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27 abril 2014

Agapan comemora 43 anos de defesa ambiental



Agapan plantou um Ipê Roxo na Redenção em homenagem a Augusto Carneiro.


Com o objetivo de defender a preservação ambiental, há 43 anos foi criada a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). A comemoração iniciou neste sábado (26/4), na Feira de Agricultores Ecologistas,quando seus voluntários ocuparam uma banca para divulgar ações, vender camisetas e conversar  com as pessoas sobre as causas ambientais em foco na associação e  às 11 horas realizaram o plantio de um Ipê Roxo, no Recanto Oriental do Parque Farroupilha (Redenção), em homenagem a Augusto Carneiro, um dos fundadores da Agapan, recentemente falecido. 
Na banca da feira ecológica o grupo de voluntários divulgou causas ambientais em foco.
No domingo (27), a confraternização, que reunirá associados, conselheiros e parceiros, será em um restaurante na Cidade Baixa, quando os militantes Celso Marques, Udo Sílvio Mohr e Luís Rios de Moura Baptista serão homenageados.

No Parque da Redenção em Porto Alegre.
 José Celso Aquino Marques atua na Agapan de forma ativa e intensa desde 1973. Professor, filósofo, educador ambiental, foi presidente da entidade por três gestões e atualmente integra o Conselho Superior da entidade, atuando como coordenador da Comissão Jurídica. É também autor de inúmeros textos sobre o movimento ambiental, abordando desde o planejamento das cidades à política.

Udo Sílvio Mohr é filiado desde 1971, ano de fundação da entidade. Professor, arquiteto, urbanista, coordenou o projeto de instituiu o Parque Estadual Delta do Jacuí. Ao lado de Marques e dos então militantes Lair Ferreira, Inês Burger e Cesar Victória, Mohr participou de inúmero cursos de Educação Ambiental para professores da rede pública estadual de cerca de 40 municípios gaúchos. Promovendo a valorização paisagística e cultural do Estado, integrou o Movimento em Defesa dos Parque e Praças de Porto Alegre, participando ativamente na criação Unidade de Conservação Morro do Osso, e representou a Agapan na elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre – PDDUA.

Luís Rios de Moura Batista é um dos fundadores da Agapan, em 1971. Professor botânico, atua na criação, manutenção e preservação de diversas Unidades de Conservação em todos os níveis (municipal, estadual e federal). Atualmente dedica-se à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Mata do Professor Baptista, localizada no município de Dom Pedro de Alcântra.

Agapan 43 Anos

Assessoria de Imprensa da Agapan
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

Fotos: César Cardia/Agapan 

13 novembro 2013

Lançamento da biografia "Depois de Tudo um ecologista" de Augusto Carneiro dia 13 de novembro na feira do Livro

Augusto Carneiro - DEPOIS DE TUDO – Um Ecologista.

Sessão de autógrafos de Augusto Carneiro e a escritora Lilian Dreyer será hoje 13 de novembro, as 18 horas,  na Praça de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre.

                                                         



Sinopse:


Quando Augusto Carneiro nasceu, em 1922, a área onde depois seria erguido o Estádio Olímpico, do Grêmio, ainda era zona de trânsito de animais silvestres. Ele amava animais, mas a infância em meio à natureza exuberante, no então bucólico bairro da Glória, em Porto Alegre, não foi propriamente uma bênção. Ele foi testemunha involuntária de inúmeras agressões a bichos, e o matraquear de espingardas de caça frequentemente o impedia de brincar na rua. Ele cresceu assustado com seu meio cultural, que em seu modo de ver aceitava também violências contra crianças, jovens, mulheres e negros. O desejo de opor-se a isso o constituiu.
Ainda adolescente, tornou-se um militante antirracista e antifascista, o que o levou à adesão ao Partido Comunista Brasileiro. Militante ativo durante anos, afastou-se do partido por desencanto com o que entendeu como “desvirtuamento do regime comunista”, especialmente o soviético, de que chegou a ser colaborador direto. Mas esta proximidade fez com que descobrisse a profissão de livreiro. Como administrador da Livraria Farroupilha, ligada ao PCB, Carneiro viria a integrar o time de 14 pioneiros que, em 1953, promoveram a primeira Feira do Livro de Porto Alegre. O trabalho com livros nunca mais cessou e acabou por estabelecer uma ponte para outras formas de pensar o mundo, tornando-o receptivo ao ideário e ao ativismo ecológico de Henrique Luís Roessler e, mais tarde, José Lutzenberger. 
Augusto Carneiro foi co-fundador da nacionalmente pioneira Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, cuja ação viria a marcar a cultura de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Em 1981, depois de aposentar-se do Tribunal Regional do Trabalho, de que foi funcionário concursado, engajou-se em tempo integral no ativismo ecologista. 
No ano em que se comemoram seus 90 anos de vida, completados em 31 de dezembro de 2012, ele volta à Feira e à Praça da Alfândega, desta vez como personagem de livro. É protagonista de Augusto Carneiro – depois de tudo – um ecologista, obra que resultou de um trabalho de dois anos da jornalista e escritora Lilian Dreyer, autora também do já consagrado Sinfonia Inacabada – a Vida de José Lutzenberger. Motivada pelo peso e pela proximidade da ação dos dois ambientalistas, Lilian debruçou-se sobre as memórias e os arquivos de Carneiro, captando daí os elementos para compor o que ela classifica como um “retrato biográfico”. (Por Christian Goldschmidt) 

164 páginas, R$ 35,00
Editora Pelo Planeta/Scortecci

Convite no Facebook:
https://www.facebook.com/events/541884635882204/545971278806873/?notif_t=plan_mall_activity

28 agosto 2013

Agapan comemora lutas em defesa da Orla pública


Juliana Costa, Gert Shinke, Edi Fonseca e Celso Marques. 




Com o objetivo comum de preservar a Orla do Guaíba e protestar contra a privatização dos espaços públicos, a comemoração de 25 anos do “Não ao projeto Praia do Guaíba”, protagonizada pela Associação Gaúcha de Proteção do Ambiente Natural (Agapan) em agosto de 1988, na denominada tomada da chaminé da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, reuniu ambientalistas e integrantes do movimento Ocupa Árvores, que neste ano de 2013 acamparam e fizeram vigília durante 43 dias para evitar o corte de árvores em função da duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira Rio, para a Copa do Mundo.


Participaram do debate Gert Schinke, um dos ecologistas que escalou os 107 metros de altura (mais de 300 degraus) da chaminé da Usina do Gasômetro, Celso Marques, na época presidente da Agapan, além de Juliana Costa, integrante do Ocupa Árvores, uma das 27 pessoas que resistiram à derrubada e vai contar a história do grupo, e falar sobre o que aprendeu com essa manifestação, que culminou com a truculenta prisão desses jovens na madrugada de 29 de maio e a derrubada de 100 árvores na praça Júlio Mesquita, bem em frente ao Gasômetro.




Público presente.

O 25º aniversário da subida da chaminé e do Abraço ao Guaíba, realizado em 6 de novembro daquele ano, foram comemorados na fria e chuvosa noite de segunda-feira (26/8), na Câmara de Vereadores da capital gaúcha. Antes do debate foi exibido o documentário "Tomada da Chaminé do Gasômetro: Não ao Projeto Praia do Guaíba”, um registro das muitas ações em defesa da Orla do Guaíba, considerada o principal patrimônio público, natural e cultural, da capital gaúcha.


Vídeo da Tomada da Chaminé do Gasômetro.

 COLAPSO DESENCADEADO

“A memória para o movimento ecológico é muito importante, pois muitos acontecimentos não têm registro”, avaliou Schinke, ao recordar de todo o planejamento “profi” que houve na época. “Fomos preparados para ficar no topo da chaminé por três dias e, para nossa segurança, levamos correntes e cadeados. Hipnotizamos a cidade”, comemora, ao lamentar “a pressão da especulação imobiliária com maior intensidade a cada dia”. Para ele, o agravamento das questões econômicas e ecológicas, se era X, agora é 2X. “A situação só se agrava e está em curso o colapso ecológico”. A “refundação ecológica”, garantindo a autonomia das ONGs como a Agapan, que é 100% voluntária e apartidária, foi defendida por Schinke, assim como o fim do capitalismo, “outro grande desafio”.


PROJETOS INTELIGENTES

O conselheiro e ex-presidente da Agapan, Celso Marques, diz se emocionar sempre que lembra da tomada da chaminé, mas também lamenta o descaso da imprensa. “A omissão, o silêncio e a cumplicidade criminosa da imprensa se perpetua, apesar de todo o risco de privatização da Orla”. Para ele, o aspecto mais importante da ocupação da chaminé foi evitar a privatização da Orla e a demolição do Gasômetro, o símbolo da cidade. “Foi um feito inacreditável, e que envolveu 56 entidades de classe, ambientais e sociais”, afirmou, ao destacar que “a problemática continua”.


“A imprensa nunca colocou com honestidade o enfoque mais técnico de nossas críticas ao projeto da Copa”, analisa Marques, ao salientar que não se oporia a cortar mil árvores para fazer um projeto inteligente. “O problema é que esse projeto da Copa é burro e representa um retrocesso, por isso das nossas insistências em discutir um projeto viável do ponto de vista ambiental e de mobilidade”, avalia.

FRUSTRAÇÃO E PROMESSA



Ocupa árvores esteve por 38 dias acampado na orla do Guaíba.

O grupo heterogêneo que se formou a partir das redes sociais, com o objetivo de evitar o corte das árvores no entorno da Usina do Gasômetro e criticando a inexistência de projetos alternativos em função da Copa de 2014, foi além da ideia de grupo fechado, como foi a Agapan em 1988, analisou Juliana Costa. “O acampamento foi oposto ao planejamento da Agapan, pois nossa formação, de ambientalistas e jovens estudantes, foi espontânea e começou com duas barracas”, recorda. Para ela, há militantes não ambientais sensíveis às questões ambientais.

A retirada do grupo em ação da Brigada Militar na madrugada chuvosa do dia 29 de maio foi frustrante, na avaliação de Juliana, “não pela ação, mas pela forma violenta, após quase dois meses acampados no local”. Ainda se sentido a dor da ação e a frustração do corte das árvores, Juliana destaca, como pior, a “indignidade de termos que catar roupas, tênis e documentos na chuva, em frente a delegacia no centro da cidade”, onde os manifestantes do Ocupa Árvores permaneceram presos até terminar os cortes das árvores. “Essa é nossa triste história, mas a luta continua”, afirma.


Para Juliana, mais do que importante, o ambiental é fundamental para o político, o social e o econômico. “Integrar esses campos pode ser uma caminha pra sensibilizar as pessoas”, finalizou.

Informações
Assessoria de Imprensa da Agapan/RS
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues


Imagens: César Cardia/ Adriane Bertoglio Rodrigues/ AGAPAN

26 agosto 2013

Agapan comemora 25 anos de defesa da Orla do Guaíba


Ambientalistas da Agapan que subiram na chaminé para alertar a população de Porto Alegre, em Agosto de 1988.
 “Não ao projeto Praia do Guaíba – Agapan”. Com estes dizeres, quatro ecologistas da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) subiram na chaminé da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, e estenderam uma faixa de 45 metros para protestar contra a privatização. Isso aconteceu em 17 de agosto de 1988, mas a declaração pela preservação da Orla e manutenção da área como pública ecoa até os dias atuais.
Mais de 25 anos se passaram e hoje o 25º aniversário da subida da chaminé será comemorado na Câmara de Vereadores da capital gaúcha, no Plenário Ana Terra, às 18h30. Também estarão presentes os ambientalistas que protagonizaram o ato e integrantes do Ocupa Árvores, que acamparam e fizeram vigília durante 43 dias para evitar o corte de árvores em função da duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira Rio. Também será exibido Será exibido o documentário "Tomada da Chaminé do Gasômetro: Não ao Projeto Praia do Guaíba”.
“A comemoração hoje, dos 25 anos da tomada da chaminé do Gasômetro, objetiva chamar a atenção da opinião pública para um conjunto de fatos que evidenciam que a Orla do Guaíba ainda não está com sua integridade garantida para as futuras gerações”, lamenta o presidente da Agapan, Alfredo Gui Ferreira, ao destacar, como uma ameaça da Orla como espaço público as obras da Copa do Mundo. “O cartão-postal de Porto Alegre ainda sofre estas ameaças e não está totalmente seguro para ser uma área de parques, lazer, cultura, esporte e preservação ambiental”, analisa.


OCUPAÇÃO E RESISTÊNCIA
Em 29 de maio de 2013, em função das obras da Copa 2014 e sem discutir projetos urbanísticos e de mobilidade urbana alternativos com setores afins, o movimento ambientalista assistiu a retirada agressiva de 27 pessoas do Ocupa Árvores e a derradeira derrubada das 100 árvores.
Juliana Costa, integrante do Ocupa Árvores, foi uma das pessoas que resistiu à derrubada e vai contar a história do grupo, e falar sobre o que aprendeu com essa manifestação. “Tudo valeu a pena, o que não valeu foi terem cortado as árvores. Acredito também que poderíamos ter pensado em mais estratégias para mobilizar as pessoas, tivemos muito apoio, mas não foi suficiente para a administração pública reconsiderar o projeto”, observa Juliana, 32 anos. Ela tinha apenas sete anos quando a população de Porto Alegre se deu as mãos no chamado Abraço ao Guaíba, reunindo em torno de 12 mil pessoas entre o Gasômetro e o estádio Beira Rio, e nem tinha nascido em 25 de fevereiro de 1975, quando o militante da Agapan, Carlos Dayrell, subiu em uma Tipuana, na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, para impedir que a mesma fosse derrubada. Aquele ato protagonizado por Dayrell evitou também que outras árvores fossem cortadas. A prefeitura visava construir o Viaduto Imperatriz Leopoldina naquele local.
Para Juliana, há similaridade no ato do Dayrell, que evitou o corte de árvores na João Pessoa há quase 40 anos, e a vigília do Ocupa Árvores. “No caso do Dayrell foi um ato individual e que chamou atenção para esta importante questão que é a do meio ambiente e das árvores na nossa cidade, expressando a resistência do cidadão diante de uma política injusta”, afirma, ao destacar que, “por outro lado, estávamos questionando também todo o projeto de duplicação da Edvaldo e a utilização da Orla, que entendemos deva continuar com o povo e não ser privatizada, como já foram tantos outros locais queridos dos porto-alegrenses”.
A "resistência" ficou como "marca" do Ocupa Árvores, mas Juliana defende também a ocupação de espaços públicos e política de rua. “São as armas que nós temos contra as políticas de gabinete que decidem tudo a portas fechadas, pelas costas da população”, defende.

HOMENAGEM
Os quatro heróis de 25 anos atrás são Gert Schinke, Gerson Buss, Sidnei Zommer e Guilherme Dornelles. Haverá exibição do documentário "Tomada da Chaminé", produzido e editado por Leonardo Caldas Vargas e apresentado por Simone Lazzari. Para a conselheira e ex-presidente da Agapan, Edi Fonseca, “esse documentário é um registro muito importante sobre este episódio, que teve um papel fundamental na manutenção da nossa orla, sem edificações”.
“A Orla do Guaíba, este espaço nobre que faz parte da ecologia e da identidade paisagística de Porto Alegre, ainda não está com a sua integridade garantida para as futuras gerações”, alerta Celso Marques , ao anunciar que os 72 km de Orla do Guaíba continuam ameaçados e até hoje a Orla do Guaíba não foi privatizada pela permanente mobilização da sociedade civil. “Precisamos lutar contra a prefeitura, a construção civil e a especulação imobiliária”, conclama Marques.

Para os homenageados, é preciso resgatar o radicalismo do discurso ecológico. "São lutas dignas que nos mantêm nesse enfrentamento pelo respeito às leis", defende Gerson Buss. Para Gert Schinke, "o assédio à orla deve acabar", afirma, ao citar o Parque Marinha do Brasil como uma área resultante daquele "áureo momento da militância ecopolítica, que deve ser resgatada". Para Guilherme Dornelles, momentos como esse alertam a população sobre o que os governos estão fazendo e sobre as consequências dessas decisões políticas. “Falta informação sobre os reflexos que a ocupação de morros e da orla vão nos causar”, diz. Gerson Buss, ao reforçar a importância dos cidadãos fiscalizarem as ações e atitudes dos governos.



Informações
Assessoria de Imprensa da Agapan/RS
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

16 julho 2013

Sócio número 1 é novo presidente da Agapan


Alfredo Gui Ferreira e Sandra Ribeiro. (foto: César Cardia)
Sócio número 1 é novo presidente da Agapan

O botânico e ex-professor da Ufrgs, Alfredo Gui Ferreira é o novo presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) para a gestão 2013/2015. A eleição e a transmissão de cargos aconteceram em assembleia na noite de segunda-feira (15/7), e reuniu a diretoria anterior, encabeçada por Sandra Ribeiro, e conselheiros. Também foram eleitos Eduardo Finardi para vice-presidente, Heverton Lacerda para secretário geral, Vanessa Melgare para 1ª tesoureira e Ymara Menna Barreto, 2ª tesoureira. Ferreira é sócio fundador da entidade e sua ficha de associado é a número 1, antes mesmo de José Lutzenberger, que na época, em 1971, foi o quarto associado.

Sandra Ribeiro apresenta o resumo dos dois anos de gestão. (foto:Adriane B Rodrigues)
A unânime aceitação da chapa para nova diretoria da Agapan aconteceu após aprovação dos relatórios de atividades e financeiro, apresentado pela diretoria anterior. A então presidenta Sandra relatou as atividades dos últimos dois anos, destacando, neste ano, a Operação Concutare, com a prisão dos ex-secretários estadual e municipal de Meio Ambiente, Carlos Fernando Niedersberg e Luiz Fernando Záchia, entre outros indiciados, e a invasão da brigada militar ao acampamento Ocupa Árvores, na madrugada do dia 29 de maio, “fatos dramáticos da história ambiental”, diz Sandra.


Nova diretoria: (esq. p/ direita): Alfredo Ferreira, Ymara , Heverton e Vanessa.
(foto:Adriane B Rodrigues)
Em sua gestão, Ferreira tem como objetivos melhorar ainda mais a estrutura da Sede da Agapan e atrair mais sócios, através de campanhas e ações. “Vamos manter o atendimento às demandas ambientais e, agregando novas estratégias, ampliar e qualificar ainda mais nossa atuação”, antecipou o novo presidente, que é doutor em ecofisiologia, ciência que estuda o funcionamento e as relações entre as plantas.

Informações
Assessoria de Imprensa da Agapan
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
Fotos: Adriane Bertoglio Rodrigues e César Cardia/ AGAPAN

11 julho 2013

Agapan se desliga do Consema



 

A composição ambiental minoritária e a constatação de que o Conselho Estadual de Meio Ambiente “não representa os supremos interesses da população na busca de uma verdadeira sustentabilidade ecológica” são alguns dos motivos que levaram a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) a se desligar do Consema, após quase 20 anos de participação ativa da entidade.
Em documento encaminhado à Apedema na quarta-feira (10/7), os representantes da Agapan, que integram Câmaras Técnicas de Controle e Qualidade Ambiental e de Biodiversidade e Política Floresta, Edi Xavier Fonseca e Sandra Ribeiro, e Flávio Lewgoy e Alfredo Gui Ferreira, expressam os motivos do afastamento.
 “Estamos cumprindo o nosso dever de comunicar ao coletivo ambientalista a decisão de abrirmos mão da representação para a qual fomos investidos pela Apedema”, diz a conselheira Edi, ao observar que “a composição minoritária que temos nos coloca em uma condição de incompatibilidade, gerada pelos conflitos de interesses inconciliáveis, que inviabilizam as finalidades institucionais do próprio Consema”.


Assessoria de Imprensa da Agapan/ Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
 Imagem:  Guilherme Eugenio http://guilhermeeugenio.com

21 janeiro 2013

AGAPAN postula vaga no Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA.



A AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, dirige-se as ONGs do CNEA – Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas-, a fim de solicitar o apoio à indicação  do seu nome para ocupar a vaga Nacional no quadro de representação da sociedade civil no Conselho Nacional do Meio Ambiente. As considerações a seguir visam justificar a solicitação de apoio.

Em várias oportunidades  a AGAPAN ocupou a vaga regional no CONAMA. Na condição pioneira do ambientalismo, nossa entidade lutou pela democratização da sociedade brasileira, pela instauração de uma legislação ambiental e pela criação de órgãos públicos voltados para a defesa do maio ambiente.
A questão ambiental tal como foi contemplada na Constituição de 1988 foi uma vitória da sociedade civil e um marco culminante das nossas lutas. No entanto estamos vivendo uma conjuntura história de retrocesso nas nossas conquistas. Atualmente estamos acumulando perdas imensas, tudo parece estar erodindo aos nossos pés.

É neste momento histórico que nos sentimos particularmente motivados para uma atuação no CONAMA visando contribuir para o resgate dos princípios e das raízes do ambientalismo brasileiro neste órgão colegiado que ajudamos a criar.  Um assento no CONAMA depois de 42 anos de lutas constantes contra a degradação e destruição da beleza da vida. 
A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – AGAPAN, declarada de Utilidade Publica Municipal e Estadual, é uma associação civil de defesa da natureza. Foi fundada a 27 de abril de 1971, em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tendo uma atuação voltada para problemas ambientais locais (Porto Alegre), regionais (Estado do Rio Grande do Sul e Região Sul), nacionais (Brasil), internacionais (Cone Sul: Brasil, Uruguai e Argentina) e globais.

A atuação da entidade é totalmente baseada  no trabalho voluntário dos associados. A Diretoria e o Conselho Superior são integrados por membros pertencentes ao quadro social da AGAPAN, eleitos democraticamente pela Assembleia para mandatos de dois anos. A sustentação financeira das suas atividades é proveniente de doações e das anuidades dos seus associados. Somos extremamente criteriosos e seletivos em relação ao recebimento de patrocínios e verbas. Não aceitamos contribuições de instituições ou empresas envolvidas, direta ou indiretamente, com corrupção ou atividades geradoras de degradação ambiental.
Nossas maiores riquezas são o respeito público, o reconhecimento nacional e internacional, a dedicação e a qualificação científica, ética e política do nosso quadro social, uma história de 42 anos de lutas pela Vida e pela sustentabilidade ecológica. Como costuma dizer nosso Conselheiro e ex-presidente, o químico e geneticista professor Flávio Lewgoy, “nosso maior patrimônio é moral”.

No início dos anos setenta ousamos propor  uma  concepção de política baseada no respeito à diversidade natural e cultural, mas sobretudo uma sociedade inspirada na natureza que é nossa origem e nosso destino.  No então, cada vez mais nos defrontamos com os avanços corporativos das grandes empresas colocando os interesses do capital acima do supremo interesse que é a vida. A cooptação dos organismos estatais tem resultado no esvaziamento do Conama como principal instancia colegiada de deliberação de políticas públicas na área ambiental em nível nacional. Portanto, nos propomos lutar por uma maior politização do Conama.

A experiência,  persistência,  coragem e coerência  que podemos oferecer  vão exigir a constante conexão com  vocês, como forma de apoio não apenas na indicação do nosso nome, mas também em toda nossa gestão.  Pedimos por estas razões o apoio de todos que quiserem nos ajudar a construir esta nova realidade.

Porto Alegre, 30 de novembro de 2012. 

AGAPAN


APOIO DA APEDEMA-RS

A APEDEMA-RS, conforme decisão da última reunião das entidades
realizada no dia 06 de dezembro de 2012, seguindo os acordos de
rodízio das entidades da Região Sul para o Conama, no biênio
2013/2015, confirma o apoio às entidades indicadas pelos coletivos dos
estados do PR e SC, respectivamente, APROMAC (Associação de Proteção
ao Meio Ambiente Cianorte) e ONGs Sócios da Natureza.

Da mesma maneira, a APEDEMA-RS, de acordo com manifestações das
entidades a ela filiadas e à decisão da última reunião do dia 06/12,
também declara seu apoio à entidade AGAPAN para a candidatura nacional
ao Conama.

Lembramos que as eleições às vagas das entidades ambientalistas ao
Conama que será no dia 25 de janeiro de 2013 o prazo final para a
postagem da cédula eleitoral via correio e para entrega do envelope
contendo a cédula eleitoral na Seção de Protocolo do Ministério do
Meio Ambiente, enquanto o dia 03 de fevereiro de 2013 é o prazo final
para a votação eletrônica;

Mais detalhes em: http://www.mma.gov.br/port/conama/eleicoes/

Segue também a Carta de Princípios das entidades ambientalistas
representantes no CNEA (Cadastro Nac. de Entidades Ambientalistas) em
órgãos colegiados
(http://www.mma.gov.br/port/conama/processos/61AA3835/
CartaPrincipios.pdf)

P. Brack
p/Coordenação


06 janeiro 2013

Ao comemorar 90 anos, Augusto Carneiro projeta e aconselha maior participação ambiental




Estar presente em todos os acontecimentos ambientais da cidade é o projeto de vida revelado pelo pioneiro do movimento ambiental, Augusto Carneiro, que comemorou 90 anos no último dia 31 de dezembro. Carneiro, um dos fundadores da Agapan ao lado de Lutzenberger, recebeu homenagem no sábado, dia 5 de janeiro, na Feira dos Agricultores Ecologistas, no bairro Bonfim, em Porto Alegre. O ‘Parabéns’ contou com a participação de ecologistas e amigos de Carneiro, que segue incansável na defesa da natureza, distribuindo panfletos e vendendo livros, “tudo de ecologia”, diz ele, que há mais de 20 anos participa da Feira.
Muitas pessoas do movimento ecológico estiveram presentes pra cantar o "parabéns a você."

Carneiro iniciou militância ambiental “por casualidade”, lendo as crônicas de Henrique Luiz Roessler no Correio Rural. “Li todas as crônicas”, afirmou, ao lembrar que sua admiração pelo patrono da Ecologia é por Roessler encarar “além da natureza, representando uma nova frente política”. Com Lutzenberger, Carneiro destaca a prática. “Com Lutz, a defesa da natureza acontecida com praticismo, juntando o ajardinamento ecológico, prática que defende os ciclos naturais, além da comum proteção e da limpeza dos locais”, observa, ao salientar que “nunca abandonamos a ecologia, seja em viagens, propagandas e discussões”.


MENOS LIXO
Orgulhoso por já ter tido “a maior biblioteca de ecologia do Brasil”, Carneiro lamenta que hoje o futebol é considerado mais importante que a luta em defesa do ambiente. Segundo ele, “temos a contribuição de Deus em todo o mundo, fazendo inundações todos os dias, mas o ser humano não está se importando porque é um burro”, lamenta, ao dizer que, além do futebol, a superpopulação se deixa desviar para outros pensamentos.


AGAPAN e amigos festejaram os 90 anos de Augusto Carneiro.
No alto dos seus 90 aos, Carneiro defende que as pessoas se mantenham atentas aos desastres, que analisem e participem dos movimentos ambientais e, para ele, o principal é evitar o lixo nas ruas e nos rios. “É demais o lixo que produzimos”, afirma, criticando o descuido do lixo pelas próprias autoridades, “omissas propositais”. Para Carneiro, “o lixo, que a cada dia entope rios e contamina as águas, é uma das campanhas mais fáceis e que requer menos trabalho para articular, mas as autoridades não enfrentam”.

Carneiro, após muitas fotos e bate-papo com amigos e parceiros da luta ambiental, aconselha a participação nos movimentos em defesa da natureza. “A participação ainda é a melhor solução. Não é cara nem impossível, só basta vontade”, finaliza.







Assessoria de Imprensa da Agapan
Imagens: Edi Fonseca, Eduino Mattos e César Cardia.