O Agapan Debate do dia 14 de Setembro vai
tratar sobre o assunto “Orla do Guaíba: do Cais ao Pontal”.
Para palestrar e debater o tema, de
fundamental importância para os gaúchos, a Agapan convidou o advogado Caio
Lustosa, o arquiteto Tiago Holzmann e a comunicadora e ativista social Katia
Suman.
Para que esse debate fique ainda mais importante,
a sua presença é fundamental.
Agende-se e venha debater conosco!
Data: 14 de setembro de 2015.
Local: Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da Ufrgs.
Segundo relato de moradora de Guaíba (RS) , no dia 04/09/15, por volta de 12h30, a chaminé da empresa Celulose Riograndese (CMPC) voltou a emitir fumaça escura (foto).
A AGAPAN, Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, pioneira na luta ambiental, revive seus momentos de glória na defesa dos direitos coletivos para que todos tenhamos uma cidade mais humana e solidária para se viver.
6 de fevereiro de 2013 - jovens impedem a derrubada de árvores em Porto Alegre
Nos últimos tempos, foram muitas as manifestações e movimentos que agitaram as ruas e os bastidores da política municipal, que apreensiva, insiste em passar por cima dos direitos das pessoas de serem ouvidas e de terem garantido seu acesso a espaços públicos, como a hoje tão disputada Orla do Guaíba. Já vimos esse filme de desrespeito às leis e às pessoas e hoje as reivindicações despertam em todos nós sentimentos cívicos de solidariedade, esperança e de autoconfiança.
Dayrell - fevereiro de 1975
Como ambientalistas e defensores da vida, sentimos renovadas nossas esperanças ao acompanharmos a renovação do gesto exemplar do então estudante e membro da AGAPAN Carlos Alberto Dayrell, em 25 de fevereiro de 1975, que subiu em uma árvore tipuana, na avenida João Pessoa, impedindo seu corte para dar lugar à construção do Viaduto Imperatriz Leopoldina, defronte à Faculdade de Direito da Ufrgs. Outro momento inesquecível na história de Porto Alegre foi em agosto de 1988, quando militantes da AGAPAN subiram até o topo da chaminé da Usina do Gasômetro e colocaram uma faixa de 40 metros de comprimento com os dizeres “NÃO AO PROJETO PRAIA DO GUAÍBA – AGAPAN”. O objetivo da manifestação foi conclamar a população a comparecer na Câmara de Vereadores e impedir a votação do Projeto, cuja aprovação transformaria a Orla do Guaíba, privatizando o mais valioso patrimônio público de Porto Alegre, entregando-o à sanha da especulação imobiliária. Mas, como dizia José Lutzenberger, “nossas derrotas são permanentes e nossas vitórias, temporárias”. Isso significa que os 72 km de Orla do Guaíba continuam ameaçados e até hoje não foi privatizada pela permanente mobilização da sociedade civil.
Agosto de 1988 - a subida na Chaminé da Usina do Gasômetro
A luta continua. A AGAPAN considera que a dimensão política do movimento ecológico vai além de ideologias partidárias. As vitórias que obtivemos em quatro décadas não teriam acontecido sem a participação inteligente, criativa e generosa dos estudantes e de todos os militantes que fazem parte da AGAPAN. Neste momento de glória, em que o movimento estudantil e os cidadãos ressurgem com força e vigor, saudamos e nos colocamos como personagens e protagonistas de mais essa luta. Ao comemorar 42 anos, a AGAPAN continua lutando para preservar a Orla do Guaíba como patrimônio publico e sempre à disposição do bem-estar coletivo da sociedade.
A ironia antiecológica do progresso a qualquer custo é a tônica da performance de Zorávia Bettiol interpretando Filomena, ao lado da arara ecologista Tremelinda. Filomena é uma progressista que veio da Amazônia, e para lá oferece um safári. Em Porto Alegre, ela defende um museu com animais empalhados, espigões para os índios morarem, do desmatamento da floresta para a construção de um estádio de futebol, não poupar papel porque muitas lavouras de eucalipto foram plantadas no Estado, e placas nos rios alertando os peixes para não comerem plásticos, como se eles soubessem ler. A cada projeto, Tremelinda treme.
“Com todas essas ameaças, a realidade ainda e mais grave e absurda”, critica Zorávia, que é artista plástica conceituada, com muitas participações e prêmios. “Barragens , como Belo Monte, plantações de eucaliptos, tudo acontece por ganância. É mais ganância do que ignorância. É preciso que a sociedade se reúna para defender o Planeta”, diz.
A personagem Filomena nasceu em 1989 em São Paulo, durante curso sobre fibras naturais, que Zorávia fez com a artista canadense Inese Birstin, no Museu de Arte Contemporânea. Foi então que ela criou uma peruca com lã natural e esculturas em feltro. Com a peruca, a primeira atuação foi interpretar “As realizações de Filomena”, uma crítica de cinco minutos sobre a situação da mulher. Zorávia lembra alertas antigos, vivos por nossas avós, como “Mulher tem que saber cozinhar”, “Homem se agarra pelo estômago”.
“Filomena na escalada de sucesso” veio logo depois, e é uma crítica à vida de artista, seus dramas e desafios. Já “Buffet da Filomena” é de ironias ao político corrupto. No cardápio de Filomena, Feijoada a Jader Barbalho, Pirulitos Clodovil, Bem-Casados Calheiros, e assim por diante. Ao final da apresentação e se houver algum mal-estar, Filomena aconselha um banho de descarrego. Zorávia interpretou ainda “Filomena organiza votação”, quando a Anta, esperta e inteligente, recolhe os votos para o prêmio Anta, e consegue mais de 800 votos. O primeiro lugar do Anta ficou para o povo brasileiro, que se sente enganado. “E assim por diante”, diz Zorávia, ao analisar que “apesar de ser possível abordar o mesmo tema de diferentes maneiras, fazer humor, graça, é mais difícil do que o drama”.
Em todas as perfomances, a artista interage com as pessoas. Nesta, do último domingo (22/01), realizada na Orla de Ipanema, Filomena diz ser ligada a grileiros, madeireiros e alguns deputados corruptos, defende o progresso a qualquer custo. “A ideia é potencializar o absurdo e a pseudo justiça social. No contra-senso está o humor”, observa. Para Zorávia, a realidade das críticas que apresenta é mais forte do que a ficção.
PROJETOS PARA 2012
Organizada e precavida, procurando manter com qualidade de vida seus projetos e afazeres, Zorávia enumera 14 eventos e atividades já programados, entre eles a assinatura do Protocolo de Colaboração entre as entidades apoiadoras do Museu das Águas de Porto Alegre, no dia 22 de março, Dia Mundial da Água. O Museu das Águas é mais constante de suas realizações, ao lado, claro, das artes. Zorávia mantém as aulas de artes plásticas em seu atelier em Porto Alegre. “Há quatro anos reduzi as idas ao cinema e ao teatro em prol dessa causa comum, que é o Museu das Águas, e que vai beneficiar a cidade, o Estado”, diz, empolgada, ao anunciar a realização de um concurso arquitetônico internacional para a definição do prédio que vai abrigar o Museu.
Para 2012, Zorávia enumera concluir o filme de Henrique Freitas Lima; participar da exposição Aos Grandes Mestres, que circulará por São Paulo e Rio de Janeiro; organizar o álbum intitulado As 12 Musas, com imagens de Zorávia e textos de Carlos Urbim, sobre os quatro elementos (fogo, ar, água, terra), e a exposição dos originais do livro 14 Contos e uma Lenda, de Simões Lopes Neto. Em abril, em SP, participa da 3ª Tenet.
A performance “Filomena e a Ecologia” foi apresentada duas vezes no final da tarde de domingo (22/01), em frente à estátua Liberdade,de autoria de Zorávia e que integra a mostra Artemosfera, que acontece em Porto Alegre. Instalada na praia de Ipanema no dia 17 de dezembro do ano passado, contém a frase de Carlos Urbim: “Água, terra e ar: todos precisam amar, para o futuro nos garantir vida melhor”.
12/11/2008 Votação do Projeto Pontal do Estaleiro: Manifestação silenciosa do movimento ecológico,social e estudantil.
Foi lamentável assistir ao trágico destino da nossa Orla do Guaíba, que por 20 votos a favor e 14 contra, aprovou no Legislativo Municipal, a "CASA DO POVO" , a possibilidade de construir prédios residenciais na faixa de orla.
Durante a votação, chamou a atenção o total despreparo de nossos vereadores na argumentação favorável à transformação da área da orla em bairro privado. Nossos "edis" não responderam aos questionamentos dos representantes dos movimentos ecológico, social e estudantil.
Faltou habilidade e argumentos convincentes dos vereadores privativistas da orla para alterar Plano Diretor de uma área tão valiosa e estratégica para a cidade." Os Vereadores favoráveis, então resolveram insultar os que acompanhavam, na plenária, com gestos, gritos, caretas, vocabulários impróprios o que consideramos ser indigno para quem foi eleito pelo povo porto-alegrense. Não pagamos impostos para ver um circo de horrores na Câmara de Vereadores. Uma votação importante para a cidade foi regada por pequenas hipóteses de um pseudo projeto de "revitalização"! " Um dos argumentos de alguns dos vereadores partidários da implantação de residências na orla, é o de que temos que imitar Dubai."Queremos ser Dubai? Triste ignorância do complexo de inferioridade de quem assim argumenta! Dubai, nas margens do Golfo Pérsico, está ocupando área de deserto, e ao que se sabe num deserto não há vegetação. Não há biodiversidade vegetal a ser preservada. Talvez já tenham exterminado muitas espécies endêmicas da fauna local adaptada. Quanto à qualidade de vida da grande maioria do Extremo Oriente, sabe-se que é péssima.
Surpreende também o fato de apresentarmos o acumulado de 5.300 assinaturas em nosso abaixo-assinado eletrônico: www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571, e, esse montante de opiniões da população não ser considerado pelos vereadores, bem como os inúmeros programas de rádio e televisão que realizaram enquetes populares, cujos os resultados foram contrários a realização de construções na Orla.
Também não entendemos como ocorreram duas abstenções e o fato de vários vereadores não usarem seu direito de falar na Tribuna para a defender a Orla Pública do Guaíba.
Acreditamos que uma cidade não dá as costas para sua ORLA, nem permite que um pequeno grupo privado compre um terreno a baixo custo e, após, altere a lei vigente para construir espigões numa região estratégica e bela da nossa cidade.
Perdemos uma "batalha", mas saímos de cabeça erguida, pois o que defendemos é totalmente legítimo: o cumprimento da Lei 470/2002 - Plano de Desenvolvimento Urbano e Ambiental - PDDUA, que garante o uso da área para cultura, lazer e turismo.
Causou-nos enorme espanto, também, foi a felicidade dos vinte (20 ) vereadores se abraçando e abraçando os empreendedores do referido projeto ( vide fotos) no final da sessão.
Esqueceram que estavam no plenário? Os parabéns da Construção Civil.
A Orla do Guaíba é um espaço que faz parte da identidade paisagística, de lazer e de cultura de Porto Alegre. Não pode ser transformada em bairro privado. Por este motivo nossos próximos passos serão o de procurar os poderes Executivos e o Judiciário.
Veja abaixo como votaram os vereadores.
Favoráveis: Alceu Brasinha (PTB) Almerindo Filho (PTB) Bernardino Vendruscolo (PMDB) Dr. Goulart (PTB) Elias Vidal (PPS) Ervino Besson (PDT) Haroldo de Souza (PMDB) João Carlos Nedel (PP) João Antônio Dib (PP) João Bosco Vaz (PDT) José Ismael Heinen (DEM) Luiz Braz (PSDB) Maria Luiza (PTB) Maristela Meneghetti (DEM) Maurício Dziedricki (PTB) Mauro Zacher (PDT) Nereu D´Avila (PDT) Nilo Santos (PTB) Sebastião Melo (PMDB) Valdir Caetano (PR)
Contrários:
Adeli Sell (PT) Aldacir Oliboni (PT) Beto Moesch (PP) Carlos Todeschini (PT) Cláudio Sebenelo (PSDB) Dr. Raul (PMDB) Guilherme Barbosa (PT) José Valdir (PT) Marcelo Danéris (PT) Margarete Moraes (PT) Maria Celeste (PT) Mauro Pinheiro (PT) Neuza Canabarro (PDT) Professor Garcia (PMDB)
Nossa Senhora dos Navegantes madrinha do rio-lago Guaíba tire de mim o ódio que sinto pelos corações de concreto
Nossa Senhora dos Navegantes que ganha de novo procissão pelas águas tão violentadas afaste de mim a imensa raiva contra os gigolôs do cimento
Nossa Senhora justiceira protetora dos pescadores que precisam da laguna cada vez mais poluída repreenda por mim os que sujam e cerceiam vociferam argamassa e dão a alma ao diabo
Rogue praga de padroeira (sempre tão certeira) puxe as orelhas vendidas dê palmadas nas bundas condene agora mesmo os piratas e os pecadores