegre, que travamos uma luta contra o projeto construtivo irregular da Ponta do Melo, chamado Pontal do Estaleiro, e sabedores de que outras obras de caráter polêmico e igualmente atentatórias à preservação do meio ambiente e à normalidade jurídica estão sendo propostas pelas instâncias públicas, vimos a sua presença, fazer algumas ponderações.

Em relação às demais obras previstas ao longo da orla de nosso rio, com
destaque para aquelas relativas aos estádios dos clubes Sport Club Internacional e Grêmio Futebol Porto Alegrense, só podemos enfatizar que elas propõem problemas já assinalados antes, no caso do Pontal, relativos à proteção contra as cheias, as marinas que avançam muito próximas aos canais de navegação, e, principalmente, o desrespeito com relação às áreas de preservação permanente.

Essas áreas são perfeitamente caracterizadas pela Lei 4771/1965, linha
mestra de toda a política ambiental do País. Essa Lei, em seu artigo Segundo, prevê que, ao longo dos cursos de água com mais de 600 metros de largura, a área de preservação permanente – APP – deva ser de 500 metros.

O parágrafo Único do Artigo Segundo da mesma Lei reza como segue: “No
caso de áreas urbanas, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, observa-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989)”.

Por outro lado, a Resolução Conama Nº. 303, de 20 de março de 2002, que dispõe sobre parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente veio confirmar o estabelecido pela Lei 4771/65 citada anteriormente.

Pouco mais tarde, em 2004, o Congresso Nacional aprovou pela Lei 10.931
de 02 de agosto de 2004, no artigo 64, uma alteração a Lei 4771/65, ou seja, a exclusão das áreas urbanas da aplicação desta Lei, porém este artigo foi vetado conforme esclarecimento seguinte: "O art. 225 da Constituição da República impõe ao poder público o dever de defender o meio ambiente, aí incluído o dever de ‘definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos’ (§ 1o inciso III).
Também impõe especial proteção da Floresta Amazônica brasileira, da Mata Atlântica, da Serra do Mar, do Pantanal Mato-Grossense e da Zona Costeira (§ 4o do mesmo artigo)”.

Os contornos exatos dessa proteção são aqueles constantes da lei ordinária,
sendo constitucionalmente admissível alterar tal proteção de modo a torná-la mais ou menos rígida. No entanto, não é constitucionalmente admissível a simples supressão da norma de proteção ambiental, constante da Lei no 4.771, de 1965 – Código Florestal, em especial, referente às
áreas urbanas já existentes e também às áreas de futura expansão urbana.

Com efeito, o art. 64 do projeto de lei sob análise, estabelecia que qualquer
construção de imóvel em qualquer área que não seja totalmente afastada de zona urbana não se sujeita à Lei no 4.771, de 1965, fazendo às vezes de norma geral, aplicável a todas as pessoas, órgãos e instituições.

Considerando que a Lei no 4.771, de 1965 é um dos pilares da política ambiental do País, sendo, pois, um dos mais importantes instrumentos de gestão ambiental, ter-se-ia o afastamento de todas as condicionantes ambientais, relativas às construções, e por tal razão, a alteração foi vetada pela presidência da República.

Portanto a Lei 4771/1965 está em plena vigência, embora pareça ser
ignorada pelas instâncias públicas de nosso município.

Lei Orgânica de Porto Alegre

Chamamos oportunamente a atenção de V. Exª. para a circunstância de que
o STF tem determinado em decisões recentes que as obras dentro das faixas de proteção permanente sejam desmanchadas. Caso a Prefeitura autorize a construção de edificações em condições de ilegalidade, certamente terá que arcar com os ônus de custosas indenizações.

Achamos interessante citar alguns pontos dessa Lei, desde seu preâmbulo,
como segue: “O povo do Município de Porto Alegre, por seus representantes, reunidos em Câmara Constituinte, com os poderes outorgados pelas Constituições da República Federativa do Brasil e do Estado do Rio Grande do Sul, e o pensamento voltado para a construção de uma sociedade soberana, livre, igualitária e democrática, fundada nos princípios da justiça, do pleno exercício da cidadania, da ética, da moral e do trabalho, promulga, sob a invocação de Deus, esta LEI ORGÂNICA”.

Nessa Lei, destacamos alguns artigos que podem ser considerados diretrizes
básicas no que se refere à ocupação do solo urbano, aos direitos dos cidadãos e às obrigações do Poder Público.

Entre eles, citamos:
Art. 126 – Os interesses da iniciativa privada não podem sobrepor-se aos da coletividade.
Art. 147 – O Município deve promover, nos termos das Constituições Federal e Estadual, e da
Lei Orgânica, o direito à cidadania, à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, ao usufruto dos bens culturais, à segurança, à previdência social, à proteção da maternidade e da infância, à assistência aos desamparados, ao transporte, à habitação e ao meio ambiente equilibrado.
Art. 158 – O Município promoverá, em conjunto com a União e o Estado:
I – condições dignas de trabalho, saneamento, moradia, alimentação, educação, transporte e lazer;
II – respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambiental;
Art. 241 – Os morros e matas existentes no âmbito do Município são patrimônio da cidade.
Art. 245 – Consideram-se de preservação permanente:
I – as nascentes e as faixas marginais de proteção de águas superficiais;
II – a cobertura vegetal que contribua para a resistência das encostas à erosão e a deslizamentos;
III – as áreas que abrigam exemplares raros, ameaçados de extinção ou insuficientemente conhecidos, da flora e da fauna, bem como aquelas que servem de local de pouso, abrigo ou reprodução de espécies migratórias;
IV – as áreas assim declaradas por lei;
V – margens do rio Guaíba;
VI – as ilhas do Delta do Jacuí pertencentes ao Município.
Parágrafo único – Nas áreas de preservação permanente não serão permitidas atividades que, de qualquer forma, contribuam para descaracterizar ou prejudicar seus atributos e funções essenciais.
Art. 246 – É vedado ao Município, a qualquer título, autorizar o funcionamento ou licenciar a instalação de indústrias ou atividades que poluam o rio Guaíba ou seus afluentes.

Os projetos denominados Gigante para Sempre, por exemplo, e Arena do
Grêmio, têm seu efeito impactante acrescido pelo fato de situar-se em Áreas de Preservação Permanente, que teriam seu regime alterado para adequar-se ao mesmo. Igualmente se passa com o projeto substituto do Estádio Olímpico, no bairro Azenha, indutor de um novo tipo de ocupação, que forçosamente impactará sobre o próprio bairro e seus moradores.

Outros projetos igualmente impactantes, previstos para o bairro Centro,
serão avaliados quando forem disponíveis dados mais precisos sobre o mesmo. Enfatizamos sempre, porém, que uma cidade não se define pela magnificência ou volume de suas construções, mas por seu caráter de comunidade humana solidária e detentora do poder de decidir de seu destino.
Hoje, a destruição ambiental em Porto Alegre, com abate da mata nativa, demolição de bairros inteiros, miscigenações construtivas inaceitáveis, retalhação de parques e praças, dá-se num ritmo alarmante, sem que algum poder público a coíba e discipline.

Porto Alegre, 11 de dezembro de 2008

Fórum Municipal de Entidades
O protocolo foi registrado sob número 20.883