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30 abril 2018

"Se não há informação, as pessoas podem estar se intoxicando sem saber."

"Essa informação (da qualidade do ar) é importante para orientar a tomada de medidas para resolver ou diminuir o problema que existe. Se não há informação, as pessoas podem estar se intoxicando sem saber."
Declaração do presidente da Agapan, Francisco Milanez, publicada no jornal Zero Hora de hoje (30) a respeito do sucateamento dos equipamentos de monitoramento da qualidade do ar de Porto Alegre.

Reprodução Zero Hora digital
Reprodução Zero Hora digital


17 março 2013

Audiência Publica 18/ março: Vamos ter que ir embora uma tal SMAM quer nos despejar





A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) de Porto Alegre foi a primeira do país, criada em 1976, como resposta à vanguarda do pensamento ecológico iniciado com a fundação da Agapan em 1971.


É o órgão executivo responsável pela PROTEÇÃO do sistema natural e pelo controle da qualidade ambiental no município. 
Mas atualmente...

Audiência Pública sobre Obras da Copa na Av Edvaldo Pereira Paiva - Porto Alegre
dia 18 de março 
as 19 horas
Câmara de Vereadores de Porto Alegre


02 fevereiro 2013

Dezenas de árvores na Perimetral apresentam sinais de murcha permanente por falta de rega


Falta de rega de árvores, aqui  no canteiro da 3a Perimetral em Porto Alegre.

Dezenas de árvores jovens e mudas estão sofrendo pela ausência de rega em locais públicos, como podemos constatar nos canteiros ajardinados na II Perimetral, mais especificamente  próximo à esquina da Av. Salvador França e Av. Ipiranga, relatou o professor da Biologia da UFRGS, menbro do Ingá  e coordenador da Apedema RS, professor Paulo Brack através de carta encaminhada ontem, dia primeiro de fevereiro,  ao Secretário da SMAM, Luiz Fernando Zachia e ao Coordendor da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, sr. Dr. Alexandre Sikinowski Saltz .



Árvores ficam na Salvador França com Ipiranga, 3a Perimetral em Porto Alegre.
Diz Brack: “as fotos constatam a muito provável morte de mudas pela falta de rega  e também na ausência de tutores. Entre as mudas de plantas nativas, raras em áreas públicas e que em  situação crítica estão grumixamas (Eugenia speciosa), Murta  (Blepharocalix salicifolius), Chal-chal (Allophylus edulis). Muitas  mudas não se pode identificar pois estavam já sem folhas e/ou mortas.

 Cabe destacar que esta situação parece se repetir em outras partes de  áreas públicas de Porto Alegre e a população do Município não gostaria  que só fossem tomadas providências após reportagens sobre os fatos  pela imprensa. ”.


Árvores sofrem com falta de chuva e falta de rega. (Foto: Paulo Brack)


Paulo Brack/ Ingá

AGAPAN Comunicação
Fotos: Paulo Brack/ Ingá

19 janeiro 2013

Como surgiram as ciclovias na Holanda?

Este foi um dos vídeos apresentados no Cinema na Anita, onde mostra a evolução da estratégia de transporte alternativo tomando conta da cidade de Amsterdan, na Holanda. Esta trasnformação permitiu a diminuição de mortes no trânsito, economia de investimentos em viadutos e estradas, evitou a destruição do patrimônio urbano e cultural, aumento da qualidade de vida e gerou por fim maior atração turística para a cidade.

13 novembro 2012

Seminário sobre uso do telefone celular alerta sobre riscos à saúde

Prof. Álvaro Salles, da UFRGS - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
Seminário sobre uso do telefone celular alerta sobre riscos à saúde

Os riscos da radiação utilizada para o funcionamento dos telefones celulares à saúde humana foi o tema do painel que abriu o Seminário Estadual sobre o assunto, realizado na última segunda-feira (12/11), na Assembleia Legislativa, e promovido pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente da AL/RS, com apoio da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Ministério Público Estadual, OAB/RS, Ufrgs, Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (Apedema) e da Frente Parlamentar em Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica e Telefonia.

Francisco Milanez, presidente da AGAPAN, na abertura do evento
Foto: Galileu Oldenburg/AL-RS

A primeira palestrante foi a médica Geila Vieira, uma das colaboradoras da chamada “Lei das Antenas” de Porto Alegre, que restringe a instalação de estações de rádio base junto a escolas e hospitais da capital, a exemplo da legislação suíça. A médica associou o uso de celulares a diversas doenças, desde cefaleia e exaustão, até leucemia, e cobrou do Legislativo gaúcho uma lei mais efetiva em relação aos celulares, considerando o tema caso de saúde pública e ambiental.

Palestra da médica Geila Vieira - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN

Casos de câncer aumentam para quem vive perto de antenas
A engenheira Adilza Dode realizou um estudo em Belo Horizonte (MG), no qual constatou que pessoas que moram ou trabalham próximo a antenas de telefonia têm mais chance de desenvolverem câncer. “E quanto mais perto, pior.” O problema só diminui a partir de 500 metros. Ela criticou a legislação brasileira por defender o mercado da telefonia e não a saúde das pessoas.


Primeiro Painel: Geila Vieira, Marisa Formulo e Adilza Dode
Foto Cesar Cardia/AGAPAN
A engenheira listou medidas para evitar os riscos causados pelo uso de celulares:
- Usar só em casos extremos;
- Dar preferência ao uso de mensagens de texto;
- Coibir o uso para crianças e adolescentes (como o cérebro está em desenvolvimento, a penetração da radiação é maior);
- Manter o aparelho afastado do corpo;
- Atender o telefone longe de grupos e pessoas;
- Não utilizar em hospitais (onde as pessoas já estão com a saúde debilitada);
- Não usar perto de doentes;
- Grávidas devem evitar o uso, principalmente próximo à barriga;
- Não usar em veículos fechados (ônibus, trem, etc);
- Desligar à noite e não deixar perto da cama;
- Manter o aparelho afastado de próteses metálicas
Plenário lotado na Assembleia Legislativa do RS - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN

Painel debate legislação sobre radiação eletromagnética
Durante o painel “A legislação, o princípio da precaução e o nosso direito à informação”, a promotora de justiça do Ministério Público Estadual (MPE), Ana Maria Marchesan, destacou que a radiação não-ionizante dos telefones celulares pode ser considerada um tipo de poluição ambiental, pois a grande quantidade de antenas ou de torres instaladas nas cidades provoca o chamado “efeito paliteiro”, que afeta negativamente a paisagem urbana e desrespeita leis, como o Estatuto das Cidades. Ela lembrou ainda que, no campo do direito ambiental, incide o princípio da precaução, segundo o qual, se houver dúvida científica quanto aos males que podem ser produzidos por determinado agente, a atitude a ser tomada é a de evitar a situação potencialmente poluidora. Para Ana Maria, embora não conste na Resolução 237 do Conama, as estações de rádio base deveriam ser consideradas atividades potencialmente poluidoras sujeitas à licenciamento ambiental.

Promotora Ana Maria Marchesan e vereador Beto Moesch
no segundo painel - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Beto Moesch, lembrou a luta da sociedade civil em prol da aprovação da lei municipal nº 8.896, de 2002, que trata da instalação de estações de rádio base e de telefonia na capital. Segundo o vereador, a norma permite a colocação de antenas de celular em Porto Alegre, desde que respeitados limites, como o de 500 metros de distância entre cada torre e terem sua instalação permitida a 50 metros de hospitais e creches. “Não houve a intenção de inviabilizar a atividade, mas de disciplinar e regrar a instalação de antenas”, disse. Moesch alertou para o fato de que, com a proximidade da Copa de 2014, as operadoras de telefone celular e de internet móvel estão pressionando o município a rever essa legislação. As empresas argumentam que, segundo o vereador, a nova tecnologia 4G exige a aprovação de uma nova disciplina legal.


Prof. Álvaro Salles é um dos maiores especialistas mundiais no tema
Foto: Cesar Cardia/AGAPAN

Professores destacam perigos oferecidos pelo uso do celular 
“As tecnologias podem ser menos agressivas para a nossa saúde” foi o tema abordado no último painel do seminário. O professor Álvaro Salles, da Ufrgs, alertou que o maior perigo é manter o aparelho de celular encostado no corpo, em especial à cabeça. Isso porque, conforme estudos, para cada milímetro que se afasta o aparelho da cabeça, decresce o perigo da radiação no cerébro do usuário. Salles citou estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde, que relacionam o aumento de câncer na carótida ao uso excessivo de celulares. Como forma de diminuir riscos, o professor aconselha o uso de celulares apenas quando não tiver um telefone de linha fixa próximo; evitarem a utilização de equipamentos tipo wireless, além das operadoras escolherem frequências com menores riscos à saúde humana e obedecerem normas e limites de segurança.

Cláudio Fernandes, do IFRS, defende nova legislação sobre o assunto
Foto: Cesar Cardia/AGAPAN
O professor Cláudio Fernandez, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, também destacou os perigos oferecidos à saúde dos usuários, defendendo uma nova legislação sobre o assunto e a utilização de frequência menos agressivas pelas operadoras.

Ana Valls, da AGAPAN, destacando tópicos para a Carta de Porto Alegre
Foto: Cesar Cardia/AGAPAN

Carta de Porto Alegre
Ao final do evento, a conselheira da Agapan, Ana Valls, destacou os principais tópicos do seminário, que deverão ser publicados na “Carta de Porto Alegre", a ser encaminhada aos governos municipal, estadual e federal, contendo, entre outras sugestões:
  • que a proposição de legislação no Brasil determine aos fabricantes de aparelhos e às operadoras a adoção de alternativas tecnológicas adequadas, mediante, por exemplo, a utilização preferencial de meios que se utilizam de fibras óticas e cabos coaxiais;
  • que as autoridades responsáveis pela saúde pública tomem providências, no sentido de reduzirem a exposição da população a esse tipo de radiação;
  • que seja proibida a localização de antenas das operadoras próximo a áreas residenciais, hospitais e creches, ou direcionadas aos mesmos;
  • que os governos promovam ampla campanha para esclarecimentos à população a respeito do assunto, e
  • que o governo proteja os pesquisadores que buscam, baseados em comprovações científicas, evidências dos malefícios causados à saúde pela radiação não ionizada, impedindo o assédio moral a estes profissionais e estudiosos.
Foi sugerido, ainda, a criação de um grupo permanente de discussão sobre o tema, através da coordenação da Agapan, e a possibilidade de realização de um novo seminário em 2013.

Presidentre da CSMA -AL, deputada Marisa Formolo, Ana Valls
e Sandra Ribeiro da AGAPAN - Foto: Cesar Cardia/AGAPAN

Pela Assessoria de Imprensa da Agapan, com apoio da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa/RS

Matéria da TV Assembleia RS:

31 outubro 2012

Riscos da Radiação Eletromagnética não ionizante da telefonia celular

Seminário Estadual discutirá os Riscos da Radiação Eletromagnética não ionizante da telefonia celular, para a saúde humana.
No dia 12 de novembro de 2012, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a AGAPAN, em conjunto com a CSMA/AL, COSMAM/CMPA, MPE/RS, CDA-OAB/RS e UFRGS, estará realizando um seminário que possibilitará o espaço de discussão necessária para a comunidade compreender os riscos decorrentes do uso da telefonia celular.

É preciso questionar: Se a telefonia celular fosse essencial à vida e sem danos a nossa saúde ela precisaria de tantas propagandas plasticamente perfeitas e sedutoras?

Sem dúvida estamos diante de um tipo de poluição invisível, inodora, silenciosa, que afeta nossa saúde de diferentes formas. Vários estudos, em diferentes lugares, no Brasil e no mundo, têm evidenciado que as radiações eletromagnéticas não ionizantes da telefonia celular podem ocasionar um aumento dramático de doenças crônicas como as desordens de concentração, do aprendizado e comportamento; flutuações extremas de pressão arterial; disritmia cardíaca; enfartes e derrames em populações cada vez mais jovens; exaustão crônica e susceptibilidade a infecções; leucemia e tumores cerebrais.

Estas informações precisam ser melhor conhecidas e debatidas, incluindo as legislações existentes e as mudanças tecnológicas necessárias para a prevenção e precaução frente a este tipo de poluição. Este seminário se propõe a ser este espaço de divulgação do conhecimento sobre este tema, de debate, e de compromisso com a vida. Vejam a programação. Inscrevam-se. Participem.

DATA: 12 de Novembro de 2012.
HORÁRIO: Das 9h e 30min às 17h.
LOCAL: Plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
(Praça Marechal Deodoro, 101 – 3º andar – Porto Alegre)
INSCRIÇÕES: csma@al.rs.gov.br

Programação
9h, 30min Abertura
10h Painel: “Os riscos da radiação eletromagnética não ionizante para a saúde humana
Painelistas: Representante do Ministério da Saúde (a confirmar)
Dra. Geila Radunz Vieira
Dra. Adilza Dode (UFMG)
Mediação: CSMA-AL
11h Debate
12h Intervalo para o almoço
14h Painel: “A legislação, o princípio da precaução e o nosso direito à informação
Painelistas: Dra. Ana Maria Marchezan (MPE/RS)
Ver. Beto Moesch (COSMAM/POA)
Dra. Flávia do Canto Pereira (PROCON/POA)
Mediação: OAB-Comissão de Meio Ambiente
15h Debate
16h Painel: “As tecnologias podem ser menos agressivas para a nossa saúde!
Painelistas: Prof. Álvaro Salles (UFRGS)
Prof. Claudio R. Fernández (IFRS)
Mediação: AGAPAN
16h, 20min Debate
16h, 30min Propostas e encaminhamentos
Mediação: Comissão Organizadora
17h Encerramento

As inscrições são gratuitas!

O Seminário é uma realização de: AGAPAN – CSMA/AL – COSMAM/CMPA – MPE/RS – CDA-OAB/RS – UFRGS
Com apoio de: APEDEMA (Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul) – Frente Parlamentar em Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica e Telefonia/AL – IFRS

09 fevereiro 2012

Desenvolvimento predatório X Qualidade ambiental

Durante muito tempo Porto Alegre foi considerada a capital mais arborizada do Brasil. Esse fato tem uma raiz histórica que remete ao início dos anos 70, quando a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN) protagonizou a primeira e importante luta ambiental contra as podas indiscriminadas em nossa cidade. Ao longo do tempo, com o avanço da conscientização ecológica, os cidadãos portoalegrenses passaram a conviver com a arborização urbana, internalizando-a ao seu modo de vida.
Quando as podas começaram a ser regulares e tecnicamente bem feitas, nossa cidade passou a ter flores o ano inteiro, promovendo um sadio ambiente nos diversos bairros o que contribuiu para embelezar a paisagem, proporcionar saúde mental aos seus habitantes e provocar a admiração de quem a visita.
Convém destacar que a luta pela preservação de árvores teve continuidade com o militante da AGAPAN, Carlos Dayrell, que em 1975 subiu em uma Tipuana, na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, para impedir que a mesma fosse derrubada. Aquele ato protagonizado por Dayrell evitou também que outras árvores fossem cortadas. A prefeitura visava construir o Viaduto Imperatriz Leopoldina naquele local.
Salientamos que, com esse episódio, que alcançou repercussão nacional, o projeto foi modificado e as árvores lá estão preservadas até hoje.
A cidade de Porto Alegre pela sua vanguarda de pensamento ecológico, conseguiu que o poder público municipal criasse a primeira Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Brasil, o que é um orgulho para todos nós.
Com o crescimento da cidade, em 1988, o "Projeto Praia do Guaíba" mobilizou, mais uma vez, a militância da AGAPAN. Restou emblemático o fato ocorrido da Chaminé da Usina do Gasômetro, que foi escalada para alertar os munícipes acerca da ocupação por espigões naquele local da Orla do Guaíba.
Se hoje temos uma extensa faixa de orla livre de edificações, isso tem muito a ver com o corajoso e determinado ato daqueles ambientalistas, agregado à vontade da cidadania local.
O apoio da Entidade às comunidades envolvidas com relação a cortes indevidos de árvores nas ruas de nossa cidade, por projetos mal dimensionados, ocorreu também com o caso do Conduto Forçado da Álvaro Chaves. Os moradores da Rua Marquês do Pombal, em parceria com o Movimento Porto Alegre Vive e a AGAPAN, organizaram várias manifestações para sensibilizar o prefeito a alterar o traçado do referido projeto, que simplesmente retiraria todas as árvores daquela rua.
A participação intensa da comunidade, associada aos seus apoiadores, saiu vencedora, e o traçado do Conduto Álvaro Chaves foi modificado. O Túnel Verde da Marquês do Pombal continua enfeitando aquela região, e os problemas de alagamento foram sanados.
Na luta pela preservação da rua Gonçalo de Carvalho, hoje conhecida internacionalmente como a “ Rua Mais Bonita do Mundo”, a AGAPAN também se fez presente. Nossa Entidade apoiou os moradores da Gonçalo, juntamente com as associações de bairro de Porto Alegre e as demais Entidades que simpatizavam com a causa.
Com relação a reavaliação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre (PDDUA), a AGAPAN coordenou o Fórum de Entidades criado pela Câmara de Vereadores. Mais uma vez ficou demonstrada a preocupação da AGAPAN com o futuro da cidade.
Mais recentemente, o “Projeto Pontal do Estaleiro” mobilizou nossa Entidade no sentido de assegurar, através de uma votação histórica, que a Orla do Guaíba permanecesse sem prédios residenciais.
Citamos aqui algumas das lutas históricas em que a AGAPAN, ao longo dos seus 40 anos, esteve envolvida em parceria com as comunidades, reafirmando que a união destas forças fez e faz a diferença.
Apesar de tantos exemplos positivos de participação cidadã com relação ao cuidado com a qualidade de vida da capital dos gaúchos, nos causa estranheza que a prefeitura não tenha promovido um diálogo efetivo e respeitoso com os moradores da rua Anita Garibaldi e de seu entorno.
Atualmente, quando a pauta mundial está focada na luta pela preservação das ambiências nas cidades, nos parece que tal matéria deveria ser objeto de um debate mais aprofundado, que leve em consideração a história, a cultura, o lazer e a preservação ambiental da população envolvida.
Não podemos admitir que Porto Alegre tenha sua paisagem desconfigurada e retroceda na sua luta ambiental.
Ressaltamos que a interface com a população, especialmente a infantil, necessita estreitar laços com o ambiente natural que a cerca. A derrubada de tantas árvores certamente contribuirá para uma visão de “ambiente descartável”, onde esse ser humano, em formação, não irá solidificar valores éticos e estéticos, de modo a se sentir acolhido, e com uma visão de pertencimento no espaço social onde está inserido.
A falta de arborização gera as ilhas de calor, com sensação térmica como a da última sexta-feira, dia 03/02/2012, que chegou a 46ºC na capital gaúcha. Tal fato sinaliza que a cidade como um todo necessita, cada vez mais, de cobertura arbórea urbana, para não contribuir com os efeitos da crise climática que já está acontecendo.
As 60 árvores que o poder público quer retirar, em nome de um evento pontual, enraizadas ao longo de décadas, criaram um microclima já estabilizado, e que de há muito tempo, contribuem para diminuir os alagamentos, permitem a vida da avifauna e embelezam ainda mais aquela região de nossa cidade.

Será esta mais uma destrutiva herança que a Copa de 2014 pretende legar para nossa querida Porto Alegre?


Sandra Ribeiro
Vice-presidente da AGAPAN

05 junho 2010

5 de Junho: Dia Mundial do Meio Ambiente: Dicas de Sustentabilidade Ambiental

DICAS DE SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL PARA O USO
COTIDIANO E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA
(de cada um e do Planete em seu conjunto)

A atitude DE CADA UM é importante, pois com certeza tem conseqüências DE
ORDEM SANITARIA , AMBIENTAL E TAMBÉM SOCIOECONÔMICAS.
  • Reduza a utilização de sacolas plásticas;
  • Verifique a origem dos produtos da natureza que você consome;
  • Identifique na sua região as principais características ambientais e veja sua situação;
  • Procure saber se em sua região existem animais ou plantas em extinção;
  • Não compre animais ou plantas silvestres retirados da natureza;
  • Use o seu carro somente quando necessário e pratique o “transporte solidário”;
  • Dê preferência a produtos agrícolas produzidos sem o uso de agrotóxicos e com respeito ao meio ambiente;
  • Participe de campanhas de proteção à natureza e também proteção aos animais; se possível adote animais abandonados ao invés de comprar;
  • Separe o seu lixo e pratique a “Lei dos 3 Rs”: reduza, reutilize e recicle os seus resíduos;
  • Evite o consumo desnecessário de material descartável ;
  • Participe de ações na sua comunidade, discutindo com amigos sobre ações efetivas para redução de impactos ambientais e melhoria da qualidade de vida na sua região; (também é muito importante avaliar políticos e como tratam destes temas , principalmente em época de eleições);
  • Faça uso responsável da água , energia elétrica e luz natural das construções
aproveitando ao máximo a insolação e evitando escurecer ambientes ;
  • Cozinhe em fogo mínimo; por mais que você aumente o fogo , sua comida NÃO vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100°C em uma panela comum. Com o fogo alto , o risco é queimar sua comida e você gasta mais gás.
  • Use a máquina de lavar roupas/ louça somente quando estiverem cheias.Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessáriousar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.
  • Veja abaixo os 10 mandamentos BASICOS para economizar água:
1 - diminua o tempo do banho;
2 - escove os dentes com torneira fechada;
3 - não jogue lixo no vaso sanitário;
4 – não deixe torneiras pingando;
5 – elimine os vazamentos;
6 – não deixe caixas d’água transbordar e mantenha-as fechadas;
7 – ao lavar louça , ensaboe com torneira fechada e depois enxágüe tudo de uma só vez;
8 – não despeje óleo na pia de sua cozinha. O óleo polui mares e rios;
9 – reutilize – sempre que possível – a água do enxágüe da maquina de lavar roupas
para limpeza;
10- para varrer use vassoura ao invés de mangueira;


Colaboração: Luiza Chomenko

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