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25 janeiro 2014

Agapan no FST2014: propostas sustentáveis X inviabilidade das monoculturas



Antônio Andrioli considera "apenas a quantidade  regulariza o plantio e o  uso de soja e milho transgênicos no Brasil para alimentar rebanhos na Euroopa. Para ele é preciso mudar este foco e incentivar os países a utilizar outras plantas."
Dez anos de transgênicos no Brasil é pauta de palestra no FST


Quase 50 pessoas participaram da oficina temática sobre o plantio e consumo de alimentos transgênicos, realizada na noite desta terça-feira (21/1), primeiro dia do Fórum Social Temático (FST), que acontece até domingo (26) em Porto Alegre e Canoas. O objetivo do debate foi analisar os dez anos de cultivo de transgênicos no Brasil, abordando os aspectos socioeconômicos dos transgênicos e enfatizando suas implicações para a saúde humana e ambiental. O debate foi realizado no Memorial do RS, e integra o Eixo 3 do FST, sobre Justiça Social e Ambiental. O evento foi promovido pela Agapan, Grupo de Estudos em Agrobiodiversidade (GEA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Se analisássemos todos os fatores (ambientais, sociais, éticos e técnicos) que envolvem a produção de transgênicos, concluiríamos que seria proibido produzir monoculturas, como a soja”, destacou, em sua palestra, Antônio Andrioli, vice-reitor da UFFS, membro do GEA, especialista em meio ambiente e representante da Agricultura Familiar na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Andrioli relatou discussões sobre o posicionamento e perspectivas da Comunidade Econômica Europeia sobre a produção e consumo de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), que participou na Alemanha e na Áustria, em novembro e dezembro de 2013. Segundo o palestrante, a principal diferença entre Brasil e União Europeia é a mobilização dos consumidores, muitas delas relacionadas a temas ambientais. “O pimentão ter veneno é quase nada se comprado com o milho e a soja que comemos em muito maior quantidade, pois estão embutidos em muitos outros alimentos que ingerimos todos os dias”, comparou.

Andrioli observou que o mercado, “que considera apenas a quantidade, regulariza o plantio e o uso de soja e milho transgênicos no Brasil para alimentar rebanhos na Europa”. Para ele, é preciso mudar esse foco e incentivar os países a utilizarem outras plantas, a exemplo do que fazem Alemanha e Áustria. “Precisamos recuperar o custo ambiental da monocultura da soja, que é absurda e economicamente inviável”, afirmou, ao criticar que o agronegócio brasileiro continua se afirmando como um bom negócio.
Mais de 50 pessoas estiveram presentes no Memorial do RS. (foto:ABRodrigues/Agapan)
Para Andrioli, o problema ambiental é de conhecimento, enquanto que a lógica da concorrência, que é a base do mercado, destrói a natureza e torna o ar, a água, a semente e a vida expropriáveis, ou seja, objetos de proprietário privado, fortalecendo a palavra sagrada do lucro a qualquer preço. Ao se dizer otimista, Andrioli argumenta que “há muitas coisas nas contradições que mostram que não seguimos apenas um único caminho”, e complementa que “temos que nos desafiar para novas ideias para que não digam que não existem ou que não dá para fazer diferente”.

Após a palestra, houve debate e as manifestações da plenária serão reunidas pela Agapan para a construção de propostas de encaminhamento aos futuros candidatos nas próximas eleições.

Com o tema central Crise Capitalista, Democracia, Justiça Social e Ambiental, o FST acontece entre os dias 21 e 26 de janeiro, em Porto Alegre e Canoas. Mais informações pelo http://www.forumsocialportoalegre.org.br e www.agapan.org.br

Assessoria de Imprensa da Agapan
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
Fotos: Adriane Rodrigues/ Heverton Lacerda para Agapan

20 janeiro 2014

Agapan promove oficina no FSTemático sobre plantio e consumo de transgênicos

No momento em que o Brasil contabiliza dez anos de cultivo de transgênicos e que Porto Alegre sedia mais uma edição do Fórum Social Temático, a Agapan promove debate sobre os aspectos socioeconômicos dos transgênicos, enfatizando suas implicações para a saúde humana e ambiental. O debate será realizado neste primeiro dia de FSTemático (21/1), das 19h às 21h, no Memorial do RS, e integra o Eixo 3, sobre Justiça Social e Ambiental (inscrição nº 1129 - atividade autogestionada).

A palestra será proferida por Antônio Andrioli, vice-reitor da UFFS, membro do GEA, especialista em meio ambiente e representante da Agricultura Familiar na Comissão Técnica Nacional de Biossegureança (CTNBio). Andrioli relatará discussões que participou na Alemanha e na Áustria, em novembro e dezembro de 2013, enfatizando o posicionamento e perspectivas da Comunidade Econômica Europeia sobre a produção e consumo de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), traçando um paralelo com a situação nacional no momento em que contabilizamos dez anos de cultivo de transgênicos no Brasil.

Após palestra de contextualização, coordenada pelo engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, membro do GEA e da AGAPAN, será aberto espaço de debates e manifestações da plenária. “Durante o evento serão coletadas manifestações da plenária com vistas à construção de propostas de encaminhamento”, destaca o presidente da Agapan, Alfredo Gui Ferreira.

 A promoção é da: Agapan, Grupo de Estudos em Agrobiodiversidade (GEA), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Com o tema central Crise Capitalista, Democracia, Justiça Social e Ambiental, o FST acontece entre os dias 21 e 26 de janeiro, em Porto Alegre e Canoas.

Convite no Facebook:
https://www.facebook.com/events/406665602769215/

 Informações pelo http://www.forumsocialportoalegre.org.br  


Assessoria de Imprensa da Agapan

www.agapan.org.br

24 janeiro 2012

Monge Budista Yoshihiko Tonohira e sua filha ativista eco-feminista Yuko Tonohira vieram a Porto Alegre a convite da AGAPAN



Participaram na tarde ontem (23/1) de atividade relativa ao Fórum Social Temático, na Assembleia Legislativa do RS, quando denunciaram a mídia e o governo do Japão por não informar a população japonesa sobre os efeitos nocivos do acidente nuclear em Fukuhima, bem como do perigo dos alimentos contaminados, especilamente para gestantes e crianças.


Em decorrência da catástrofe, as famílias de Fukushima estão desagregadas. Esposas, filhos e idosos tiveram que deixar sua cidade natal e suas aldeias em torno da tragédia. Mais um efeito terrível do ocorrido em Fukushima.

Revelaram também que as tropas norteamericanas, sediadas próximas ao acidente nuclear, foram avisadas da dispersão da contaminação radiativa antes mesmo do próprio povo japonês.

A Agapan, por intermédio de seus representantes, se engaja numa campanha internacional contra as Usinas Nucleares.

Agapan

Mais informações:
http://observatorioambiental.com.br/2012/01/24/monge-budista-pede-ajuda-e-alerta-sobre-perigos-de-usinas-nucleares/

Imagens: Cesar Cardia

23 janeiro 2012

Participação da AGAPAN - Fórum Social Temático














23/1 -Painel:A Cumplicidade da Mídia com a Tragédia Nuclear de Fukushima
Palestrantes: Monge Budista Yoshihiko Tonohira e Yuko Tonohira
Local:Sala da Convergência - terréo - Assembléia Legislativa do Estado
Horário: 14h
Língua: Japonês/Inglês -Tradução consecutiva

24/1 - Marcha dos Movimentos Sociais
Local: Concentração na escadaria da Borges de Medeiros
Horário: Atenção: mudou para 16 horas

25/01 - Painel: Feminismo e Ecologia: Mulheres em Luta contra o Capitalismo Verde
Horário: 9h
Local: Casa de Cultura Mário Quintana, Sala Lili Inventa o Mundo
Participação de Nalu Faria da Marcha Mundial das Mulheres, apresentando os diálogos entre feminismo e ecologia; Lúcia Ortiz do Núcleo de Amigos da Terra, sobre os desafios da luta contra o capitalismo verde e Patricia Amat, do Peru, que apresentará uma reflexão sobre o atual modelo a partir da perspectiva da economia feminista – mediação Cintia Barenho
Para saber mais acesse: http://mmm-rs.blogspot.com/
Promoção: CEA


25/1-Painel: Movimento pacifista, antinuclear, direito da minoria Aynu e diálogo interreligioso.
Palestrantes: Yoshihiko Tonohira
Local: Cais do Porto - Armazém 6
Horário: 11h30min
Língua: Japonês - Tradução Consecutiva


25/1- Painel:Ecofeminismo, movimento anti-nuclear, pacifismo e direitos humanos
Palestrante: Yuko Tonohira
Local: Cais do Porto - Armazém 6
Horário: 14h
Língua: Inglês/Japonês - Tradução Consecutiva

26/1 - Painel: Preparação para a Rio+20 - Que Desenvolvimentos Queremos
Palestrantes:Francisco Milanez e Henri Acselrad
Debatedores: Apedema, Sema, Cosmam, CNM, Ministério Público Estadual -RS,Anama
Local: Auditório da Câmara Municipal de Porto Alegre - CPMA
Horário: 14h
Língua: Português(Brasil)

26/1- Lançamento da Exposição Virtual da Grafar e mostra dos sites/blogs da ONGs da Apedema-RS
Presença dos ambientalistas gaúchos e em entidades filiadas a Apedema-RS
Local: Bar Utopia e Luta - escadaria da Borges de Medeiros
Horário: 19h