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12 fevereiro 2016

Agapan pede audiência pública sobre evento climático ocorrido no final de janeiro

Representantes entregam ofício
Em conjunto com outras entidades ambientalistas e movimentos sociais de Porto Alegre que constituem o coletivo "Cidade que queremos", a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) participou da entrega ao vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (PMDB), e ao presidente da Câmara de Vereadores, Cassio Trogildo (PTB), nesta quinta-feira (11), de um ofício com pedido de audiência pública para esclarecer a população sobre os acontecimentos do dia 29 de janeiro, quando um inédito evento climático atingiu a capital gaúcha, derrubando milhares de árvores e fazendo estragos que deixaram os moradores preocupados e em estado de alerta. Segundo o documento, "mais de três mil árvores foram atingidas pelo temporal".

Câmara de Vereadores
O grupo critica o manejo inapropriado da arborização do município por parte da administração pública e cita, também, a recente manifestação de técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que denunciam o sucateamento do órgão ambiental responsável por conservar as árvores de Porto Alegre. "Uma parcela considerável dos danos e prejuízos causados à população poderia ser evitada, caso a Smam dispusesse das condições mínimas necessárias para desenvolver ações programadas de manutenção preventiva da arborização da cidade", diz o documento dos técnicos de nível superior da Smam, que pode ser conferido na íntegra aqui.

Outra crítica apontada no documento é a falta de cumprimento da Lei 10.337, de 2007, "que estabelece que as redes de infraestrutura sejam exclusivamente subterrâneas no Centro, nas praças e parques e em vias de passeios densamente arborizados na capital". Segundo o grupo, o prazo para cumprimento da lei venceu em março de 2010.

A Agapan aguarda o agendamento da audiência pública e convida a população do município a participar do evento. A entidade vai divulgar a data assim que a mesma for definida pela Câmara de Vereadores.

Texto: Imprensa Agapan

29 dezembro 2011

Alerta planetário: recuo do gelo do Oceano Ártico libera gases de efeito estufa mortais

A equipe de pesquisadores russos ficou estupefata depois de encontrar fontes de metano, em quantidade cem vezes maior que o já visto, borbulhando até a superfície.

Quantidades inéditas e dramáticas de metano - um gás de efeito estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono - foram vistas borbulhando até a superfície do Oceano Ártico por cientistas que realizavam uma vistoria extensiva da região.

A escala e o volume da liberação de metano deixou estupefato o chefe da equipe russa de pesquisa que há vinte anos vistoria o solo oceânico da Plataforma continental Ártica da Sibéria, na costa norte do Leste da Rússia.

Em entrevista exclusiva a The Independent, Igor Semiletov, membro da Academia Russa de Ciências, disse que nunca havia testemunhado a escala e a força do metano liberado de debaixo do solo oceânico ártico.

“Anteriormente havíamos encontrado estruturas em forma de tocha como esta, borbulhando metano, mas elas possuíam apenas dezenas de metros de diâmetro. Esta é a primeira vez que encontramos estruturas de escoamento contínuas, impressionantes e poderosas, de mais de 1.000 metros de diâmetro. É impressionante”, disse o Dr. Semiletov. “Eu fiquei mais estupefato pela tremenda escala e alta densidade das plumas. Em uma área relativamente pequena encontramos mais de 100, mas numa área mais ampla deve haver milhares de plumas”.

Os cientistas estimam que há centenas de milhões de toneladas de gás metano presas por baixo do Permafrost, o subsolo congelado, que se estende do continente e mar adentro, localizado na relativamente rasa plataforma continental do mar Ártico no Leste da Sibéria.

Um dos maiores medos é que, com o desaparecimento do gelo marinho do Ártico no verão e a elevação rápida das temperaturas em toda a região, que já está derretendo o subsolo congelado da Sibéria continental, os bolsões de gás metano presos poderiam ser liberado de repente na atmosfera, levando a um rápido e severo aquecimento global .

A equipe do Dr. Semiletov publicou, em 2010, um estudo avaliando que as emissões de metano dessa região eram de aproximadamente de oito milhões de toneladas por ano, mas a expedição mais recente sugere que esse número subestima significativamente o fenômeno.

No final do verão setentrional de 2011 -inverno no hemisfério sul-, o navio de pesquisa russo “Acadêmico Lavrentiev” conduziu uma extensa vistoria de no mar na costa do leste da Sibéria. Os cientistas utilizaram quatro instrumentos altamente sensíveis, tanto sísmicos como acústicos, para monitorar as “fontes” ou plumas de bolhas de metano que sobem até a superfície do mar vindas de debaixo do solo oceânico.

“Numa área bem pequena, de menos de 25.900 km² (equivalente a uma área de 259 km x 100 km), contamos mais de 100 fontes, ou estruturas em forma de tocha, borbulhando pelas colunas de água e sendo injetadas diretamente na atmosfera a partir do subsolo oceânico”, disse o Dr. Semiletov. “Em 115 pontos estáticos, nós checamos e descobrimos campos de metano numa escala impressionante—creio que numa escala jamais vista antes. Algumas plumas eram de um quilômetro ou mais de largura e as emissões iam diretamente para a atmosfera. A concentração era cem vezes maior que a normal.”

O Dr. Semiletov divulgou suas descobertas pela primeira vez em Dezembro de 2011na semana passada, no encontro da União Americana de Geofísica, em San Francisco, E.U.A.

* Publicado no Jornal The Independent , de Londres, em 13 dezembro de 2011
Ecoagência
Por Tradução de Celso Copstein Waldemar Agapan

19 janeiro 2011

Aqui se faz, aqui se paga.


Este ditado popular mostra-se adequado para as catástrofes climáticas que estão acontecendo agora no planeta. O aquecimento dos oceanos e da atmosfera, uns míseros 0,8ºC já causam um aumento de 4% do volume evaporado de água da superfície terrestre, quantidade suficiente para desestabilizar a estrutura social e econômica.

É equivocado culpar apenas o caos urbano brasileiro... Na Austrália, sob efeito da La Niña uma região do tamanho da Alemanha e França juntas estão submersos. Não há duvida, o matador-pistoleiro foi a natureza mais o mandante do crime foi a emissão suicida de gases de efeito estufa oriundos da queima de petróleo, carvão e gás natural e metano dos bovinos desde 1760.

Estamos num caminho suicida... O gelo do polo norte vai acabar daqui a 3-8 anos, catástrofes como os furacões Catarina e Katrina, da supercheia de Blumenau 2008, Angra dos Reis, Morro do Bumba, Alagoas e Pernambuco vão virar rotina todos os anos.

Precisamos reagir. Como: com ação politica, por politicas publicas nacionais e mundiais de combate ao aquecimento global. acessem também:

www.culturadoclima.webs.com Enquanto ainda há tempo....

Celso- Vice-Presidente da AGAPAN Associação Gaúcha de Proteção Ao Ambiente Natural

Imagem: www.sxc.hu

Al Gore falou das chuvas no Rio e elegeu web como via de combate ao aquecimento

A internet pode ser uma maneira de mudar a história da civilizaçao "por ter o potencial de conectar pessoas" e pode ser usada "como ferramenta para combater o aquecimento global" - Al Gore hoje na Campus Party via Ultimo Segundo. Abriu a palestra falando sobre as chuvas da semana passada no Rio de Janeiro, que mataram mais de 600 pessoas - "Nós estamos em dias cruciais sobre o aquecimento global. Nos últimos 10 meses ocorreram chuvas além do normal em países como Paquistao, Austrália, Colômbia, assim como na minha cidade Nashville", disse, referindo a "clara ligaçao" destes eventos com o fato de grandes emissoes de gases causadores do efeito estufa na atmosfera. Diz q também está na internet uma via de amenizar estas catástrofes, "a partir da informaçao aberta sobre áreas onde casas podem ser construídas", assim como a previsao do tempo. 18/01

Fonte: Site Bluebus.com.br

10 outubro 2010

Agapan participa de movimento global pelo limite de 350 ppm de CO2 na atmosfera

Manifestação “Eu me importo” acontece neste domingo, no Parque da Redenção, a partir das 15h.



Neste domingo, 10/10/10, cidadãos de 187 países irão organizar mais de 6.300 atividades pelo clima. É o chamado movimento 350, considerado pelos cientistas o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. “Queremos, no ar atmosférico, 350 ppm (partes por milhão) de CO2”, conclama Celso Waldemar Copstein, vice-presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), que participa da mobilização que acontece das 15h às 18h, no Parque da Redenção. Atualmente estamos com 388,15 ppm de CO2 no ar.



O objetivo desse movimento global é chamar a atenção dos líderes mundiais para a crise climática que está acelerando. 2010 é o ano mais quente já registrado. “Desastres naturais ligados ao clima, como as inundações no Paquistão, custaram milhares de vidas. E os cientistas dizem que a situação está piorando. Nosso movimento tem que estar à frente da crise climática e precisamos puxar os políticos conosco”, destaca Copstein.



O movimento 350 (WWW.350.org) culminará com a comemoração, em 24 de outubro, do Dia Internacional de Ação Climática, e com a realização da COP 16, a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas, da ONU, que ocorrerá de 29 de novembro a 10 de dezembro na cidade de Cancun, no México.



Uma das atividades previstas para a capital gaúcha é o recolhimento do lixo na Redenção. “Mesmo com tantas pessoas que zelam pelo parque, os gramados não escapam do descuido de muita gente. Vamos relembrar que é fácil manter nossa cidade limpa e que isso não depende somente do poder público”, observa o facilitador Lucas Magnus, que anuncia ainda a realização de um abaixo-assinado pelo 360 e o Free Hugs (Abraços Grátis), “para mostrar para todos que não há vergonha nenhuma em cuidar dos espaços públicos”.



No interior do Estado, outras atividades estão previstas. Em Caxias do Sul, o Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza promove um piquenique na Universidade de Caxias do Sul, ao lado do BioLago. No local, cartazes explicarão a filosofia do 350, o processo do aquecimento global e mudanças climáticas e o que representa participar desse movimento.

Informações

Assessoria de Imprensa da Agapan

Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues

08 outubro 2010

Porto Alegre integra ações do 6500 eventos do Movimento 350 Aquecimento Global: Eu me importo! I care!!

Encaminho para reforçar a participação de todos no domingo às 15h ha Redenção.
Se entrarem no site abaixo, www.350.org e http://world.350.org/brasil/ verão que Porto Alegre integra as ações destes 6.300 eventos que estarão acontecendo por todo o planeta.

Até domingo!

Grande abraço,

Celso Waldemar e Teresinha Sá


Caros amigos,

Neste domingo, 10/10/10, nós iremos quebrar um record mundial: cidadãos de 187 nações irão organizar mais de 6300 "festas de trabalho pelo clima" desde Brasil até o Palau. A mensagem: pessoas ao redor do mundo estão agindo pelo clima -- e chegou a hora dos governantes se juntarem a nós.

Vamos mostrar que o movimento climático global está em todos lugares, energizado e gigante -- clique para encontrar um evento:


Participe Agora!
Neste domingo, em mais de 6.300 eventos em 187 países, cidadãos ao redor do mundo irão desmascarar um boato perigoso: que o movimento climático global desapareceu.

Vamos mostrar aos líderes mundiais e à imprensa que nós estamos mais diversificadas, maiores e mais criativos do que nunca - e que nós simplesmente não vamos desistir até que o nosso planeta, e todos os que vivem nele, estejam a salvo.

No domingo, 10 de outubro - que é 10/10/10, uma data para se lembrar – nós vamos nos reunir em "festas de trabalho" para o clima ao redor do mundo, demonstrando a nossa determinação e soando um apelo aos nossos governantes: "Nós estamos colocando a mão na massa ... e você? "

Quanto mais pessoas participarem, mais direta será a nossa mensagem de determinação para derrotar as mudanças climáticas. Estas festas não serão somente incrivelmente úteis, como divertidas também. Clique abaixo para encontrar um evento perto de você e confirmar a presença (ou inscrever o seu próprio evento) - é hora de arregaçar as mangas e agir:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl

O momento é crítico: nas próximas semanas e meses, nossos governantes irão tomar decisões importantes sobre o esforço para conseguir um novo tratado climático global. O ano todo eles ficaram se lamentando sobre a Conferência de Copenhague que aconteceu em dezembro, onde países não conseguiram chegar a um acordo vinculante – e nem mesmo a um compromisso de elaborar um. Se os políticos pensarem que as mobilizações populares por ações climáticas acabaram, eles irão ceder ao lobby do combustível fóssil - e simplesmente desistir de chegar a um acordo real.

Mas mesmo com os governos se esquivando, a crise climática está acelerando. 2010 é o ano mais quente já registrado. Desastres naturais ligados ao clima, como as inundações no Paquistão, custaram milhares de vidas. E os cientistas dizem que a situação está piorando. Nosso movimento tem que estar à frente da crise climática e precisamos puxar os políticos conosco.

Ao demonstrar a nossa determinação, a Festa de Trabalho Global irá lançar um desafio aos nossos governantes. Eventos locais incluem o plantio de árvores no interior da Tanzânia, a instalação de painéis solares na China, e um passeio de bicicleta internacional da Jordânia para Israel - junto com eventos muito mais simples organizados por pequenos grupos de amigos. Onde quer que estejamos e qualquer que seja a nossa ação, nós estamos passando uma mensagem: nós estamos gerando soluções para as mudanças climáticas em nossas proprias comunidades, os nossos governantes não têm desculpa para não começar a trabalhar a nível nacional e mundial.

Quanto mais pessoas participarem, mais poderosa será a nossa mensagem. 10/10/10 é daqui a poucos dias, e é fácil participar - clique para se inscrever:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl

Embora haja pouco tempo para enfrentar as mudanças climáticas, o movimento climático em si, é relativamente jovem. A abolição do comércio transatlântico de escravos e o fim do Apartheid levou décadas. Porém, as mudanças climáticas, por causa de sua ameaça a todos em todos os lugares, tem um poder especial de unir as pessoas além das fronteiras.

No ano passado, uma onda extraordinária de atividade, com sucessivos dias de ação global (21 de setembro, 24 de outubro e 12 de dezembro) levaram os Chefes de Estado do mundo todo a estarem presentes na Conferência de Copenhague. Foi de tirar o fôlego, mas não foi o suficiente. Este fim de semana, vamos renovar nosso compromisso de lutar pelas seis bilhões de vidas - e mostrar que não estamos indo a lugar algum, enquanto nós temos um planeta para salvar.

Com esperança e determinação,

Ben, Iain, Ben M, Maria Paz, Ricken, David, Graziela e toda a equipe Avaaz

PS: Estes eventos estão sendo organizados por uma vasta gama de grupos e indivíduos, com o apoio dos amigos da Avaaz, a 350.org - utilizando ferramentas da web que facilitam a localização de um evento ou o cadastro de um novo evento. Inscreva-se para um evento com estas ferramentas, e a 350 irá enviar algumas mensagens úteis nas vesperas do dia de ação. Aqui está o link novamente:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl

Junte-se a nós: Parque da Redenção no Domingo 10/Outubro: Movimento 350 Aquecimento Global :: Eu me importo!!


clique na imagem para ampliar.

Junte-se a nós!
Um dos mais de 2500 eventos simultâneos em mais de 180 países.


Pois os fatos são esses:
- 67% do volume da calota polar Antártica já foi perdida pelo aquecimento da atmosfera,
- Um tornado de fogo atingiu São Paulo em 25 de agosto de 2010.
Esses fenômenos podem ser evitados,
mas precisamos de políticas publicas efetivas rapidamente.

Nós temos as condições de mudar esta situação.
Você está agindo para evitar este pesadelo?
Nós estamos...

Data: 10 de Outubro de 2010.
Local: Monumento ao Expedicionário - no Parque da Redenção
Hora: 15 horas.

Organização local:
AGAPAN
Redes: Cria de Gaia
Educadores Ambientais de Porto Alegre

07 outubro 2010

Aquecimento Global: o que está acontecendo em nossos oceanos?


Não vejo, como, em 2010, contestar a existência do aquecimento global causado pelo homem. Neste ano, assim como a maioria de cada ano que finda, nosso planeta tem a sua calota polar ártica diminuída, numa tendência não mais linear, mas exponencial, segundo análise mensal da Universidade de Washington, Seattle, E.U. A desde 1979.

Isto é muito perigoso, pois está contribuindo para o aumento da liberação espontânea de metano e co2 presente no permafrost e no assoalho oceânico próximo ao mar artico.O Permafrost abrange 13 milhões quilômetros quadrados de terra no Alasca, Canadá, Sibéria e partes da Europa e que contém pelo menos duas vezes mais carbono do que está atualmente presente na atmosfera - 1.672 gigatoneladas de carbono, segundo um estudo publicado na Nature em 2009 . Quantidades astronômicas de metano encontram-se também nas profundezas dos oceanos: no mínimo 10 trilhões de toneladas estão sob a forma de hidratos congelados de Clatratos de metano além 2000 bilhões de gás natural rico em metano. Se os oceanos continuarem aquecidos, há possibilidade de esse gás ser liberado mais rapidamente na atmosfera, provocando um abrupto e poderoso aquecimento planetário e provavelmente nossa civilização não terá meios de reverter este processo se não agirmos logo. A tragédia social está, portanto eminente.

A preocupação dos pesquisadores do assunto é que o leito oceânico da plataforma continental da Sibéria oriental, cuja área é de 2.000.000 km² já está mostrando sinais de desestabilização em relação à liberação deste gás, emitindo ao redor de 8 milhões de toneladas de metano/ano.

Também, os estudos mais recentes apontam a grande probabilidade da grande parte da calota polar Ártica no verão e no Outono desaparecerem num período de tempo médio de 6 anos. Ou seja, isto é muito provável que aconteça daqui a 3 ou 9 anos, entre 2013 e 2019, segundo a escola naval da marinha americana.

Portanto os candidatos à presidência devem entender que o combate ao aquecimento global é prioridade nacional!

Celso Waldemar
engenheiro agrônomo - vice-pres. Agapan

30 agosto 2010

É amanha dia 31 de Agosto: Palestra: Poderemos vencer a crise do clima e evitar a catástrofe socioambiental?




Poderemos vencer a crise do clima e evitar a catástrofe socioambiental?


Artigo: Reduziremos em 1 bilhão de anos a presença da espécie humana na Terra?

O Planeta Terra, o mundo em que a civilização desenvolveu-se, o mundo com os padrões climáticos que conhecemos, está em perigo iminente. A urgência desta situação tornou-se evidente apenas nos últimos anos, a partir de 2007. Nós agora temos evidências claras da crise climática, fornecidas pelo conhecimento cada vez mais detalhado sobre a sua história geológica e pela observação das mudanças que estão começando a ocorrer, em todo o mundo, em resposta ao aquecimento global.


Palestrantes:
- Celso Waldemar - agrônomo, Agapan
- Prof Paulo Brack - biólogo, Ingá

Local: InGá - Casarão do Arvoredo
Rua Fernando Machado, 464 - Centro- Porto Alegre

Entrada gratuita. Esperamos você lá.

Divulgue entre seus amigos, faça a sua parte pelo ambiente natural!!

AGAPAN
A vida sempre em primeiro lugar!
www.agapan.org.br

imagem: getty images

30 setembro 2009

O aquecimento global e a crise civilizatória


Terça Ecológica debate: Mudanças Climáticas
Dia: 13 de Outubro
Hora: Das 19h às 21 horas
Local: Auditório do Instituto Goethe

O aquecimento global e a crise civilizatória

A necessidade de se repensar qual é o grau de aquecimento que os

ecossistemas poderão suportar fica mais evidente diante de novos

dados científicos lançados após o relatório do IPCC.

Por Celso Copstein Waldemar

1.O clima está mudando e rápido

Há mais de vinte anos a ONU vem alertando a governança mundial e a
sociedade sobre os perigos advindos da emissão gases de efeito estu-
fa pela queima de combustíveis fósseis. Em 10 de novembro de 2007
Ban Ki -moon, secretário-geral da ONU, após sobrevoar a Antártica e
constatar o inicio de seu degelo acentuado declarou:

"Preciso de uma resposta política. Esta é uma emergência, e para
situações de emergência precisamos de ações de emergência"(1)

Durante 2007, quase qualquer cidadão do mundo foi avisado de que se
o aquecimento global exceder 2ºC, a humanidade entrará em terreno
'desconhecido e perigoso'. Pode soar um pouco assustador, mas o fato
é que se trata de um alerta baseado nos dados do 4º Relatório de
Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
IPCC, na sigla em inglês). Mas agora, na última reunião da ONU
sobre Mudanças Climáticas em Poznan, as coisas parecem estar mudando;
pelo menos do ponto de vista dos cientistas. A meta de 2ºC pode não
ser suficiente para interromper os piores efeitos da mudança climática,
como secas e chuvas devastadoras(2)

Martin Parry, chefe do Departamento de Ciências Ambientais do
Imperial College (Londres), que foi o vice-presidente do grupo sobre
impactos do aquecimento no IPCC, tem circulado um artigo científico na
conferência, alertando sobre os riscos de não agir agora. Intitulado
“As consequências de atrasar ações sobre mudanças climáticas”, seu
paper sustenta que as atuais propostas para a redução das emissões de
carbono são permissivas a respeito de impactos sobre o homem e
natureza.

“Nós deveríamos estar pensando em algo como 1,5ºC ou até mesmo menos,
como aumento máximo”, diz Parry. Em seu artigo, o membro do IPCC
demonstra que permitir uma elevação de 2ºC na temperatura global
representa, entre outras coisas, que entre 1 bilhão e 2 bilhões de
pessoas sofrerão com problemas de suprimento de água. Ou haverá uma
drástica queda na produção de cereais.

A necessidade de se repensar qual é o grau de aquecimento que os
ecossistemas poderão suportar fica mais evidente diante de novos
dados científicos lançados após o relatório do IPCC. Artigos
publicados em 2008 revelam que a capacidade dos oceanos em absorver
gás carbônico (CO2) está caindo. Os mares são o principal sorvedouro
de CO2, mas eles parecem estar saturados.
Para Martin Parry, o Planeta está mudando numa velocidade bem mais
rápida do que tinham previsto os cientistas no IPCC em 2007.

E isso ocorre apenas com uma elevação de 0,6ºC na temperatura do globo
nos últimos 50 anos. O pesquisador afirma que 2008 pode ter sido o ano
em que presenciamos a primeira crise criada pelo aquecimento global: a
crise alimentar. A longa seca na Austrália, ele observa, quebrou a safra
de trigo que alimenta 15% do mercado mundial de cereais.

O professor do Imperial College não está sozinho em alertar que o clima
muda rapidamente. Em Poznan, cientistas do Instituto para Mudanças
Climáticas de Potsdam apresentaram novos modelos indicando que o limite
de 2ºC também pode ser muito alto para as geleiras. Isso é especialmente
verdade para as camadas de gelo da Groelândia e Antártica. O doutor Bill
Hare, do Potsdam Institute, revelou em seu painel “Novas revelações sobre
as camadas de gelo após o relatório do IPCC”, que um aumento de 1,5ºC na
temperatura global seria suficiente para derreter toda a cobertura da
Groelândia. Se isso de fato acontecer, o aumento do nível dos mares deve
subir 6,5 metros (Porto Alegre, já atingida pela cheia do Guaíba em 1941,
tem um sistema de proteção parcial da cidade de até 6 metros).

Hare reconhece que não há modelos confiáveis para se prever o impacto do
derretimento das geleiras no nível dos oceanos, mas que “é preciso propor
reduções de emissão de gases de efeito estufa mais audaciosas do que aquelas delineadas pelo IPCC”.
Os climatologistas concordam que para estabilizar o clima é preciso ter uma
redução das emissões de 60% sobre os níveis de 1990.

Rajendra Pachauri coordenador do IPCC diz que no próximo relatório do IPCC,
que sairá apenas em 2014, é possível que os indicativos sobre a temperatura
limite sejam trazidos para um nível mais baixo. A dúvida é se isso não seria
tarde demais frente ao rápido derretimento das geleiras. De toda forma, ele
pondera, os dados contidos no 4º Relatório, de 2007, já são assustadores o
suficiente para despertar um comportamento “avesso ao risco” nos governos
que estão na Convenção do Clima (2).

2.Em breve não seremos capazes de nós adaptarmos ás mudanças globais

Segundo Pachauri, em seu depoimento na COP-14 na Polônia em Dezembro de
2008: “Em breve os impactos do aquecimento global vão exceder a nossa
capacidade de adaptar-mos a ela. Estes efeitos incluem mais freqüentes e
severas secas, inundações, furacões e tempestades e o aumento do nível do
mar. Os impactos das mudanças climáticas são tão evidentes que se não
tomar-mos medidas imediatas, a situação vai ficar cada vez pior.

E concluiu” Os paises mais pobres e as comunidades carentes são as mais
vulneráveis a esses efeitos. A sociedade deve ter uma estratégia na qual
a adaptação deve ser local, mas a mitigação (redução da emissão de gases
que estão aquecendo o planeta) deve ser global.”

“As boas notícias é que as possibilidades de mitigação não são custosas.
Atualmente existem evidências plenas que a transição para uma matriz
energética com baixo consumo de carbono fóssil e com o uso de energias
solar e eólica é uma solução economicamente viável, a “win-win solution.”
(3)

3.Tarde demais...Por que os cientistas dizem que devemos esperar o pior

No inicio de 2008, Jim Hansen, um dos diretores da NASA publicou um
artigo científico na qual fez uma reconstituição dos climas já existentes
no planeta. Concluiu que é necessário à humanidade ter uma meta de 350 ppm
(partes por milhão) de concentração de gases de efeito estufa na atmosfera
para podermos preservar o planeta de forma similar a aquela que permitiu o desenvolvimento de nossa civilização e a qual a vida na terra está adaptada.
Antes da revolução industrial, o teor era de 280 ppm. Atualmente este teor
é de 386 ppm e esta subindo 2 ppm ao ano. E concluiu que é necessário
urgentemente reduzir estas emissões por causa do risco de retroalimentação
do sistema climático, ou seja o aumento espontâneo da temperatura
independente da redução da queima de combustível fóssil.

As emissões de carbono fóssil cresceram desde 2000 num ritmo nunca
imaginado, principalmente pelo uso do carvão mineral na China e em
outros países em desenvolvimento, cenário mais dramático que o pior
cenário projetado pelo último relatório do IPCC.
É considerado improvável que este nível atingirá 450 ppm, considerando
a atual inércia sócio-política, mais provável é atingirmos 650 ppm. .
Neste cenário, o planeta atingiria um catastrófico aumento de
temperatura de 4° graus , na qual haverá escassez crônica de água
e alimentos e países vulneráveis e inundações que atingiram centena
de milhões de habitantes (3).
A última previsão da ONU, estima que haverá em 2050 entre 250 milhões
á 1bilhão de refugiados climáticos (5).

REALIMENTAÇÃO (FEEDBACK) DO SISTEMA CLIMÁTICO

AUMENTO DO TEOR DE CO2 PELA ATIVIDADE HUMANA
↓
AUMENTO DA TEMPERATURA GLOBAL
↕
AUMENTO DA TEMPERATURA DO MAR ARTICO
↕
DIMINUIÇÃO DO ALBEDO DO MAR ARTICO
↕
DEGELO DA CALOTA POLAR DO MAR ARTICO
↕
LIBERAÇÃO DE METANO DO PERMAFROST
↕
LIBERAÇÃO DE HIDRATO DE METANO DO MAR
↕
LIBERAÇÃO DE GAS METANO DA SUB-SUPERFICIE DO MAR
↕
DIMINUIÇÃO DA CAPACIDADE DE CAPTURA DE CARBONO DO MAR
↕
DIMINUIÇÃO DA CAPACIDADE DE CAPTURA DE CARBONO DAS FLORESTAS
↕
LIBERAÇÃO DE CARBONO DAS FLORESTAS
↕
SUBIDA DA TEMPERATURA EM 5 º C,TEOR DE CO2 E METANO SUPERIOR A 650PPM
?↓? (chegaremos a este ponto?)
MORTE COLETIVA DA HUMANIDADE

Há uma grande expectativa quanto à próxima conferencia da ONU, a
COP-15 na Dinamarca em dezembro de 2009, que vai tentar negociar
um novo acordo de redução de emissões, já que o Protocolo de Quioto
que trata destas questões fracassou, pois as emissões ao invés de
baixarem subiram.

Porem devemos ser realistas e avaliar que um acordo com todos os
paises e que ao mesmo tempo seja eficiente na redução das emissões
na velocidade e amplitude necessária, segundo a ciência tem pouca
probabilidade de acontecer.
Venezuela, Arábia Saudita, Rússia, Irã, Líbia, Kuwait iram abrir mão
de suas receitas milionárias como petróleo em nome de um acordo
global de sobrevivência da civilização?

A China mesmo, sob a ameaça de perder sua principal fonte de água
doce, as geleiras do Himalaia aceitará reduzir momentaneamente seu
crescimento econômico até que sua matriz energética for majoritariamente
sem carvão?
A exceção do Protocolo de Montreal, que eliminou a produção de gases
que destroem a camada de Ozônio,mas que teve pouco impacto econômico
na sua adoção, historicamente a ONU e anteriormente a Liga das Nações
nunca foram capazes de acordar uma Governança Global.

Há os exemplos da Primeira e Segunda Guerra Mundial, dos Genocídios
étnicos de Judeus e ciganos, da Guerra Fria, dos conflitos do Oriente
Médio, dos massacres da guerra da ex-Iugoslávia, dos atuais genocídios
étnicos na África. Nunca houve um consenso total entre as nações.

Penso que as nações que respeitarem a posição da Ciência e acatarem a
redução da queima de combustível fóssil e a mudança rápida de sua matriz
energética não devem fazer concessões na meta de emissões: 350 ppm de
CO² equivalente.
E sem esperar um consenso universal, devem se unir em um bloco político-
e boicotar economicamente os paises de tendências suicidas como forma
legitima e moralmente aceita de garantir um futuro digno a humanidade.

Referências
1.http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/mundo/conteudo.phtml?id=712030
2.http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/20508-o-clima-esta-mudando-e-rapido
3.http://economictimes.indiatimes.com/Global_Warming/Soon_we_wont_be_able_to_adapt_to_climate_Pachauri/articleshow/3822846.cms 4.http://www.guardian.co.uk/environment/2008/dec/09/poznan-copenhagen-global-warming-targets-climate-change
5.http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2007/05/13/ult1806u6054.jhtm