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11 fevereiro 2012
Rua Anita Garibaldi: não quer ser túnel, quer ser bonita como é hoje..
A rua Anita Garibaldi nasce nos altos do morro do bairro Mont Serrat, na rua Bordini próximo ao Parcão e termina no bairro Passo D´Areia.
É uma rua muito arborizada, permite sombra para quem se desloca de carro,a pé, ou de bicicleta.
Desde a década de 90 vem sofrendo alterações, mudanças no seu sentido para único (na sua parte mais alta).
Assista as imagens do lugar: as árvores e a beleza da rua onde a Prefeitura Municipal pretende sacrificar para construir um túnel.
Desde a década de 90 vem sofrendo alterações, mudanças no seu sentido para único (na sua parte mais alta).
Assista as imagens do lugar: as árvores e a beleza da rua onde a Prefeitura Municipal pretende sacrificar para construir um túnel.
Obs. "A rua Anita Garibaldi, dos moradores, quer ser bonita, elegante com suas árvores, com seu clima... como é hoje...Quer dar qualidade de vida para quem passa e para quem vive ali. "
Imagens: Agapan Comunicação
mais informações:
09 fevereiro 2012
Desenvolvimento predatório X Qualidade ambiental
Durante muito tempo Porto Alegre foi considerada a capital mais arborizada do Brasil. Esse fato tem uma raiz histórica que remete ao início dos anos 70, quando a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN) protagonizou a primeira e importante luta ambiental contra as podas indiscriminadas em nossa cidade. Ao longo do tempo, com o avanço da conscientização ecológica, os cidadãos portoalegrenses passaram a conviver com a arborização urbana, internalizando-a ao seu modo de vida.
Quando as podas começaram a ser regulares e tecnicamente bem feitas, nossa cidade passou a ter flores o ano inteiro, promovendo um sadio ambiente nos diversos bairros o que contribuiu para embelezar a paisagem, proporcionar saúde mental aos seus habitantes e provocar a admiração de quem a visita.
Convém destacar que a luta pela preservação de árvores teve continuidade com o militante da AGAPAN, Carlos Dayrell, que em 1975 subiu em uma Tipuana, na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, para impedir que a mesma fosse derrubada. Aquele ato protagonizado por Dayrell evitou também que outras árvores fossem cortadas. A prefeitura visava construir o Viaduto Imperatriz Leopoldina naquele local.
Salientamos que, com esse episódio, que alcançou repercussão nacional, o projeto foi modificado e as árvores lá estão preservadas até hoje.
A cidade de Porto Alegre pela sua vanguarda de pensamento ecológico, conseguiu que o poder público municipal criasse a primeira Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Brasil, o que é um orgulho para todos nós.
Com o crescimento da cidade, em 1988, o "Projeto Praia do Guaíba" mobilizou, mais uma vez, a militância da AGAPAN. Restou emblemático o fato ocorrido da Chaminé da Usina do Gasômetro, que foi escalada para alertar os munícipes acerca da ocupação por espigões naquele local da Orla do Guaíba.
Se hoje temos uma extensa faixa de orla livre de edificações, isso tem muito a ver com o corajoso e determinado ato daqueles ambientalistas, agregado à vontade da cidadania local.
O apoio da Entidade às comunidades envolvidas com relação a cortes indevidos de árvores nas ruas de nossa cidade, por projetos mal dimensionados, ocorreu também com o caso do Conduto Forçado da Álvaro Chaves. Os moradores da Rua Marquês do Pombal, em parceria com o Movimento Porto Alegre Vive e a AGAPAN, organizaram várias manifestações para sensibilizar o prefeito a alterar o traçado do referido projeto, que simplesmente retiraria todas as árvores daquela rua.
A participação intensa da comunidade, associada aos seus apoiadores, saiu vencedora, e o traçado do Conduto Álvaro Chaves foi modificado. O Túnel Verde da Marquês do Pombal continua enfeitando aquela região, e os problemas de alagamento foram sanados.
Na luta pela preservação da rua Gonçalo de Carvalho, hoje conhecida internacionalmente como a “ Rua Mais Bonita do Mundo”, a AGAPAN também se fez presente. Nossa Entidade apoiou os moradores da Gonçalo, juntamente com as associações de bairro de Porto Alegre e as demais Entidades que simpatizavam com a causa.
Com relação a reavaliação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre (PDDUA), a AGAPAN coordenou o Fórum de Entidades criado pela Câmara de Vereadores. Mais uma vez ficou demonstrada a preocupação da AGAPAN com o futuro da cidade.
Mais recentemente, o “Projeto Pontal do Estaleiro” mobilizou nossa Entidade no sentido de assegurar, através de uma votação histórica, que a Orla do Guaíba permanecesse sem prédios residenciais.
Citamos aqui algumas das lutas históricas em que a AGAPAN, ao longo dos seus 40 anos, esteve envolvida em parceria com as comunidades, reafirmando que a união destas forças fez e faz a diferença.
Apesar de tantos exemplos positivos de participação cidadã com relação ao cuidado com a qualidade de vida da capital dos gaúchos, nos causa estranheza que a prefeitura não tenha promovido um diálogo efetivo e respeitoso com os moradores da rua Anita Garibaldi e de seu entorno.
Atualmente, quando a pauta mundial está focada na luta pela preservação das ambiências nas cidades, nos parece que tal matéria deveria ser objeto de um debate mais aprofundado, que leve em consideração a história, a cultura, o lazer e a preservação ambiental da população envolvida.
Não podemos admitir que Porto Alegre tenha sua paisagem desconfigurada e retroceda na sua luta ambiental.
Ressaltamos que a interface com a população, especialmente a infantil, necessita estreitar laços com o ambiente natural que a cerca. A derrubada de tantas árvores certamente contribuirá para uma visão de “ambiente descartável”, onde esse ser humano, em formação, não irá solidificar valores éticos e estéticos, de modo a se sentir acolhido, e com uma visão de pertencimento no espaço social onde está inserido.
A falta de arborização gera as ilhas de calor, com sensação térmica como a da última sexta-feira, dia 03/02/2012, que chegou a 46ºC na capital gaúcha. Tal fato sinaliza que a cidade como um todo necessita, cada vez mais, de cobertura arbórea urbana, para não contribuir com os efeitos da crise climática que já está acontecendo.
As 60 árvores que o poder público quer retirar, em nome de um evento pontual, enraizadas ao longo de décadas, criaram um microclima já estabilizado, e que de há muito tempo, contribuem para diminuir os alagamentos, permitem a vida da avifauna e embelezam ainda mais aquela região de nossa cidade.
Será esta mais uma destrutiva herança que a Copa de 2014 pretende legar para nossa querida Porto Alegre?
Sandra Ribeiro
Vice-presidente da AGAPAN
Quando as podas começaram a ser regulares e tecnicamente bem feitas, nossa cidade passou a ter flores o ano inteiro, promovendo um sadio ambiente nos diversos bairros o que contribuiu para embelezar a paisagem, proporcionar saúde mental aos seus habitantes e provocar a admiração de quem a visita.
Convém destacar que a luta pela preservação de árvores teve continuidade com o militante da AGAPAN, Carlos Dayrell, que em 1975 subiu em uma Tipuana, na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, para impedir que a mesma fosse derrubada. Aquele ato protagonizado por Dayrell evitou também que outras árvores fossem cortadas. A prefeitura visava construir o Viaduto Imperatriz Leopoldina naquele local.
Salientamos que, com esse episódio, que alcançou repercussão nacional, o projeto foi modificado e as árvores lá estão preservadas até hoje.
A cidade de Porto Alegre pela sua vanguarda de pensamento ecológico, conseguiu que o poder público municipal criasse a primeira Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Brasil, o que é um orgulho para todos nós.
Com o crescimento da cidade, em 1988, o "Projeto Praia do Guaíba" mobilizou, mais uma vez, a militância da AGAPAN. Restou emblemático o fato ocorrido da Chaminé da Usina do Gasômetro, que foi escalada para alertar os munícipes acerca da ocupação por espigões naquele local da Orla do Guaíba.
Se hoje temos uma extensa faixa de orla livre de edificações, isso tem muito a ver com o corajoso e determinado ato daqueles ambientalistas, agregado à vontade da cidadania local.
O apoio da Entidade às comunidades envolvidas com relação a cortes indevidos de árvores nas ruas de nossa cidade, por projetos mal dimensionados, ocorreu também com o caso do Conduto Forçado da Álvaro Chaves. Os moradores da Rua Marquês do Pombal, em parceria com o Movimento Porto Alegre Vive e a AGAPAN, organizaram várias manifestações para sensibilizar o prefeito a alterar o traçado do referido projeto, que simplesmente retiraria todas as árvores daquela rua.
A participação intensa da comunidade, associada aos seus apoiadores, saiu vencedora, e o traçado do Conduto Álvaro Chaves foi modificado. O Túnel Verde da Marquês do Pombal continua enfeitando aquela região, e os problemas de alagamento foram sanados.
Na luta pela preservação da rua Gonçalo de Carvalho, hoje conhecida internacionalmente como a “ Rua Mais Bonita do Mundo”, a AGAPAN também se fez presente. Nossa Entidade apoiou os moradores da Gonçalo, juntamente com as associações de bairro de Porto Alegre e as demais Entidades que simpatizavam com a causa.
Com relação a reavaliação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre (PDDUA), a AGAPAN coordenou o Fórum de Entidades criado pela Câmara de Vereadores. Mais uma vez ficou demonstrada a preocupação da AGAPAN com o futuro da cidade.
Mais recentemente, o “Projeto Pontal do Estaleiro” mobilizou nossa Entidade no sentido de assegurar, através de uma votação histórica, que a Orla do Guaíba permanecesse sem prédios residenciais.
Citamos aqui algumas das lutas históricas em que a AGAPAN, ao longo dos seus 40 anos, esteve envolvida em parceria com as comunidades, reafirmando que a união destas forças fez e faz a diferença.
Apesar de tantos exemplos positivos de participação cidadã com relação ao cuidado com a qualidade de vida da capital dos gaúchos, nos causa estranheza que a prefeitura não tenha promovido um diálogo efetivo e respeitoso com os moradores da rua Anita Garibaldi e de seu entorno.
Atualmente, quando a pauta mundial está focada na luta pela preservação das ambiências nas cidades, nos parece que tal matéria deveria ser objeto de um debate mais aprofundado, que leve em consideração a história, a cultura, o lazer e a preservação ambiental da população envolvida.
Não podemos admitir que Porto Alegre tenha sua paisagem desconfigurada e retroceda na sua luta ambiental.
Ressaltamos que a interface com a população, especialmente a infantil, necessita estreitar laços com o ambiente natural que a cerca. A derrubada de tantas árvores certamente contribuirá para uma visão de “ambiente descartável”, onde esse ser humano, em formação, não irá solidificar valores éticos e estéticos, de modo a se sentir acolhido, e com uma visão de pertencimento no espaço social onde está inserido.
A falta de arborização gera as ilhas de calor, com sensação térmica como a da última sexta-feira, dia 03/02/2012, que chegou a 46ºC na capital gaúcha. Tal fato sinaliza que a cidade como um todo necessita, cada vez mais, de cobertura arbórea urbana, para não contribuir com os efeitos da crise climática que já está acontecendo.
As 60 árvores que o poder público quer retirar, em nome de um evento pontual, enraizadas ao longo de décadas, criaram um microclima já estabilizado, e que de há muito tempo, contribuem para diminuir os alagamentos, permitem a vida da avifauna e embelezam ainda mais aquela região de nossa cidade.
Será esta mais uma destrutiva herança que a Copa de 2014 pretende legar para nossa querida Porto Alegre?
Sandra Ribeiro
Vice-presidente da AGAPAN
23 janeiro 2012
Participação da AGAPAN - Fórum Social Temático
23/1 -Painel:A Cumplicidade da Mídia com a Tragédia Nuclear de Fukushima
Palestrantes: Monge Budista Yoshihiko Tonohira e Yuko Tonohira
Local:Sala da Convergência - terréo - Assembléia Legislativa do Estado
Horário: 14h
Língua: Japonês/Inglês -Tradução consecutiva
24/1 - Marcha dos Movimentos Sociais
Local: Concentração na escadaria da Borges de Medeiros
Horário: Atenção: mudou para 16 horas
25/01 - Painel: Feminismo e Ecologia: Mulheres em Luta contra o Capitalismo Verde
Horário: 9h
Local: Casa de Cultura Mário Quintana, Sala Lili Inventa o Mundo
Participação de Nalu Faria da Marcha Mundial das Mulheres, apresentando os diálogos entre feminismo e ecologia; Lúcia Ortiz do Núcleo de Amigos da Terra, sobre os desafios da luta contra o capitalismo verde e Patricia Amat, do Peru, que apresentará uma reflexão sobre o atual modelo a partir da perspectiva da economia feminista – mediação Cintia Barenho
Para saber mais acesse: http://mmm-rs.blogspot.com/
Promoção: CEA25/1-Painel: Movimento pacifista, antinuclear, direito da minoria Aynu e diálogo interreligioso.
Palestrantes: Yoshihiko Tonohira
Local: Cais do Porto - Armazém 6
Horário: 11h30min
Língua: Japonês - Tradução Consecutiva
Palestrante: Yuko Tonohira
Local: Cais do Porto - Armazém 6
Horário: 14h
Língua: Inglês/Japonês - Tradução Consecutiva
26/1 - Painel: Preparação para a Rio+20 - Que Desenvolvimentos Queremos
Palestrantes:Francisco Milanez e Henri Acselrad
Debatedores: Apedema, Sema, Cosmam, CNM, Ministério Público Estadual -RS,Anama
Local: Auditório da Câmara Municipal de Porto Alegre - CPMA
Horário: 14h
Língua: Português(Brasil)
26/1- Lançamento da Exposição Virtual da Grafar e mostra dos sites/blogs da ONGs da Apedema-RS
Presença dos ambientalistas gaúchos e em entidades filiadas a Apedema-RS
Local: Bar Utopia e Luta - escadaria da Borges de Medeiros
Horário: 19h
31 dezembro 2011
07 fevereiro 2011
A quem serve a pasta do Meio Ambiente em Porto Alegre?

Com a escolha do ex-deputado Luiz Fernando Záchia (PMDB), consagra-se a ausência de qualquer critério técnico para a pasta ambiental. Seu perfil é justamente o de estar comprometido muito mais com o setor econômico do que com o Meio Ambiente.
Por Paulo Brack
Tomou posse nesta quarta-feira (01/02/11) na Smam (Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre), no lugar do vereador Professor Garcia, o ex-deputado Luiz Fernando Záchia (PMDB), o qual não conseguiu se reeleger nas últimas eleições de 2010.
Parece que a moda de conceder ?prêmio consolação? a candidatos não eleitos, principalmente em secretarias sem destaque de prioridade - como a área de Meio Ambiente - infelizmente, acabou se tornando regra. E, ao que tudo indica, a SMAM foi rifada de vez para o PMDB, nesta última gestão de Fogaça-Fortunati na Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
Esta prática também foi marcada na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, quando do então governador Rigotto (PMDB), entre 2003 e 2006. Foram contemplados, na época, três candidatos não eleitos ao cargo de deputado nas eleições de 2002, todos do PSDB (José Alberto Wenzel, Adilson Troca e Mauro Sparta) e que tiveram, cada um deles, uma passagem relâmpago na pasta ambiental.
Mas, as escolhas de políticos sem mandato para a pasta ambiental seriam somente constituídas como cargos de consolação?
Talvez, não. A área ambiental costumeiramente é conflituosa. De um lado, muito mais forte, temos os interesses de grupos empreendedores, geralmente poderosos, aliados a velhas e hegemônicas premissas de crescimento econômico, nem sempre sustentáveis. E, de outro lado, teoricamente, temos a proteção ambiental, quase sempre confinada a uma circunscrição minúscula, em termos de políticas públicas no Brasil.
Qualquer político que permaneça por muito tempo na área ambiental acaba se desgastando. Assim, o Professor Garcia leva este alívio, podendo estar longe do conflito, que ele mesmo reacendeu, quando secretário. Mas, não se livra de não ter deixado saudades tanto na área técnica da Smam como nas entidades ambientalistas de Porto Alegre, principalmente por sua conivência da ocupação da orla do Guaíba por grandes projetos privados.
Denúncias de técnicos concursados da Smam dão conta de que em seu período a ordem era mesmo para ?liberar?, e com ?celeridade?, as licenças ambientais aos empreendimentos, com destaque aos mais impactantes, a despeito da necessidade de se constituir um marco mínimo de proteção ambiental. A conservação do meio ambiente em Porto Alegre, com destaque à perda de áreas naturais, os corredores ecológicos, principalmente na zona Sul de Porto Alegre, foi para escanteio, com o então secretário Garcia.
Paulatinamente, os quadros de técnicos de carreira da Smam foram sendo afastados de sua função no processo de análise das licenças ambientais, e substituídos por técnicos CCs (cargos de confiança). Estes, segundo denúncias que chegaram ao InGá, acabavam se encarregando de praticamente todo o processo de licenciamento ambiental, para cumprir as ordens do governo, para liberar com rapidez vários empreendimentos. Este fato que denota uma prática irregular, contra o interesse público, teria acontecido não somente com obras do programa Minha Casa Minha Vida, mas outros tipos de empreendimento, em prazos nunca vistos, de até uma semana, em áreas de alta importância ambiental, segundo estas denúncias. E tais fatos se agravam, agora, com os planos para a Copa do Mundo de 2014 e com a mudança de secretário.
Com a escolha do ex-deputado, consagra-se a ausência de qualquer critério técnico para a pasta ambiental. Seu perfil é justamente o de estar comprometido muito mais com o setor econômico, com ênfase às obras da Copa do Mundo, do que com o Meio Ambiente. Inclusive, em seu currículo não tem nenhuma menção a área de Meio Ambiente, tendo destaque a sua ?competência gerencial do setor privado".
O ex-deputado Záchia ainda teve que amargar acusações de envolvimento na fraude do Detran, ter que respondido na justiça por denúncias por enriquecimento ilícito, em investigação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul (processo arquivado) e ter chefiado a Casa Civil, em período da governadora Yeda Crusius (PSDB).
Uma das questões negativas que chama a atenção é que o ex-deputado também foi um dos principais combatentes dos pardais (equipamentos de controle de excesso de velocidade), incrementando uma campanha demagógica, voltada aos motoristas contra o controle da velocidade, via multa, por parte da EPTC de Porto Alegre.
Durma-se? com um currículo destes, e ainda mais para chefiar a pasta ambiental de Porto Alegre!
Paulo Brack é biólogo e professor da Ufrgs e conselheiro pelo Ingá no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema-RS).
Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
EcoAgência - www.ecoagencia.com.br
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07 julho 2009
A consulta popular e as razões do NÃO
A polêmica sobre edificações pretendidas na Orla do Guaíba, onde se destaca, o "Pontal do Estaleiro", na Ponta do Melo, tem as seguintes razões oriundas de pessoas de nossa sociedade, o que nos leva as seguintes considerações:
1- A negativa de ocupação da Orla do Guaiba por edificações, manifestada por muita gente terá que ser levada a ser legitimada com a presença das pessoas aos locais de votação e assim quebrar a intenção dos especuladores imobiliários, de sua avidez pelo lucro;
2- Comenta-se de que, como os investidores desistiram dos blocos residenciais, o expediente processual em andamento no municipio, devia ser arquivado, pois a desistencia pública foi formalizada pelos interessados;
3- Como a Prefeitura insiste em manter sobrevida num assunto liquidado, em termos de mudança de rumo, ela está revelando teimosia inexplicável, e sem justificativa anunciada;
4- Ouve-se também que, como as razões legais foram amplamente divulgadas por ambientalistas, urbanistas e técnicos da qualidade do prof. Rualdo Menegat, em uma entrevista feita ao JC, em momento algum houve esclarecimento pelo Poder Público da citação destes documentos legais pertinentes;
5- A Consulta Popular trás à Comunidade a seguinte pergunta: "Além da atividade comercial - já autorizada - também devem ser permitidas edificações residenciais, na área da Orla do Guaiba, onde se localiza o antigo Estaleiro Só?'
Observe-se um dado aqui que, ao suprimir o sinal de interrogação desta pergunta, ela vira proposta afirmativa. Coincidencia? Também, no bojo da pergunta, insinua-se que a atividade comercial está autorizada. Que falácia! Sabe-se por acaso qual o tipo de construção comercial está autorizada e qual sua altura final? O sr. vice prefeito disse, por sua vez, nos jornais que a altura dos prédios comerciais será a mesma, (por acaso são os 13 ou 14 andares, vistos em propaganda de marketing, para um projeto que ainda não existe e não se sabe como será sua elaboração?). Deve ser consultada a Lei Orgânica primeiro. Outrossim, poderiamos ter uma pergunta mais expressiva e curta como: Qual sua posição quanto a edificações residenciais na Orla? É O QUE SE QUER SABER.
Alem disso a pergunta poderá induzir de maneira subliminar de que toda a Orla do Guaíba possa receber edificações. Os menos avisados poderão entender assim. Isto porque nossa lingua portuguesa é muito rica, pois um assunto pontual pode conduzir a conceitos genéricos, "democraticamente".
Em nosso entender, como a Sociedade está jogada para ser confundida, temos que alertá-la de cuidar de seus interesses de cidadania e votar, no dia 23 de agosto consciente de dizer NÃO, e salvar sua paisagem gratuita para todos que sonhamos ter ali um PARQUE. A Prefeitura que pare de ser usurária e dar benesses aos poderosos e exigir deles obrigações difíceis de cumprir, quando não esquecidas.
Nestor Ibrahim Nadruz
Arquiteto e Urbanista, membro da AGAPAN
2º Coordenador do Forum das Entidades da Câmara
Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba
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